IMIGRANTES E REFUGIADOS
Política Nacional de Atenção à Saúde no Brasil está em fase de implantação
Por Paola Carvalho
Em 20/03/2017 às 02:00
Ministro da Saúde, Ricardo Barros, esteve em Roraima no final do ano passado para conhecer a realidade da saúde no Estado (Foto: Arquivo/Folha)

A Política Nacional de Atenção à Saúde aos Imigrantes e Refugiados no Brasil está em fase de implantação. O trabalho foi iniciado em dezembro do ano passado, com a primeira visita do Ministério da Saúde a Pacaraima, município a 200 quilômetros da capital, ao Norte do Estado e Boa Vista.

À Folha, a secretária de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS), Gerlane Baccarin, explicou que, assim como outros países, o Brasil não possui uma política pública de saúde específica para a população imigrante e refugiada. Diante do caso, foi iniciado um laboratório em Roraima e, a partir de então, a construção da política.

Gerlane destacou que, até o momento, o Brasil será o primeiro país a implantar a política, mas que representantes do Ministério da Saúde continuam procurando por países que tenham implantado a ação junto à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A secretária lembrou a importância da construção e disse que a análise feita no Estado serviu de base para o feito. “A forma como [os imigrantes] entram e se acomodam no país, bem como os costumes”, pontuou.

Para ela, é necessário falar de orientação quando se recebe população de fora, tanto interna, quanto interestadual, por requerer cuidado, atenção especial e controle sanitário. “Quando uma pessoa entra no País, ela tem que se comportar como cidadão brasileiro e seguir as regras, não só sanitárias, como judiciais. Precisamos fazer com que [eles] entendam e que o povo brasileiro também entenda o processo. Estamos fazendo os estudos e tão logo esteja concluído, o Brasil lançará a sua política pública”, concluiu. (A.G.G)

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