TRANSFERÊNCIA
Pais e estudantes do Colégio Militar protestam contra mudança de prédio
Turmas do Colégio Militar deverão ser transferidas para a Escola Hildebrando, que não apresentaria estrutura, conforme manifestantes
Por Folha Web
Em 12/08/2017 às 02:18
Colégio Militar funciona nas instalações da Academia de Polícia Integrada (Foto: Divulgação)

Pais e alunos do Colégio Militar Estadual de Ensino Fundamental e Médio Coronel PM Derly Luiz Vieira Borges, no bairro Canarinho, zona leste, realizaram uma manifestação na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima, na manhã desta sexta-feira, 11.  Eles disseram que o motivo do protesto se deve à transferência deles, prevista para o início ano que vem, para a Escola Estadual Hildebrando Bittencourt, no bairro dos Estados, zona norte.

Segundo os alunos, a Escola Hildebrando apresenta péssimas condições estruturais, com goteiras, teto com problemas, infestação de pombos e salas pequenas demais para compartilhar em uma eventual divisão do espaço com os alunos da própria escola.

Os manifestantes argumentaram que, de acordo com a Lei Complementar 192, publicada no Diário Oficial do Estado em 30 de dezembro de 2011, o artigo 11 estabelece que o Colégio Militar precisa funcionar nas instalações da Academia de Polícia Integrada Coronel Santiago, até a construção de uma nova sede exclusiva para os estudantes. Porém, até o momento nenhuma obra com tal finalidade foi iniciada.

Além de problemas estruturais, outra questão apontada pelos alunos é de que, com a transferência, aqueles que estão na Escola Hildebrando passariam a ser integrados ao colégio militar sem a necessidade de passar pelo teste de admissão.

"É por causa do grau de exigência do teste de admissão do colégio militar que ele é considerado o de maior nota da rede estadual no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica [Ideb]. Sem essa exigência, existe o risco do nível do colégio ser rebaixado em sua média, prejudicando a qualidade do ensino. Além de desencorajar o rendimento de alunos que tiveram que se esforçar tanto para passar no teste", afirmou uma das estudantes.

GOVERNO - Em nota, a Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seed) informou que o motivo principal do Colégio Militar ser transferido das instalações da Academia de Polícia Integrada Coronel Santiago (Apics) se deve ao número de matrículas que vem aumentando a cada ano, de forma que não há mais espaço físico no local para comportar todas as turmas.

A Seed informou que escolheu a Escola Estadual Hildebrando Ferro Bitencourt como local de transferência por possuir 208 alunos matriculados, embora tenha capacidade física para 525 alunos por turno, além de estar funcionando apenas no turno matutino. Frisou que, ocupando a estrutura física dessa escola, o Colégio Militar resolverá em definitivo o problema da falta de espaço físico.

“A Escola Hildebrando será usada em sua capacidade e o governo otimizará recursos. No final do ano letivo de 2017, a Escola Hildebrando tem previsão de ficar com 180 alunos que serão consultados e, se quiserem estudar no Colégio Militar, serão absorvidos pela escola”, destacou. (P.B)

karine.oliveira disse: Em 12/08/2017 às 23:09:29

"Os alunos merecem uma sede nova. Esforçaram-se para entrar no colégio, e ainda se esforçam para manter o nível. São crianças que vocês não vêem fazendo bagunças nas ruas ou nos ônibus. Eles zelam pelo nome da escola. Se o colégio só suporta número X de alunos, não tem porque colocar alunos além do limite. "

karine.oliveira disse: Em 12/08/2017 às 23:02:24

"Dinheiro público pelo ralo... a conversa do ano passado era que já tinham recursos para a construção do tal prédio. E o que estava faltando mesmo eram decidir o lugar da construção. "