COLÉGIO MILITAR
Pais e alunos reclamam de transferência para escola pública
Os pais e alunos afirmam que a escola para onde o estado quer levar os estudantes não tem condições estruturais
Por Folha Web
Em 11/08/2017 às 15:01

Por Pedro Barbosa

 Alunos do Colégio Militar Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cel PM Derly Luiz Vieira Borges realizaram uma manifestação em frente a Assembleia Legislativa do Estado de Roraima na manhã desta sexta-feira, 11.

Segundo os alunos, o motivo da movimentação é por conta da transferência do colégio militar  para a escola Estadual Hildebrando Bittencourt, no Bairro dos Estados, prevista para o ano que vêm.

Segundo os alunos, o colégio apresenta péssimas condições estruturais, com goteiras, tetos mal acabados, infestações de pombos e ratos e salas  pequenas demais para conseguirem dividir com os alunos do Bittencourt.

 A razão da transferência, segundo os alunos, seria a realização do concurso da PM.

Além de problemas estruturais, outro problema apontado pelos alunos é de que com a transferência, os alunos do colégio Bittencourt passariam a ser integrados ao colégio militar sem a necessidade de passar pelo teste de admissão.

"É por causa do grau de exigência do teste de admissão do colégio militar que ele é considerado o de maior nota da rede estadual no índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb). Sem essa exigência, existe o risco no nível do colégio ser rebaixado em sua média, prejudicando a qualidade do ensino. Além de desencorajar o rendimento de alunos que tiveram que se esforçar tanto para passar no teste.", afirmou uma das estudantes.

Veja o vídeo:

Outro lado - A Seed (Secretaria Estadual de Educação e Desporto) esclarece as seguintes informações sobre a situação dos alunos do Colégio Militar Cel Derly Luiz Vieira Borges:

O colégio foi criado em 2012 por meio do Decreto Nº 13567, segundo o qual a escola é mantida pelo Governo do Estado de Roraima, vinculada ao Sistema Estadual Educacional e em parceria com a Polícia Militar de Roraima. Aescola funciona nas dependências da Apics (Academia de Polícia Integrada Coronel Santiago) e vem a cada ano aumentando o número de matrículas, de forma que não tem mais espaço físico no local para comportar todas as turmas.
A Escola Estadual Hildebrando Ferro Bittencourt tem 208 alunos matriculados, funcionando apenas no turno matutino, embora tenha capacidade física para 525 alunos por turno.
A Seed entende que, ocupando a estrutura física da escola Hildebrando, o Colégio Militar resolverá em definitivo o problema da falta de espaço físico. A escola Hildebrando será usada em sua capacidade e o governo otimizará recursos.
No final do ano letivo de 2017 a escola Hildebrando tem previsão de ficar com 180 alunos que, serão consultados e, se quiserem estudar no Colégio Militar, serão absorvidos pela escola.
Lima disse: Em 11/08/2017 às 19:32:11

"O prédio da escola 31 de março tem uma boa estrutura, e está abandonado. abrigaria a escola militar sem problemas....bem melhor que a escola Hidel brando. "

Rio Branco disse: Em 11/08/2017 às 16:34:20

"O Estado tem alguns prédios desocupados, por que não reforma um desses prédios e instala a escola militar?"