USURPAÇÃO DE TERRENO
Mulher afirma que também é vítima de estelionatário
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Por João Barros
Em 01/06/2018 às 00:33

Depois que a Folha noticiou, no dia 16 de maio, o caso de uma funcionária pública que disse ter sofrido um golpe de mais de R$ 35 mil na compra de um terreno localizado no bairro Caranã, zona Oeste de Boa Vista, outra vítima procurou a reportagem para dizer que seus dois terrenos na esquina das Ruas Ametista e Rubi, no bairro Jóquei Clube, ainda zona Oeste, foram invadidos pelo mesmo homem.

A proprietária do imóvel afirma que foi informada por um vizinho que havia uma movimentação de pessoas estranhas em seu terreno e, em seguida, notou que estava à venda pela internet, no entanto, afirmou que nunca quis vender a terra, não fez avaliação para saber quanto vale, mas o anúncio no site de venda, publicado pelo suspeito, pede R$ 70 mil.

Segundo a vítima, o homem murou o terreno sem sua permissão e começou o trabalho no dia 20 de abril. A mulher suspeita que ele tenha usado parte dos R$ 37.300 do golpe aplicado na funcionária pública para murar o terreno e, na ocasião, acampou mais de seis venezuelanos no local, que ficaram vivendo em barracas enquanto trabalhavam na obra.

Segundo o relato da proprietária do imóvel, quando chegou ao local, encontrou os trabalhadores venezuelanos e pediu para falar com o contratante da mão-de-obra, todavia foi informada que na hora do almoço o suspeito estaria, mas quando deu o horário quem se apresentou foi outro homem, que seria um comparsa no negócio criminoso.

No dia seguinte, acompanhada de um amigo, a vítima retornou ao local e o amigo interviu, dizendo que a obra deveria ser paralisada porque o terreno tem uma dona. Os imigrantes teriam informado que não poderiam parar a obra e que só receberiam ordens do contratante.

O suposto estelionatário compareceu ao local da obra e se identificou como proprietário do imóvel, declarando ter comprado o terreno e não iria parar de construir o muro. Ainda orientou que a mulher deveria procurar seus direitos junto à justiça. Conforme a vítima, quando perguntado de quem comprou o terreno, o elemento disse que teria comprado de um “cara desconhecido” e pediu que a vítima fosse registrar queixa na Delegacia.

O Boletim de Ocorrência foi registrado no 3º DP dia 7 de maio, relatando o fato ocorrido no dia 20 de abril. Nesse intervalo, a vítima e a advogada da família tentaram resolver as questões relacionadas ao imóvel sem que fosse preciso acionar a Justiça, mas não obtiveram êxito. O caso foi encaminhado ao 2º DP para iniciar as investigações.

A advogada explicou que tem a documentação do terreno, inclusive o histórico dos antigos donos. “O terreno era da União, foi doado para um funcionário público pelo governo há muitos anos e no processo de venda, a vítima é a quinta dona”, contou a advogada.

O anúncio foi retirado do site no mesmo período em que a mulher descobriu a usurpação do bem, mas na última terça-feira, 22, retornou a ser publicado pelo suspeito.

A advogada disse ainda que contra o indivíduo corre um processo judicial impetrado por ela, mas a audiência que teria sido marcada para quarta-feira, dia 30, teve que ser remarcada para este mês, porque o oficial de Justiça não conseguiu entregar a intimação ao suspeito, que tem mais de um endereço registrado em seu nome. (J.B)

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