PODER JUDICIÁRIO
Servidores fazem nova manifestação e cobram realização de concurso público no TJ
Apenas um servidor ficará nos cartórios para atender a população e os serviços de urgência foram mantidos, de acordo com o Sintijurr
Por Folha Web
Em 12/07/2018 às 11:25
Se não houver um diálogo entre a categoria e a administração do TJ, os servidores vão fazer greve por tempo indeterminado a partir do dia 30 de julho

Os servidores do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) estão de braços cruzados nesta quinta-feira (12) em protesto contra a falta de diálogo da categoria com a presidência do órgão, conforme argumenta o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Roraima (Sintjurr).

Segundo os servidores que paralisaram suas atividades hoje, há dois anos eles tentam dialogar com a presidente do Tribunal, desembargadora Elaine Bianchi, quanto à pauta de reivindicações da categoria, mas até hoje não conseguiram abançar.

Ainda de acordo com o Sindicato, uma das principais reivindicações da categoria é a realização de um novo concurso público para o quadro geral. O último concurso do TJRR foi realizado em 2012 e chegou a nomear aprovados até 2016.

Para a oficial de justiça da Comarca de Mucajaí, Eunice Machado Moreira, o diálogo da administração do TJ é apenas para uma categoria: a dos magistrados. “A coisa mais complicada, mais delicada, é que a pauta a Amarr [a Associação dos Magistrados de Roraima], toda ela hoje é praticamente toda a pauta que funciona. Então é só pra um lado a coisa. E aí a dos servidores não é atendida. No nosso entendimento, falta uma boa vontade da administração para que sente com a categoria, negocie com o Sindicato essas pautas e abra concurso público que é pra sociedade”, critica.

Ela conta que trabalha em uma localidade, o município de Mucajaí, que é uma região que possui 14 microvias e tem mais de 30 vicinais para atender. “É impossível! O ser humano fica ansioso, fica com a cabeça intranquila porque não consegue dar conta daquele serviço. Eu, como os demais servidores que tem mais de 1.000 processos cada um, a gente vai perturbando porque não consegue dar conta daquele serviço”, conta.

O presidente do Sintjurr, Luis Cláudio de Jesus Silva, relembra que essa é a segunda tentativa de sentar com a administração do TJ. Em junho, a categoria fez uma paralisação de apenas duas horas e o objetivo, segundo ele, “era chamar a atenção do TJ para as insatisfações e nossas reivindicações” dos servidores

http://www.folhabv.com.br/noticia/Servidores-do-Tribunal-de-Justica-paralisam-atividades/40881

“Infelizmente nós protocolamos um requerimento no TJ solicitando uma reunião com a presidência para tratar sobre as pautas e negociar essas reivindicações e até hoje não atendeu o nosso pedido, não despachou. Ela [presidente, desembargadora Elaine Biacnhi] não atende os servidores. Não há disposição. Por essa razão, nós fomos obrigados a deflagrar uma greve”, explicou.

Ele informou que a paralisação de hoje é de apenas 24 horas em todas as unidades do tribunal e no interior. As 7 comarcas do estado aderiram ao movimento e mantiveram em funcionamento os serviços de urgência, ou seja, as medidas de concessão de remédios, busca e apreensão de menor, Maria da Penha. Nos cartórios, um servidor fica em cada cartório para atender o público em geral

Segundo Cláudio, no dia 19/07 haverá outra paralisação, caso não avance o diálogo com o TJ. E por fim, no dia 30/07 haverá greve geral por tempo indeterminado se nada mudar até lá.

Manuel disse: Em 17/07/2018 às 12:58:02

"Melhor não... olha o que ja temos de venezuelanos trabalhando nos postos de gasolina não é de acreditar... cuidado. Já estão aceitando nas faculdades, agregados a todos os programas existencialistas, saúde, alimentação emprego etc e tal.... são cidadãos caídos de para-quedas no território nacional com tudo que é direito sem contribuir com absolutamente nada, uma mão na frente e outra atrás... cuidado vocês ai primos ricos."

cleiton josé da silva disse: Em 12/07/2018 às 18:36:39

"Lamentável quando a presidência do TJRR não atende a categoria em seus requerimentos, se fosse dos magistrados concerteza o tratamento seria outro. E bom lembrar que quem faz essa coisa funcionar são os servidores Técnicos Judiciários e Analistas, portanto é inaceitável ignora-los."