COMUNIDADE DO ANZOL
Mais de 3 mil famílias poderão ser prejudicadas com demarcação
Justiça Federal em Roraima determinou que Funai demarque uma Terra Indígena na comunidade do Anzol
Por Cyneida Correia
Em 20/04/2017 às 01:45
Famílias afirmam que moram há mais de um século na área (Foto: Wenderson de Jesus)

Os moradores da comunidade do Anzol procuraram a Folha para relatar que indígenas nunca viveram na região. Eles afirmam que mais de três mil famílias - que moram ali há mais de cem anos, que têm títulos e documentos da área – poderão ser prejudicadas se a demarcação da Terra Indígena for concretizada.

Um dos moradores, Cleodon Pereira de Melo,  disse que a família está na região desde 1909. “Meus bisavós e avós são os pioneiros na região. São os fundadores vieram plantar tabaco e fumo. Tenho 50 anos e sou legítimo naquela área, todos vindos da Paraíba”, disse.

Eles afirmaram que foram pegos de surpresa pela decisão da Justiça Federal ao determinar que o Governo Federal, por meio da Fundação Nacional do Índio (Funai), demarque a área como Terra Indígena. “Somos pioneiros na região. Em todo este período, nunca tivemos questionamentos quanto as nossas terras virarem áreas indígenas. Não esperávamos que isto viesse a ocorrer, pois pensávamos que a situação das terras indígenas estivesse encerrada. Todo mundo tem terra suficiente para produzir”, relatou o morador.

O avô de Cleodon, que tem 86 anos, disse ainda que as famílias indígenas que apareceram na região foram levadas pelos pioneiros para o local em 1940. “O Alfredo veio com meu avô da fazenda. Meu avô deu um pedaço de terra para ele. A terra era da nossa família. Meu bisavô Francisco Melo chegou em 1909 na região e meu avô tinha 113 anos e morreu lá. Do nada, apareceram esses índios vindo da cidade, que são professores, enfermeiros, têm carros e vinham passar o fim de semana, dizendo que são donos da terra”, questionou.

As famílias informaram que os indígenas querem ampliar a Serra da Moça de modo que cubra várias fazendas, cidades e vilas. “Vai da BR-174 até o rio Uraricoera. Todas as famílias vão perder suas terras. Eles querem até a vila do Passarão”, explicou.

Os moradores afirmaram que vão propor a união da comunidade para buscar ajuda de todos os parlamentares estaduais e federais, assim como do Governo do Estado, para reverter a situação. “Lá nós temos a pecuária, que é carro forte da região, plantadores de soja, e outros grãos, além da cultura da farinha. Há uma série de atividades que ficarão inviabilizadas nesta área”, detalhou. (C.C)

Rodovias federais podem ter cerca para evitar entrada em Terras Indígenas

A construção de uma cerca de proteção ao longo das estradas federais (BRs) que atravessam áreas indígenas é outra reivindicação dos indígenas, apresentada durante a 46ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima, realizada no mês passado no Lago do Caracaranã. Roraima hoje tem 1.400 quilômetros de rodovias, incluindo a BR-174. Os líderes indígenas pediram que as empresas de eletrificação construíssem uma cerca e implantassem sistemas de segurança em todas as BRs que atravessem comunidades indígenas.

Outra reivindicação é que a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Secretaria Estadual do Índio (SEI) viabilizem um projeto de compra de arame para cercar as margens da BR-403 que interliga o entroncamento do Surumu ao Contão.

As empresas de eletrificação e manutenção de estradas devem garantir em seus orçamentos, como medida de compensação, materiais para manutenção de cercas limites das Terras Indígenas. “Queremos uma compensação dos empreendimentos de eletrificação e construções de BRs para todas as Terras Indígenas, pois estas empresas cada vez mais têm prejudicado o nosso meio ambiente e não têm compensado estes prejuízos”, afirmam os indígenas. (C.C)

Damiao disse: Em 20/04/2017 às 14:17:44

"Pouca gente com tanto é muita gente sem nada. E isso que os lider indigenas querem. Pois além de querer as terras eles tambem querem. Gado,sementes,maquinas, e uma ajuda de custo do governo federal. Depois não deixa passa uma torre de trasmissão de de energia. "

Marco Aurelio Pinheiro Sousa disse: Em 20/04/2017 às 13:29:20

"Para que serve mesmo a Bancada de Roraima? Pois os mesmos não resolvem nada. Outra Demarcação nas barbas dos nossos Parlamentares que pelo visto ficarão apenas chupando os dedos, descaso total!"

Marco Aurelio Pinheiro Sousa disse: Em 20/04/2017 às 13:29:17

"Para que serve mesmo a Bancada de Roraima? Pois os mesmos não resolvem nada. Outra Demarcação nas barbas dos nossos Parlamentares que pelo visto ficarão apenas chupando os dedos, descaso total!"

osmarina gomes da silva disse: Em 20/04/2017 às 13:18:47

"ESSA PALHAÇADA SÓ ACONTECE EM RORAIMA, É KDA UMA QUE DAR ATÉ PRA RI. "

RIPA NA XULIPA disse: Em 20/04/2017 às 10:39:12

"o que acontece na verdade é que demarcam as terras indígenas que estão sobre jazidas de minérios preciosos e posteriormente uma mineradora de um cara ai, anos mais tarde a mesma recebe a concessão de minerar dentro da reserva... e quem se lasca somos nós"

jf disse: Em 20/04/2017 às 10:23:46

"não adianta falar p funai que o cara mora la ha 50 anos, tem titulo definitivo da area ha mais de 50 anos, lembram oque fizeram com sr Joaquim Correa, do Caracaranã? mais idade que ele tinha, e maior tempo de titulo definivo que ele, ninguem tinha na região, e não adiantou de nada"

mirce disse: Em 20/04/2017 às 09:11:53

"Caros leitores, vocês estão vendo esse senhor de camisas branca com bengalas é o morador mais velho(VIVO) da região do ANZOL se chama Altamir Melo, hoje com 82 anos e ate hoje mora na região do anzol. Pois bem essa reportagem acima e a história verdadeira de como se deu a criação da região do anzol. Meu bisavô Francisco Melo chegou em 1909 na região e trabalhou com pecuária e a cultura do fumo. Meu avô tinha 113 anos quando morreu . O Sr. Alfredo e Dona Maria vieram com meu avô para trabalhar na fazenda, onde o Sr. Cleodon Melo dono da fazenda deu um pedaço de terra para ele trabalhar. O Sr. Cleodon e o Sr. Alfredo viveram ate morrer sem nenhum conflito por disputa de terras. Essas reivindicação já foi provocada pela família do senhor Alfredo que pediu apoio a comunidades indígenas principalmente( Morcego) e Serra da Moça e Apoio de outras entidades indígenas. Então senhores leitores a coisa se da dessa forma um índio se instala em determinado local, mora uns anos, produz documentos pede apoio e depois pede demarcação. É muito fácil ganhar terras dessa forma. Senhores dos ministérios vamos primeiro apurar os fatos, vê a veracidade dos documentos produzidos por essas pessoas, para que não sejam prejudicadas pessoas centenárias que vivem na região do Anzol. "

Saúde Caburai disse: Em 20/04/2017 às 09:07:23

"Queremos isso queremos aquilo queremos por causa disso queremos queremos .... Já Perceberam que as lideranças Indígenas so pedem, as lideranças Indígenas de pickup de luxo e os parentes lascados Um grande atraso para o Brasil e Estado. Bolsa preguisa . Uma pena"

THAYNARA TAVARES DA SILVA disse: Em 20/04/2017 às 08:43:18

"Engraçado...é muito raro vermos indigenas lutando por terras virgens para que do suor do rosto deles eles derrubem, preparem e lavrem a terra, terra que pode demorar anos para ficar em boas condições para o plantio, pelo contrário, só os vejo lutando por terras já cultivadas e prontas pra trabalhar e de preferência que já tenha plantios e fazendas! é assim em todo Brasil. Desse jeito é muito fácil ser índio! Nada contra a etnia. Mas contra esse tipo de situação."

Jose Alzenir disse: Em 20/04/2017 às 08:01:51

"Tá difícil viver nesse País é cada coisa. O negócio é virar índio."

Ciella Yearwood disse: Em 20/04/2017 às 07:50:02

"Entrega logo o Estado de RR todo pra eles e reverta o Estado de volta a Território Federal. Assim podem fazer o que bem entendem. Cachorrada! ! ! ! "

ELIEZER disse: Em 20/04/2017 às 07:08:11

"A construção de uma cerca de proteção ao longo das estradas federais ...kkkk Um absurdo, que nao duvido em acontecer! e ainda querem q esse estado cresca"

Davi disse: Em 20/04/2017 às 05:31:51

"Muito estranho essas demarcações repentinas!!! E o mais certo e pequena atitude a se fazer é evitar ao máximo comprar as coisas que os índios vendem as margens da rodovia ! Porque eles nao querem so as terras nao! "

ANTONIA CLEIDE ALVES PEREIRA disse: Em 20/04/2017 às 10:52:35

"Mais estranho ainda é: se os índios tem tantas terras,e estão sempre querendo mais, entaõ, porque estão por todo lugar hospedados em cidades como Boa Vista ? Uma vez que deveriam era estar trabalhando em suas terras tiradas de quem realmente produz e gera emprego e renda denominadas Raposa serra do Sol e agora essa novidade, nesta região do ANZOL, vai acontecer a mesma coisa depois os índios estão todos por aí se divertindo e zapiando pra cima e pra baixo e as terras lá jogada . Vão trabalhar e produzir seus alimentos e criar suas gerações que é melhor coisa a fazer. Se não querem que nada se misture em suas terras com divisórias até de cerca só falta querer cerca elétrica, então não se misturem aos brancos em terra com asfalto.."

dank lamanto araujo sales disse: Em 20/04/2017 às 12:16:39

" Concordo com todos vocês essas demarcações tem que acabar só prejudica a todos moradores daquela região e o estado, a FUNAI e as ONGS, tem e que acabar. O Brasil tem terra para todos. bra "