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RR tem salto no número de contratações de estrangeiros no mercado de trabalho
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Segundo dados do Ministério do Trabalho, o Estado passou de 105 admissões de estrangeiros em 2016 para 312 em 2017
Por Paola Carvalho
Em 21/11/2017 às 01:35
Conforme o MTE, houve crescimento da emissão de carteiras de trabalho para imigrantes, sendo a sua maioria de venezuelanos e haitianos (Foto: Arquivo/Folha)

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou dados sobre a movimentação de trabalhadores estrangeiros no mercado de trabalho formal no país durante o 2º trimestre de 2017. Foram 2.018 novos contratos e, dentre as unidades da federação, Roraima foi o estado em que mais cresceu o número de admissões de estrangeiros em toda região Norte-Nordeste.

Segundo o MTE, em 2016, foram 105 estrangeiros admitidos e 66 demitidos, o que representa um saldo de 39 contratados. Já de abril a junho deste ano, foram 312 estrangeiros admitidos e 132 demitidos, o que representa um saldo de 180 novas contratações.

Na Região Norte, no ano anterior, o maior saldo de contratações tinha ficado com Rondônia, com 80 novos estrangeiros contratados. Já na Região Nordeste, em 2016, foram 267 novos contratados no Ceará. Este ano, Roraima se encontra em primeiro lugar disparado. Em segundo lugar, aparece o Amazonas, com 43 novos contratados, e em terceiro a Bahia, com 39.

OUTRAS REGIÕES – De acordo com o MTE, a Região Sul foi a que mais contratou mão de obra estrangeira com 5.423 trabalhadores contratados e 4.138 desligados, resultando um saldo positivo de 1.285 novos postos. O destaque ficou com Rio Grande do Sul, que gerou 2.093 novas vagas para estrangeiros e fechou 1.503 postos, encerrando o período com saldo positivo de 312 contratados.

O Ministério também detalhou os serviços que tiveram mais oportunidades de trabalho para estrangeiros. Primeiro aparece o serviço de alimentador de linha de produção: 763 novos contratos no segundo trimestre. Depois aparecem serventes (+715); restaurantes e similares (+716); construtores de edifícios (+560) e magarefe (+615). Já as ocupações/setores que mais perderam mão de obra estrangeira foram restaurantes (-639), servente de obra (-605), construção civil (-551) e alimentador de linha de produção (-466). Em todas essas ocupações, porém, o saldo entre admitidos e demitidos ficou positivo.

CARTEIRAS DE TRABALHO – A Coordenação-Geral de Imigração (CGig) do Ministério do Trabalho também divulgou dados sobre a emissão de Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) no primeiro semestre deste ano para estrangeiros. Conforme o Ministério foram 17.680 mil documentos emitidos, um total de 1.431 a mais que no mesmo período do ano passado.

Segundo o MTE, a Venezuela e o Haiti, seguidos de Cuba, Argentina, Bolívia e Paraguai são os países com maior número de trabalhadores que solicitaram a CTPS. Para o MTE, o aumento de emissões de carteiras de trabalho para imigrantes foi resultado “da entrada em grande escala de venezuelanos no território nacional”, com um crescimento de 370%. Por exemplo, o número de emissões para os venezuelanos saltou de 706 registros no primeiro semestre de 2016 para 3.322 em 2017.

No entanto, apesar do expressivo número de venezuelanos no Brasil, o Haiti ainda é o país com maior número de trabalhadores que solicitaram a CTPS no primeiro semestre, com 5.992 emissões. “O resultado, contudo, é decrescente. No segundo trimestre deste ano foram 2.975 registros para os haitianos, 554 a menos em relação à igual período de 2016”, informou.

O MTE ressaltou ainda que as carteiras emitidas não significam contratos de trabalho e que a carteira expedida para o estrangeiro permite apenas que ele procure um posto de trabalho legalmente. (P.C.)

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