AGRONEGÓCIO
Produtores estudam soluções para falta de energia em propriedades rurais
Durante o seminário, foi apresentada a proposta de instalação de mini-hidrelétrica nas propriedades
Por Folha Web
Em 07/12/2017 às 01:23
Apresentação foi feita ontem, 6, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Roraima (FAERR) (Foto: Hione Nunes)

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (FAERR), o Sindicato e Organização das Cooperativas do Brasil em Roraima (Sistema OCB/RR) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizaram o seminário “Desafios da Produção de Energia para empreendedores rurais de Roraima”, em que foram discutidas alternativas viáveis para solucionar o problema.

Segundo o presidente dos Sistemas OCB/RR e FAERR/SENAR, Sílvio de Carvalho, a falta de energia elétrica em propriedades rurais foi um problema identificado através de demanda espontânea de produtores do Estado. Para Carvalho, o grande marco da solução apresentada é mostrar que há viabilidade para qualquer solução através do cooperativismo.

A principal alternativa apresentada durante o seminário foi a construção de uma mini-hidrelétrica nas propriedades rurais. “Para ter mais força quanto à busca dessas soluções, vamos propor a criação de uma cooperativa de produtores para capitanear recursos para esse processo. É uma grande oportunidade de implantar algo que dará resultado em médio prazo. Uma mini-hidrelétrica instalada nas propriedades, por exemplo, já é realidade em outros lugares onde o acesso à energia elétrica é quase impossível”, disse Sílvio de Carvalho.

Conforme o analista técnico e econômico da OCB/Nacional, Marco Morato, a ideia é gerar segurança energética para a produção rural, independente do segmento. Ele afirmou que a ideia é fazer isso através do cooperativismo.

“As vantagens são muitas: não haverá perda de produção, a produção terá qualidade entre outras. O custo [para a construção da mini-hidrelétrica] é de no mínimo R$ 3 milhões”, afirmou. “A nossa proposta é gerar energia segura em propriedades rurais, melhorando a produção, eliminando prejuízos e tudo isso através do cooperativismo, por um valor que vale a pena”, acrescentou. (E.S)

RIPA NA XULIPA disse: Em 07/12/2017 às 09:30:19

"simples: vamos todos pressionar a interligação ao nacional pelo Linhão de Tucuruí"