COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
Mulheres de presos estavam comandando organização criminosa
Elas atuavam em nome dos parceiros presos na Pamc e eram conhecidas como ‘cunhadas’.
Por Folha Web
Em 11/08/2017 às 21:01
As mulheres foram presas pela Polícia Federal (Foto: Hione Nunes)

Batizadas pela facção criminosa como as “cunhadas” as mulheres e companheiros dos detentos do sistema prisional é quem estavam comandando o crime organizado no Estado. Mais de 70% dos presos na operação da Polícia Federal que aconteceu hoje eram mulheres, a maioria com menos de 25 anos.

As chamadas ‘cunhadas’ são acusadas de ajudar a organização criminosa a tramar a morte de autoridades militares, públicas e agentes da segurança pública do estado e ataques contra órgãos públicos e instituições bancárias.

Elas atuavam no lançamento, arrecadação, levantamento, investigação e logística para realização dos crimes praticados por integrantes da facção.
Nos últimos 10 dias foram alvos de ataque duas agências do Bradesco, a Delegacia do Idoso, o Cras do Nova Cidade e uma tentativa na Cozinha Industrial, além da Câmara e Prefeitura do município de Mucajaí .

As mulheres faziam o meio campo, financiavam a ação, repassavam dinheiro para o combustível e escondiam armas além de controlar cadastro dos integrantes da organização e marcar reuniões.

“A operação realizada hoje foi a parte final de uma serie de acoes pra estancar a tentativa de realizar ataques” explicaram as autoridades.

Ataques do crime organizado
Duas agências de banco foram queimadas na noite do domingo, na madrugada de segunda-feira, 07, três indivíduos tentaram incendiar o prédio onde funciona a Delegacia do Idoso, no bairro Tancredo Neves, zona Oeste, e na madrugada desta terça-feira, 08, criminosos incendiaram o plenário da Câmara de Vereadores e atacaram a prefeitura de Mucajaí, município que fica a 52 quilômetros de Boa Vista.

Na madrugada da segunda-feira, os bandidos tentaram um ataque no sede do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), localizada no bairro Nova Cidade, zona Oeste da Capital e jogaram um coquetel molotov na cozinha industrial mas que não explodiu.

 

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