SAÚDE E BEM ESTAR
Oftalmologistas alertam para cuidados com os olhos
Oftalmologistas alertam para a saúde dos olhos. No Brasil, há mais de 1,2 milhão de cegos
Por Raisa Carvalho
Em 11/01/2017 às 00:07
Os oftalmologistas Marcelo Moreira de Oliveira e Eloisa Klein falam sobre os cuidados com a visão (Fotos: Divulgação)

Hoje, no Brasil, há mais de 1,2 milhão de cegos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 60% e 80% dos casos de cegueira são evitáveis e/ou tratáveis. Isso significa que quase 700 mil brasileiros que são cegos poderiam estar enxergando se tivessem recebido tratamento adequado e em tempo adequado. Por isso, o acesso ao atendimento médico oftalmológico é decisivo para alterar as condições de saúde ocular do povo brasileiro.

De acordo com os oftalmologistas Marcelo Moreira e Eloisa Klein, a Organização Mundial de Saúde e outras instituições chamam a atenção de toda a sociedade para os perigos da cegueira evitável.

Uma das principais medidas é realizar consultas para evitar os riscos de queimaduras, irritações na córnea e doenças infecciosas que são mais frequentes nessa época do ano.

Para evitar problemas nos olhos, ele recomenda o uso de bonés e óculos escuros de qualidade, com proteção contra a radiação UVA e UVB que, em excesso, podem causar danos irreversíveis.

“Qualquer tratamento deve ser prescrito por um oftalmologista. Ele acrescentou que medicamentos, como pomadas e colírios, não devem ser usados sem prescrição médica”, explica o médico.

Atualmente, uma campanha da Organização Mundial de Saúde visa reduzir em 25% o número de cegos evitáveis até 2019. Hoje, estima-se que haja no mundo 285 milhões de pessoas cegas ou com baixa visão e destes, 80% poderiam ser prevenidos ou tratados.

“Erros de refração não corrigidos são a principal causa de baixa visual, além da catarata, que é a principal causa de cegueira. Em Roraima, podemos destacar como causas de cegueira e baixa visual os erros de refração não corrigidos, a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética, o tracoma e a oncocercose”, finalizou Eloisa.

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