VIOLÊNCIA SEM FIM
Mulher é assassinada a facada em bar no bairro Nova Cidade
Jovem de 26 anos tentava tirar a mãe de uma confusão quando levou uma facada fatal na barriga e morreu no local
Por João Barros
Em 14/11/2017 às 00:40
Desespero da mãe ao saber que a filha não resistiu ao golpe de faca na barriga (Foto: Divulgação)

A jovem Renata Kelly Lima da Silva, de 26 anos, foi morta com uma facada no abdômen enquanto tentava tirar sua mãe de uma discussão que aconteceu num bar, localizado na Rua Belo Horizonte, bairro Nova Cidade, zona oeste de Boa Vista, na noite de domingo. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento e morreu no local.

A Polícia Militar destacou no Relatório de Ocorrência Policial (ROP) que às 22h10, quando chegou ao endereço onde o esfaqueamento havia ocorrido, encontrou a vítima desacordada, mas recebendo os primeiros-socorros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O médico que integrava a equipe constatou a morte às 22h40. O médico disse aos policiais que o golpe foi na região da barriga, o que pode ter causado hemorragia interna.

Testemunhas contaram que a vítima e sua mãe bebiam no bar, onde também funciona uma mercearia, e que em determinado momento as mulheres envolveram-se em uma discussão com um indivíduo conhecido vulgarmente como “Mata-mata”, que estava na companhia de outro elemento. Enquanto tentava fazer com que a mãe parasse a discussão com o elemento, a vítima recebeu a facada na barriga.

O suposto criminoso e o comparsa fugiram, mas populares informaram que um dos suspeitos estava em uma residência na Rua Salvador, no mesmo bairro, quando ele foi detido e levado à Central de Flagrantes do 5º Distrito Policial para prestar depoimento. Como não havia provas de sua participação no homicídio e nem a arma do crime foi encontrada, o delegado acabou liberando o suspeito. O autor do crime continua foragido.

O proprietário do estabelecimento comercial deu sua versão do fato à autoridade policial. Ele contou que por volta das 19h viu a mãe de Kelly indo até a mesa onde estavam um cadeirante e o outro homem. A mulher chegou a empurrar o indivíduo que acompanhava o homem na cadeira de rodas, mas que os ânimos foram acalmados. Horas depois, ele disse que foi informado que Kelly tinha sofrido uma perfuração, mas que não presenciou o momento da facada. Ele disse que o elemento que acompanhava o cadeirante nunca tinha ido ao bar.

A tia da vítima disse à delegada de plantão que foi ao local do homicídio, mas que o tempo em que permaneceu na companhia de sua irmã e da sobrinha não testemunhou qualquer discussão, mas que viu o deficiente se levantar da cadeira de rodas e percebeu que ele carregava na cintura uma faca. Somente quando estava em sua casa, recebeu a notícia de que a sobrinha tinha sido assassinada.

Peritos do Instituto de Criminalística realizaram os procedimentos técnicos na cena do crime e no corpo, que foi removido por uma equipe do Instituto de Medicina Legal (IML) para que o exame cadavérico fosse realizado. Na manhã de ontem, 13, o corpo foi liberado à família. Conforme o IML, a morte foi causada em decorrência de uma hemorragia por conta do ferimento por arma branca. Agentes da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) investigam o crime para chegar ao paradeiro do autor. (J.B)

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