ÓBITOS NOS HOSPITAIS
Sesau registra 805 mortes até junho em 18 unidades, dos quais 600 só no HGR
Em média, são de cinco a seis mortes diárias no Hospital Geral de Roraima, considerado dentro da normalidade pelos gestores
Por Paola Carvalho
Em 31/07/2017 às 01:30
Hospital Geral de Roraima (HGR) é a maior unidade de saúde do Estado (Foto: Arquivo/Folha)

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), foram 805 mortes registradas de janeiro a junho de 2017 em Roraima, conforme registros contabilizados em 18 unidades hospitalares da Capital e do interior do Estado. A maioria, 600 delas, ocorreu somente no Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista.

Conforme as informações repassadas pelo Governo do Estado, a maioria das mortes por causas naturais ocorreu por doenças cardíacas, com o resultante de 168 óbitos. Em seguida, está o câncer, com 116 mortes, e em terceiro lugar as afecções, que são doenças que acometem os recém-nascidos, com 100 casos.

No Hospital da Criança Santo Antônio, na zona sul de Boa Vista, no bairro 13 de Setembro, foram 46 mortes, sendo os principais casos por má formação congênita, com oito casos; afecções no período do pré-natal, com 07 casos; 05 casos de doenças do aparelho respiratório; e 05 por doenças infecciosas e parasitas.

No Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, localizado no bairro São Francisco, zona norte da Capital, foram 110 casos, a maioria por doenças que afetam recém-nascidos, 17 de má formação congênita. No Pronto Atendimento Cosme e Silva, no bairro Pintolândia, zona oeste, ocorreram três mortes, uma por pneumonia e outras duas por causas externas, ou seja, uma por lesões autoprovocadas e outra por agressões.

Na Casa de Saúde do Índio (Casai), foi registrada somente uma morte, por agressão. O Hospital Unimed de Boa Vista registrou sete óbitos, sendo dois por afecções em recém-nascidos. O Hospital do Rim de Roraima, localizado na Avenida Princesa Isabel, no bairro Jardim Floresta, zona oeste, também registrou somente uma morte por consequência da diabetes.

O Hospital Geral de Roraima registrou o maior número de mortes, com 600 casos, sendo 154 causadas por doenças do aparelho circulatório, como doenças cerebrovasculares, doença cardíaca e hipertensão. Em seguida, são 104 casos em decorrência do aparecimento de tumores, no caso, câncer no estômago, na traqueia, brônquios e pulmões, colo de útero, próstata e leucemia. Causados por causas externas somam 59, sendo a principal motivada em decorrência de agressão, e acidentes de transporte.

O número é tratado como sendo dentro da normalidade, considerando que o HGR é a principal unidade hospitalar do Estado e atende a população de todos os municípios, não somente da Capital. A média também é considerada dentro do padrão, como foi divulgado recentemente pelo secretário-adjunto de Saúde, Paulo Linhares, que informou que a média de óbitos no HGR é de 5/6 ao dia, ou seja, uma previsão semestral de cerca de 900 mortes.

No interior, maior número de mortes ocorreu em Rorainópolis

Quem mais registrou mortes no interior do Estado este ano, no primeiro semestre, foi o Hospital Regional Sul Governador Ottomar de Sousa Pinto, no Município de Rorainópolis, sul do Estado, com 14 óbitos, a maioria em decorrência da diabetes.

No Centro de Saúde Jair da Silva Mota, no Município de Amajari, norte do Estado, foi registrada uma morte por conta de doença de Alzheimer. No Hospital Pedro Álvaro Rodrigues, no Município de Bonfim, leste do Estado, também ocorreu uma morte por doenças no aparelho respiratório.

Na Unidade Mista do Município de Caracaraí, centro-sul do Estado, foram duas mortes por câncer na bexiga e uma no colo do útero. Já na Unidade Mista do Município de Caroebe, sudeste do Estado, houve uma morte resultante de diabetes e outra por agressão externa.

No Centro de Saúde Irmã Camila, no Município de Iracema, centro-sul, foi registrada uma morte por câncer de pele. No Hospital José Guedes Catão, no Município de Mucajaí, centro-leste, foram cinco mortes, duas por afecções em recém-nascidos, duas por problemas no aparelho circulatório e uma por agressão.

No Município de Pacaraima, norte do Estado, fronteira com a Venezuela, no Hospital Délio de Oliveira Tupinambá, foram cinco mortes, sendo duas por problemas no aparelho circulatório.

No Hospital Francisco Ricardo de Macedo, em São Luiz do Anauá, sul do Estado, foram duas mortes, uma causada por insuficiência renal e outra por motivos externos. Na Unidade Mista do Município de São João da Baliza, também no sul, foram quatro mortes, por motivos variados, com um caso de câncer e um de diabetes. No Centro de Saúde do Município de Uiramutã, nordeste do Estado, foram duas mortes, uma por hipertensão. (P.C.)

Rildo Lopes disse: Em 31/07/2017 às 10:30:54

"Senhor Paulo Linhares, essa estatística é normal, pelo fato do senhor e sua família não usarem esse sistema de saúde. É muito fácil falar! Quero ver quando todo parlamentar ou quem assim estiver envolvido com a administração publica, for obrigado a usar o nosso plano de saúde SUS. Mas isso só será possível em conto de fadas."