SITRAM
Sindicalizados marcam assembleia na tentativa de intervir no Sitram
Por Luan Guilherme Correia
Em 23/03/2017 às 02:04
Sócio fundador do Sitram, professor Edson Sguario: “Classe está insatisfeita” (Foto: Wenderson de Jesus)

Mais de 500 servidores do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Boa Vista (Sitram) assinaram um documento convocando os associados para uma assembleia extraordinária para discutir a situação da atual diretoria da entidade sindical, que passa por uma de suas piores crises. A reunião acontecerá nesta sexta, 24, às 18h30, na sede do Sitram, na Avenida Princesa Isabel, 3776, bairro Santa Tereza. A atual diretoria afirma que não haverá assembleia. 

“Espero que todos os sindicalizados compareçam à assembleia para que a gente possa intervir nas ações da atual diretoria, que está se utilizando de meios jurídicos para permanecer no cargo, mesmo sabendo que a classe não está satisfeita com a gestão”, afirmou o sócio fundador do Sitram, professor Edson Sguario.

Durante o evento será discutida a deliberação sobre a criação de uma Diretoria Executiva Provisória para administrar o sindicato, tendo em vista o término do mandato da diretoria eleita para o quadriênio 2012/ 2016, que foi prorrogado por acordo judicial. Eles também querem deliberar a criação de uma comissão para apurar possíveis infrações do estatuto sindical, supostamente cometidas pela gestão atual.

Atualmente, o Sitram possui cerca de dois mil associados. Na terça-feira, 21, foi publicado um edital, na Folha, com 583 assinaturas convocando os servidores para a assembleia geral desta sexta. “Mais de um quarto dos sindicalizados assinaram o documento. Isso mostra que queremos uma mudança imediata. Já faz 12 anos que a atual gestão está na presidência, mas hoje não nos sentimos representados, falta transparência. A mesma direção instituída pode ser destituída pelos associados”, afirmou Sguario.

OUTRO LADO – A presidente do Sitram, Sueli Cardozo, afirmou que a atual diretoria do sindicato apoia uma nova eleição. “Não queremos que esta situação se prolongue por muito tempo, pois essa disputa interna nos enfraquece. O problema é que a oposição quer uma eleição por aclamação e nós queremos o voto direto”, explicou.

Segundo ela, a prorrogação das eleições foi uma decisão da Justiça, por meio de um pedido da própria oposição. “Por isso não haverá assembleia nesta sexta-feira, 24. Agora temos que esperar porque somente após a conclusão do processo judicial é que haverá uma nova eleição”, informou. (B.B)

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