FALSO DONO
Mulher paga R$ 35 mil por terreno e descobre que foi vítima de golpe
Vítima tomou todos os cuidados possíveis, como verificar documentação na Prefeitura, e mesmo assim foi enganada
Por João Barros
Em 16/05/2018 às 01:14

Uma funcionária pública, que não quis ser identificada, procurou a Folha na manhã de ontem, dia 15, para denunciar que foi vítima de um golpe que resultou num prejuízo de R$ 37.300 depois da compra de um terreno localizado no bairro Caranã. O fato aconteceu há uma semana, mas somente agora a mulher fez o registro do Boletim de Ocorrência (B.O.).

Ela explicou que fez a negociação com o suposto criminoso depois de encontrar um anúncio do terreno em um site de compra e venda da internet, mas disse que tomou todas as precauções possíveis, principalmente porque o valor do terreno estava bem abaixo do valor de mercado. Como mora em Brasília, entrou em contato com um primo que reside em Boa Vista para que ele ficasse responsável pela conferência da documentação do terreno para atestar que o vendedor era de fato o dono do imóvel.

Em posse de uma procuração, representando a vítima, o primo foi ao encontro do vendedor que o levou até o terreno, apresentou boletos de contas de água e energia em seu nome e um documento no nome com pendência no pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) este último com o nome de outra pessoa que o indivíduo dizia ser o antigo dono.

Para não restar dúvida, o primo pediu que o suspeito o levasse até a casa do antigo proprietário para confirmar as informações. Chegando à residência, o homem confirmou que trocou o terreno por um carro com o suspeito. A mulher ainda pediu que o primo fosse ao setor de imóveis urbanos da Prefeitura, juntamente com o vendedor, para garantir que o terreno à venda estava de fato no nome de quem se dizia dono.

Depois de confirmar as informações, a vítima confiou nas informações apresentadas pelo primo e fez a transferência do dinheiro que pagou tanto o terreno, que estava sendo ofertado por R$ 35 mil, quanto o atraso do pagamento do IPTU e outras taxas, um montante de mais R$ 2.300.

“Meu primo foi ao Cartório junto com esse rapaz e os dois registraram o documento de compra e venda do terreno, mas depois, quando voltou à Prefeitura, descobriu que o terreno não estava no nome de nenhum dos indivíduos. Nós descobrimos quem era o verdadeiro proprietário e suspeitamos que essa dupla esteja agindo em parceria e já tenha feito outras vítimas. O rapaz que fez o anúncio é filho de um policial e já está anunciando outro terreno no bairro Jóquei Clube”, ressaltou.

A servidora pública declarou que já tentou entrar em contato com o elemento, mas ele inventa desculpas e não quer devolver o dinheiro, por isso teve que contratar um advogado para cuidar do caso e reaver o prejuízo. O primo da vítima registrou o B.O. no 3o DP, pedindo providências da autoridade policial. (J.B)

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