CODESAIMA
Segue indefinida reintegração de posse de área invadida do governo
Terreno que pertence à Codesaima está ocupado por centenas de pessoas na região do Água Boa, perto do Mafirr
Por Folha Web
Em 13/06/2017 às 01:12
Imagem tirada de ultraleve mostra invasores com seus carros no fim de semana (Foto: Josenir Silvério)

Dois meses após cerca de mil pessoas ocuparam uma área às margens do trecho sul da BR-174, próxima à entrada do Matadouro e Frigorífico de Roraima (Mafirr), na região do Água Boa, de propriedade da Companhia de Desenvolvimento de Roraima (Codesaima), a reintegração de posse ainda não tem data confirmada para ser feita.

A informação dada pelo Tribunal de Justiça de Roraima é que, apesar dos mandados de reintegração de posse já terem sido expedidos para cumprimento, a data da reintegração ainda não foi confirmada. No último final de semana, um praticante de voo de ultraleve fotografou e divulgou em rede social imagens da invasão onde se vê um grande número de pessoas com veículos no local, além de tendas cobertas com lona.

A Codesaima informou que o pagamento das custas do oficial de Justiça referente à reintegração de posse contra os réus que estavam cadastrados no processo totalizaram um valor de R$ 750,00 e já foram pagas devidamente. “A Codesaima aguarda posicionamento da Justiça quanto aos demais ocupantes irregulares da referida área”, frisou.

A empresa também confirmou que as custas da reintegração foram devidamente pagas e o mandado de posse expedido e enviado para o oficial de justiça para o devido cumprimento. “O Governo do Estado não compactua com invasões de terras, pelo contrário, a atual gestão está promovendo o maior processo de regularização fundiária que Roraima já teve, com a titulação definitiva, o que vai alavancar o crescimento da economia”, destacou.

DESMATAMENTO – A Folha apurou que os invasores estão desmatando o local, que fica em uma Área de Proteção Permanente (APP). A ocupação desta e de outra área, próxima ao Haras Cunhã Pucá, no Cantá, gerou uma série de denúncias para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Invasão de Terras da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), de que a ocupação do local teria fins eleitorais visando à captação antecipada de votos para as eleições do próximo ano.

VAGN disse: Em 13/06/2017 às 12:28:35

"só pilantragem!"