MANIFESTAÇÃO
Servidores da Eletrobras protestam por 24 horas contra a privatização
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Em âmbito nacional, o ato também foi realizado por funcionários da Eletrobras no Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí e Rondônia
Por Ana Gabriela Gomes
Em 17/04/2018 às 00:59
Aproximadamente 200 funcionários cruzaram os braços em Roraima (Foto: Nilzete Franco)

Servidores da Eletrobras Distribuição Roraima iniciaram a semana em clima de paralisação. Nessa segunda-feira, 16, aproximadamente 200 funcionários interromperam as atividades como forma de protesto diante dos novos passos de privatização da empresa pelo Governo Federal. O objetivo principal foi se manifestar em relação ao leilão das seis distribuidoras da Região Norte e Nordeste, previsto para ocorrer em maio.

Com o lançamento do edital do leilão previsto para esta semana, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Roraima (Stiu-RR), Gissélio Cunha, destacou a importância da paralisação diante das consequências junto aos servidores e à população, como aumento na tarifa de energia, demissão em massa e precarização dos serviços.

Além dos cerca de 350 servidores da Eletrobras, a privatização tende a prejudicar ainda outros 55 requisitados de Cooperação Técnica e funcionários de serviços prestados. No caso de novos avanços sobre a privatização, Cunha reforçou que os funcionários podem aderir à greve por tempo indeterminado. Durante a paralisação, apenas os serviços essenciais de atendimento imediato foram mantidos.

Em âmbito nacional, a paralisação também foi realizada por funcionários das concessionárias do Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí e Rondônia. “Isso afeta mais ainda as áreas de baixa densidade demográfica e de baixa renda. Por ser uma empresa pública, ela é subsidiada pelo Governo Federal. Sendo privatizada, não poderão investir em razão do retorno financeiro”, apontou o presidente do Sindicato dos Urbanitários.

O concursado Manoel Barros, servidor há 31 anos na Eletrobras, apontou que a privatização é vista como uma forma de se livrar dos servidores. “Quando estava indo tudo bem e eles estavam recebendo bem a parte deles, estava tudo bem. Aí as coisas começam a ficar difíceis e eles não param pra pensar em quem sempre esteve aqui e em toda uma população que vai ser afetada”, esclareceu.

OUTRO LADO - A equipe entrou em contato com a Eletrobras para um posicionamento sobre a paralisação, mas até o fechamento desta matéria, às 18h, não obteve resposta. (A.G.G)

Funcionários da CERR devem
paralisar por tempo indeterminado

Pela falta de previsão do Governo do Estado em relação ao pagamento referente a março, os servidores da Companhia Energética de Roraima (CERR) realizaram na última semana uma paralisação de 48 horas no Centro Cívico. No entanto, a situação tende a piorar se até a quinta-feira, 19, os funcionários não tiverem uma resposta ou previsão de pagamento do Estado.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Roraima (Stiu-RR), Gissélio Cunha, os mais de 500 servidores afetados com os frequentes atrasos vão aderir a uma greve por tempo indeterminado. “Se até lá não houver respostas ou acordos, vamos amanhecer em frente ao Palácio Senador Hélio Campos na quinta-feira”, frisou. (A.G.G)

GISSELIO disse: Em 17/04/2018 às 11:49:26

"Lamenta-se pela ausência de compromisso do Governo e de alguns políticos do Estado de Roraima que, por interesses desalinhados do interesse coletivo... Roraima é o único Estado da Federação com sistema energético isolado do restante do País. A privatização não custará apenas a demissão direta de mais de 1000 pais e mães de famílias das Empresas do setor energético de Roraima (CERR e EDRR); A privatização não atingirá diretamente apenas umas 5000 pessoas (empregados e seus respectivos dependentes); A privatização também pode ter como consequência no sistema isolado de Roraima: ?aumento do contingente de mendigos diante da crise socioeconômica que vive o Estado de Roraima; ?diversos municípios e vilas serão abandonados pela iniciativa privada em função do alto custo operacional e baixa arrecadação (e que atualmente conta com subsídio na tarifa). ?diversos segmentos produtivos que dependem de energia elétrica como essencial, podem ser afetados por ausência da disponibilidade de energia elétrica nas áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos ou pelo elevado custo da tarifa em função da inclusão dos custos operacionais do setor energético privado num sistema isolado. Diante do exposto, torço pela manutenção pública da ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO RORAIMA e que o mais breve possível o Governo cumpra a sua responsabilidade quanto à interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional -SIN. Att, Gisselio Cunha Costa Economista e Presidente do STIU/RR"

Igor disse: Em 17/04/2018 às 07:02:48

"Tem que privatizar mesmo. Precarização e aumento de tarifa? Já estamos acostumados com isso. Quem sabe com a privatização haverá investimento e melhoria no serviço péssimo que é prestado "

GISSELIO disse: Em 17/04/2018 às 11:34:34

"Um posicionamento equivocado e infeliz para não dizer irracional ou de má-fé. És pau-mandado de algum político que conspira contra o patrimônio público? IDENTIFIQUE-SE!!! Att, Gisselio Cunha Costa Presidente do Sindicato dos Urbanitários de Roraima - STIU/RR Economista Analista financeiro da Eletrobras Distribuição Roraima (concursado) Membro do Conselho Regional de Economia de Roraima ? CORECON/RR Conselheiro representante dos empregados no Conselho de Administração da EDRR (2015-2017) "