BEM ESTAR
Psiquiatra dá dicas para lidar com o estresse Profissional
Alberto Iglesias é Médico Psiquiatra e Membro Titular da Associação Brasileira de Psiquiatria
Por Folha Web
Em 06/03/2017 às 00:28

O estresse em si não é uma doença, todos necessitamos de um pouco de estresse para trabalhar e lutar pelos nossos interesses, uma pessoa sem stress nenhum teoricamente não teria nenhuma preocupação, nem de trabalhar para se manter.

Fazer exercícios físicos em excesso deixa seu corpo exausto durante dias, o mesmo acontece com a mente quando há excesso de atividades intelectuais e pressão por raciocínios complexos.

Trabalhar é inerente a qualquer ser humano na atualidade dentro da faixa etária laborativa, deveria causar felicidade e satisfação, já que não existe mais escravidão, porém pacientes com altos níveis de estresse são cada vez mais comuns nos consultórios médicos, de todas as especialidades médicas.

O primeiro sintoma é o esgotamento físico e emocional, caracterizado principalmente pela dificuldade em realizar tarefas simples do dia a dia.

De acordo com o psiquiatra Alberto Iglesias, pacientes de todas as profissões são afetadas, sendo perceptivelmente maior nos profissionais da área da segurança, educacional e bancários.

“Em geral, o estresse profissional atinge profissionais que lidam direto e intensamente com pessoas e influenciam suas vidas. Há diversos sintomas que na fase inicial até se confundem com a depressão. Por isso, é importante um diagnóstico detalhado”, relata.

Eliminada a possibilidade de alguma causa orgânica, médicos, psicólogos ou terapeutas ajudam a pessoa a identificar as possíveis causas de ordem emocional. O importante é tratar a doença logo aos primeiros sinais, para evitar mais danos à saúde.

O médico explica que o esgotamento físico e emocional é refletido através de comportamentos diferentes, como agressividade, isolamento, mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, falha da memória, ansiedade, tristeza, pessimismo, baixa autoestima e ausência no trabalho.

“Além disso, há relatos de sentimentos negativos, desconfiança e até paranoia. É possível que o paciente sofra fisicamente com a doença, com dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de falta de ar e distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares. Em mulheres, é comum alterações no ciclo menstrual”, relata.

Além do tratamento, que inclui terapia e medicamentos, como antidepressivos, se faz necessária uma mudança no estilo de vida. A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem entrar para a rotina, pois ajudam a controlar os sintomas.

Terapias alternativas como meditação, acupuntura, yoga e até massagens relaxantes podem ajudar a sair do estado de letargia causado pela estafa. Caso o problema perdure, psiquiatras poderão recomendar medicamentos antidepressivos, especialmente quando a doença já tenha evoluindo para depressão.

“É importante que o médico observe se é o ambiente profissional a causa do estresse ou se são as atitudes da própria pessoa que geram a crise. A qualidade de vida é uma das armas para prevenir o estresse profissional. E isso inclui cuidar da saúde, dormir e alimentar-se bem, praticar exercícios e manter uma vida social bem ativa”, explica.

Alberto Iglesias é Médico Psiquiatra e Membro Titular da Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP.

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