MOSCA DA CARAMBOLA
Ministério da Agricultura permite que RR volte a exportar frutas
Resolução publicada nesta semana reconhece a erradicação da mosca da carambola na Vila Martins Pereira
Por Folha Web
Em 17/05/2018 às 01:45
Para o superintendente federal de Agricultura em Roraima, Plácido Alves, este resultado é fruto do trabalho de todos os técnicos (Foto: Wenderson de Jesus)

A resolução Nº 3, publicada no Diário Oficial da União no dia 15 de maio pelo Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declara o Município de Boa Vista e alguns municípios do interior aptos para exportação de frutas, obedecendo alguns precedentes em relação à mosca da carambola.

Na mesma resolução, o Mapa reconhece a localidade de Martins Pereira, no Município de Rorainópolis, como erradicada e os Municípios de Normandia, Uiramutã, Pacaraima e Amajari como áreas quarentenárias, onde todo o trânsito de frutas para outras localidades e para exportações está impedido, mantendo inclusive as barreiras de fiscalizações nestas regiões como obrigatórias.

Ao comentar sobre a publicação da resolução, o superintendente federal de Agricultura em Roraima, Plácido Alves, destacou a conquista significativa para os fruticultores de Roraima, que agora passam a exportar seus frutos com a devida liberação do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e a Permissão de Trânsito Vegetal (PTV).

“Com o devido cumprimento da instrução normativa 028, publicada em 2017, tivemos que consolidar um esforço tremendo e cobrar do Governo do Estado a realização de todas as etapas que estavam previstas. Este resultado representa um trabalho de parceria consolidado com o objetivo de possibilitar um ganho satisfatório aos produtores de Roraima que almejavam por este resultado há bastante tempo”, disse.

CONVÊNIO – Para a celebração da parceria entre a Superintendência Federal de Agricultura (SFA) e a Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), Plácido destacou que, durante o ano de 2017, foram liberados R$ 3 milhões para o custeio de diárias, combustíveis, investimentos e aquisição de veículos para o deslocamento dos técnicos até os locais de incidência da praga.

“Em 2017, realizamos o aporte de cerca de R$ 3 milhões, mas ao todo contabilizamos mais de R$ 10 milhões de repasses feitos à Aderr para serem executadas ações de fiscalização, controle e combate da mosca da carambola. Como resultado positivo, temos esta conquista, mas o trabalho terá continuidade e a segunda fase desta ação ainda será mais trabalhosa, uma vez que temos no Município de Bonfim uma situação peculiar com a fronteira com a Guiana, onde existe a incidência da praga”, comentou.

INSTRUÇÃO 028 – Em 20 de julho de 2017, foi publicada a instrução normativa 028, que estabelecia regras liberando a comercialização e exportação de frutos hospedeiros da mosca da carambola em Roraima e então iniciava a possibilidade de expansão de mercado para os produtores das regiões em que não existia a presença da praga, e foram declaradas como zona tampão.

A normatização garantia assim a comercialização de frutas para outros centros comerciais, desde que cumprissem critérios exigidos para as ações de prevenção, contenção, supressão e erradicação da praga. “A instrução previa que, no prazo de 90 dias, o Estado, por meio da Aderr, cumprisse com as exigências impostas pelo Mapa e assim começamos a montar toda uma estratégia e executar de forma contínua inúmeros trabalhos. Este resultado é fruto do trabalho de todos os técnicos envolvidos neste processo e hoje estamos colhendo os frutos deste trabalho iniciado em 2010”, ressaltou Plácido.

Medida trará segurança para investimentos na fruticultura

Ao comentar a liberação da exportação de frutas, o produtor Nestor Ariel Perez, que possui uma área de produção de laranja e tangerina na região do Bom Intento, destacou que este resultado representa uma tranquilidade em continuar investido tanto na produção como na expansão da área de fruticultura.

“É uma conquista importante para Roraima e sobretudo para novos investidores que deverão optar pela produção de frutas. Já estava pensando inclusive em deixar o Estado e produzir em outra região, mas agora com esta liberação temos a garantia e a segurança de realizar novos investimentos na produção e expansão de nossa área”, ressaltou. (R.G)

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