SAÚDE
Nódulo na tireoide é mais comum com o avanço da idade
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Entenda como são diagnosticados, tratados e o que fazer quando um nódulo for localizado
Por Raisa Carvalho
Em 05/03/2018 às 00:30
Cesar Penna é especialista em Endocrinologia e Metabologia (Fotos: Divulgação)

Com formato de borboleta, a glândula tireoide está localizada na frente do pescoço, logo abaixo das cordas vocais. Ela é responsável por produzir dois hormônios essenciais para regular o metabolismo, a triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Esses hormônios atuam no processo de como o seu corpo usa e armazena energia.

De acordo com o médico Cesar Penna, especialista em Endocrinologia e Metabologia, a massa de tecido tireoidiano que cresceu pode virar um cisto cheio de líquido que se forma na tireoide. O nódulo pode ser definido como um grupo de células que se desenvolveu e cresceu na glândula tireoide.

“Apesar de nódulos serem bastante comuns, as chances de desenvolver um cisto aumentam à medida que as pessoas envelhecem. Embora os sintomas não sejam comuns, um nódulo grande pode causar dores, rouquidão, atrapalhar respirar e engolir e a sensação de garganta arranhando. A maior preocupação é quando os nódulos da tireoide possam ser cancerígenos”, relatou.

O câncer de tireoide é encontrado em cerca de 8% dos nódulos nos homens (8 em cada 100) e em 4% dos nódulos em mulheres. Assim, cerca de 90% dos nódulos de tireoide são benignos (não cancerosos).

“A razão do aparecimento de nódulos benignos não é identificada, mas eles são, muitas vezes, encontrados em membros de uma mesma família. Em âmbito mundial, a deficiência de iodo na dieta é uma causa muito comum de nódulos”, explicou.

Para diagnosticar o nódulo é preciso realizar um exame físico feito pelo médico ao examinar o pescoço do paciente. Mesmo se esta biópsia mostrar que o nódulo é benigno, o médico pode recomendar a remoção cirúrgica de um nódulo que está crescendo.

“Após o nódulo ser encontrado, o médico realizará testes de laboratório para saber se ele é hiperfuncionante (produtor de muito hormônio tireoideano, chamado de "nódulo quente") ou hipofuncionante (não produtor de hormônio tireoideano, chamado de "nódulo frio")”, exemplifica.

No entanto, esses testes não são suficientes para descartar um câncer de tireoide. Para reunir mais informações sobre o nódulo, o médico pode solicitar um ou mais dos seguintes exames:

Biópsia aspirativa por agulha fina: usa-se uma agulha fina para remover células ou amostras de fluido do nódulo. Esse teste é muito preciso para a identificação de nódulos cancerosos ou "suspeitos".

Ultrassonografia da tireoide: é realizada para obter um retrato exato da tireoide e ver se o nódulo é sólido ou preenchido com fluido (cisto). Embora esse exame não possa dizer se o nódulo é canceroso, é muito útil para guiar uma agulha usada para aspirar as células do nódulo. Esse procedimento é chamado de "punção aspirativa guiada por agulha fina".

Cintilografia de tireoide: utiliza uma pequena quantidade de iodo radioativo e uma câmera especial para obter uma imagem da tireoide e saber se o nódulo é hipo ou hiperfuncionante. O nível de atividade pode fornecer pistas para saber se ele pode ou não ser câncer de tireoide. Este procedimento geralmente é feito quando o seu médico suspeitar que você possa ter um nódulo quente.

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