SEGURANÇA ENERGÉTICA
Senadora insiste na defesa do Linhão de Tucuruí para Roraima
A senadora condena o governo do presidente Michel Temer por impedir os avanços para realização da obra
Por Paola Carvalho
Em 11/06/2018 às 07:21
A senadora Ângela Portela: “Há falta de vontade política” (Fotos: Diane Sampaio)

A questão energética voltou a ser debatida no programa Agenda da Semana, na Rádio Folha 1020 AM, domingo, 10. Em entrevista, mais uma vez a senadora Ângela Portela (PDT) defendeu a implantação do Linhão de Tucuruí, ligando Roraima ao sistema nacional de distribuição de energia.

Para a senadora, a construção do Linhão é imprescindível para que Roraima deixe de depender da energia de Guri, da Venezuela. Também considerando a proximidade de suposto fim de contrato com o país vizinho em 2020, para fornecimento de energia. Ela acredita que a solução para o problema esteja justamente no processo eleitoral, que acontece em outubro deste ano.

"Esperamos que o novo presidente da República retome negociações com o Governo Venezuelano, para que a gente tenha segurança de que não vamos ficar totalmente dependentes das termelétricas e de alternativas que estão sendo estudadas", afirmou.

Porém, as alternativas estudadas pelo Ministério de Minas Energia tratam das energias: solar, eólica e de biomassa. No entendimento da senadora, essas formas levam em torno de três anos até que sejam implantadas. "Enquanto isso precisamos de uma solução definitiva, como a construção do Linhão de Tucuruí", completa.

A parlamentar reforçou que vem defendendo a construção do Linhão desde o governo Dilma Rousseff (PT) e até participou, em 2011, do pregão na Bovespa, em São Paulo, para construção da obra. "Segundo o pregão, nós teríamos o prazo de cinco anos e em 2015 seria entregue o Linhão de Tucuruí. Desde o começo, acompanho o desdobramento", explica.

À seu ver, o motivo da obra não ter sido entregue no tempo previsto e ainda não ter sido solucionada, envolvem questões políticas e jurídicas. Segundo a senadora, durante o governo Dilma houve avanços no setor, como a carta de anuência da Fundação Nacional do Índio (Funai) encaminhada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a emissão da licença prévia.

Porém, em fevereiro do ano seguinte, o Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) ingressou com ação pedindo nova consulta aos indígenas e obteve liminar. Ainda assim, a parlamentar lembra que foi criada uma força-tarefa para solucionar a questão. No entanto, em maio a presidente Dilma foi destituída, desde então os avanços estagnaram.

"De lá para cá, eu vi uma entrevista do então presidente da Funai explicando o processo de passagem do Linhão pela área indígena e que a negociação esteve parada por quase dois anos. Dois anos de paralisação", criticou Ângela. "Ele disse que este ano teve o primeiro passo. Depois tiraram o presidente da Funai".

A senadora criticou ainda que parlamentares do Estado divulgaram que o problema estava resolvido junto aos indígenas, mas não houve discussão. "Não era verdade. Foi apenas uma reunião na qual as lideranças se dispunham dialogar. É lamentável que nada tenha sido feito para destravar a obra do Linhão de Tucuruí", frisou.

Redução da violência contra mulher e jovens motivou alocação de recursos

Outro assunto discutido por Ângela durante o Agenda da Semana foi o alto índice de violência contra a mulher em Roraima e o crescimento de 20% nos homicídios de jovens entre 15 e 29 anos no Estado, apontados recentemente pelo Atlas da Violência.

Para tentar reduzir o percentual, a senadora informou que conseguiu recursos de R$ 2,1 milhões para construção de duas delegacias de Polícia Civil para atender a infância e juventude, tanto para punir adolescentes infratores, quanto para proteção dos menores.

"Ainda no governo Dilma e em parceria com a governadora Suely [Campos (PP)], conseguimos a Casa da Mulher Brasileira. Um espaço amplo e bem preparado para receber as mulheres vitimizadas", informou Ângela.

A senadora lembrou ter obtido recursos junto a Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal destinados aos Conselhos Tutelares de todos os municípios do Estado, para que tivessem recursos básicos de funcionamento.

Por fim, a senadora mais uma vez criticou a administração federal quanto asmedidas públicas para as mulheres. "É lamentável ver o Governo Federal retirar recursos do orçamento para combatera violência contra a mulher e colocar para fazer propaganda da presidência", frisou. (P.C.)

carlos alberto da silva oliveira disse: Em 11/06/2018 às 16:25:24

"Senhores, não nos esqueçamos que o caju passou 24 anos do lado do governo e não resolveu nada também. AGORA, achem uma mácula na biografia da senadora Ângela.. Quer dizer, se é da panelinha e rouba é bonito e quando é da panelinha, não rouba e por isso fica sem ter como agir , essa é ruim? Senhores , ponham a mão na consciência...."

Rpd disse: Em 11/06/2018 às 13:38:07

"Interessante, a fronteira com a Venezuela não é fechada, mas a com Manaus é todos os dias e as autoridades não fazem nada."

SANTOS disse: Em 11/06/2018 às 12:25:35

"- Senadora Ângela Portela. Ponto positivo para Vossa Excelência quando afirma que o linhão de Tucuruí precisa urgentemente ser concluído. Ponto negativo quando sugere que o próximo Presidente da negocie com a Venezuela um novo contrato. Não há que negociar nada com aquela republiqueta, que não merece respeito, pois não respeita ninguém, nem aos seus cidadãos. Já basta o calote que nos impingiram no tocante à refinaria de Abreu e Lima. O que o próximo Presidente da República do Brasil deve fazer, pois até o atual já deveria ter feito, é fazer com que a FUNAI deixe de ser incompetente e pare de ficar acatando absurdas e descabidas exigências de lideranças indígenas que, cooptadas por ativistas de ONGs internacionais se vendem e impedem o desenvolvimento do Estado. Já deveriam a FUNAI e o Ministério da Justiça ter colocado essas falsas lideranças no seu devido lugar, como o Exército Brasileiro fez com outras lideranças, quando da construção da rodovia Belém-Brasília, BR-364 e outras. Não aceitou os absurdos das exigências e atropelou quem se achava acima das disposições da Carta Magna. E assim tem que ser: que fica se achando acaba se perdendo. Por fim, Vossa excelência, cumpriu um mandato de Deputada Federal e mais 8 anos como Senadora, apoiando um governo que teve todas as condições para resolver essas questões e não fez, pelas razões que todos sabemos e repudiamos veementemente. Vossa Excelência está em débito para com o Estado que representa no Congresso Nacional."

albrecht disse: Em 11/06/2018 às 08:46:18

"Quando Roraima sustentou a demanda judicial travada com a demarcação da Raposa Serra do Sol, ao ser Julgada a PET 3388, entre as condicionantes estabelecidas pelo Ministro Meneses Direito consta que não há necessidade de anuência da Funai para a exploração e distribuição de energia elétrica em terras indígenas. Para quem olha de longe, tem a impressão que este assunto não interessa aos políticos resolver, pois perdem o discurso. Se o Governo do Estado quiser resolver é só propor uma Reclamação junto ao Supremo. Mas, preferem o faz e conta. "

Francisco Gomes disse: Em 11/06/2018 às 08:08:23

"Por que então o governo que você defende e esteve 13 anos no poder não resolveu o problema? não foi tempo suficiente? "

LUCIANO disse: Em 11/06/2018 às 08:02:55

"13 anos do Governo do PT, mesmo partido da senadora, e ainda assim não conseguiu destravar a construção do linhão? Cobrar agora atesta a incapacidade da Senadora."

Damiao disse: Em 11/06/2018 às 07:48:20

"Engraçado senadora a senhora estar a 7 anos e meio no poder, sendo que seu governo ficou 7 anos e mesmo assim a senhora numa comentou sobre a usina Tucuruí. Agora a senhora vem com essa conversa mole para o povo. A senhora acha que o povo de Roraima continua Besta? "

Marcelo Lima disse: Em 11/06/2018 às 07:29:17

"Essa senadora e uma piada. O PT Passou 13 anos no governo ela não exígio nada como não fez nada e agora com esse papo de enganar besta."

Adailton Silva Oliveira disse: Em 11/06/2018 às 06:44:08

"É verdade senadora, eu fico olhando essa falta de respeito com o povo Roraimense nessa questão de energia elétrica e ainda tem idiotas da imprensa que criticam os índios, só se eles fossem estupidamente otários pra acreditar em tantos lero lero."