RISCO DE EPIDEMIA
Roraima tem 50 casos suspeitos e 14 confirmados de sarampo
Boletim epidemiológico apontou que todos os casos confirmados são de venezuelanos, entre sete meses e 18 anos de idade
Por Luan Guilherme Correia
Em 13/03/2018 às 01:27
Coordenadora-geral de Vigilância em Saúde do Estado, Daniela Souza: “Pedimos que a população se vacine” (Foto: Hione Nunes)

Em pouco mais de três semanas, desde a primeira notificação, 50 casos suspeitos de sarampo já foram registrados em Roraima. Do total, 14 já foram confirmados por técnicos do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen) e o restante continua sendo investigado. 

Os dados foram divulgados na manhã de ontem, 12, por meio do boletim epidemiológico que é elaborado semanalmente pela sala de situação das Secretarias de Saúde de Estado, Município de Boa Vista e Ministério da Saúde (MS). O avanço dos casos preocupa as autoridades de saúde, que já reconhecem o risco iminente de epidemia da doença.

Todos os casos confirmados são de imigrantes venezuelanos, com faixa etária de sete meses a 18 anos, sendo sete do sexo feminino e sete do masculino. São 12 pessoas internadas em unidades de saúde do Estado por conta da doença e um indígena venezuelano da etnia Warao em estado grave.

A coordenadora-geral de Vigilância em Saúde do Estado, Daniela Souza, informou que a maioria dos infectados com o sarampo vivia em abrigos, o que significa que mais casos devem ser registrados. “A condição social enfrentada por essas pessoas acabou agravando os casos. Há brasileiros na lista de suspeitos da doença, mas a maioria é venezuelana que veio de abrigos”, disse.

No sábado, dia 10, todos os 15 municípios de Roraima receberam a Campanha de Vacinação contra o Sarampo. A meta da ação era vacinar 400 mil pessoas, mas o balanço sobre a quantidade de pessoas imunizadas não foi divulgado pela Sesau, o que indica que a cobertura total pode não ter sido atingida.

No início deste mês, uma criança de quatro anos diagnosticada com sarampo e desnutrida, natural da Venezuela, morreu no Hospital da Criança Santo Antônio, em Boa Vista. A causa da morte, segundo a Sesau, ainda está sendo investigada. “O óbito ainda está em investigação, pois algumas pessoas que integram a lista desses 14 casos confirmados tinham sido vacinadas e o laboratório precisa confirmar”, explicou Daniela.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA - A coordenadora de Vigilância em Saúde informou que Roraima está sob declaração de emergência nas áreas da saúde e social. “Todas as esferas compreendem a emergência, porque o sarampo se agrava e as chances de óbito são grandes. Estamos falando de doença altamente contagiosa que pode levar a outras doenças neurológicas e a morte”, destacou.

VACINAÇÃO - Até o dia 10 de abril, novas estratégias serão traçadas para vacinar a maior quantidade possível de pessoas. O intuito era vacinar todas as pessoas de seis meses a 49 anos de idade, brasileiros e venezuelanos, que não tivessem sido vacinados ou que não tivessem cartão de vacina.

“Pedimos que a população vá em busca da vacina, pois é a única maneira de se proteger. Todos os postos de saúde estão abastecidos e nada vai faltar para vacinar, mas precisamos que a população se vacine. Lembrando que é muito importante que as lactantes também tomem a vacina para proteger o bebê”, frisou.

SARAMPO - O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, transmissível, muito comum na infância. A vacina é a primeira e principal forma de prevenção, e o tratamento é feito de forma sintomática à base de ingestão de líquido e repouso.

Segundo a Sesau, o primeiro caso no Estado foi confirmado no dia 19 de fevereiro, caracterizando um surto da doença, considerando que o Brasil possui um certificado de eliminação do sarampo.

No Brasil, os últimos casos de sarampo haviam ocorrido entre os anos de 2013 a 2015, sendo confirmados 1.310 casos em todo País. Nesse período, o Estado de Roraima confirmou um caso de sarampo, importado do Estado de Ceará. Em setembro de 2016, a circulação do vírus do sarampo na Região das Américas havia sido declarada eliminada. (L.G.C)

Rio Branco disse: Em 13/03/2018 às 15:36:54

"Hipócritas, depois do descaso da fronteira entregue as baratas, e que passou foragidos da justiça e todo o lixo da Venezuela rumo a Boa Vista, com difteria, sarampo, HIV e tuberculose, querem se justificar e procurar culpados. Que os membros dos direitos humanos e ONGs levem os contaminados de sarampo e outros males para suas casas e os tratem. Ajudar o imigrante por 2 meses e buscar uma colocação para que trabalhe e se sustente é uma coisa, mante-lo por anos vivendo como parasita, é usa-los como massa de manobra para pedir recursos ao governo federal que mantem estas ONGs as custas do contribuinte."