COP 23 NA ALEMANHA
Suely Campos assina documento que garante 400 mil dólares para Roraima
Recurso destinado ao desenvolvimento sustentável será investido em energia solar para as comunidades indígenas
Por Folha Web
Em 14/11/2017 às 00:56
Diretora do Projeto GCF, Colleen Scanlan Lyons, entregou o certificado de ingresso de Roraima no GCF à governadora Suely Campos (Foto: Divulgação)

No primeiro dia oficial em Bonn, na Alemanha, para participar da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), o COP 23, a governadora Suely Campos (PP) assinou a Declaração de Rio Branco. O documento norteia a política ambiental e o desenvolvimento sustentável dos estados que compõem a Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Floresta, o GCF, entidade da qual Roraima ingressou como membro em setembro. 

Agora, Roraima poderá acessar os recursos do GCF, que já disponibilizou 400 mil dólares para investir em ações de governança na elaboração de projetos de sustentabilidade. “Vamos elaborar os projetos e apresentar ao GCF.

Nossa prioridade é investir em um programa de energia limpa e renovável para as comunidades indígenas, que hoje são abastecidas de forma precária por motores movidos a diesel. Nosso projeto é atender 450 comunidades indígenas. Paralelo a isso, estamos buscando financiamento junto a outros órgãos internacionais para substituir toda a matriz energética de Roraima por energia limpa, como a solar, eólica e biomassa”, declarou.

Na primeira vez que Roraima é representado no encontro na Alemanha, a governadora defendeu o investimento e propôs parcerias para alternativas de energia limpa para as comunidades indígenas do Estado. Hoje, as comunidades dispõem de energia precária, algumas horas por dia, com a utilização de geradores movidos a diesel, poluentes e de cara manutenção.

“Nosso projeto é substituir esses motores por energia limpa e renovável. A alternativa mais viável para as comunidades é a energia solar. São 450 comunidades indígenas e a viabilização desta proposta certamente contribuiria para o nosso compromisso de reduzir a emissão de CO2 e garantir o desenvolvimento sustentável dos nossos indígenas”, defendeu a governadora.

Ela ressaltou que, apesar de a tutela dos indígenas do Brasil ser de responsabilidade do Governo Federal, são os recursos estaduais que custeiam as políticas públicas de atendimento às comunidades, com destaque para a educação. “Na área educacional, a presença do Estado é muito forte. Do total de escolas mantidas pelo governo, 256 são indígenas, o que representa 68% do total de unidades de ensino. Temos 2.030 professores, que atendem 15.118 alunos do Ensino Fundamental e Médio, com ensino bilíngue, português e a língua materna indígena”, disse.

Entenda a Declaração de Rio Branco

Elaborada durante reunião da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Floresta (GCF) em Rio Branco, no Acre, em 2014, a Declaração foi lançada oficialmente durante a Conferência do Clima da ONU (COP 20) do mesmo ano. O documento formaliza o compromisso da contínua redução do desmatamento, bem como o desenvolvimento de parcerias com iniciativas do setor privado que proporcionem desenvolvimento econômico de base florestal, com respeito ao meio ambiente e às populações tradicionais.

“Continuar reduzindo o desmatamento, que este ano caiu 43%, e implementar ações cada vez mais sustentáveis já é uma política do nosso governo, e a Carta de Rio Branco agora reforça esse nosso compromisso”, observou a governadora.

Com exceção de Roraima, que era o único Estado da Amazônia Legal que não fazia parte do GCF, o documento já estava assinado pelo Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.

Também participam Caqueta (Colômbia); Pastaza (Equador); Aceh, Kalimantan Oriental, Kalimantan do Norte, Papua, Kalimantan Ocidental, Papua ocidental (Indonésia); Chíapas, Campeche, Jalisco, Oaxaca, Quintana Roo, Tabasco, Yucatan (México); Bélier, Cauvally (Cote d'Ivoire); Cross River State (Nigéria); Amazonas, Huanuco, Loreto, Madre de Dios, Piura, Ucayali, San Martin (Peru); Catalonia (Espanha); Califórnia e Illinois (Estados Unidos da América).

A diretora do Projeto GCF, Colleen Scanlan Lyons, afirmou que agora está completa a atuação do Grupo na Amazônia e que o ingresso de Roraima fortalece a liderança feminina, pois Suely Campos é a única governadora do grupo.

“O Estado de Roraima tem sido muito ativo no trabalho com comunidades indígenas, isso é um exemplo para os demais. Agora o GCF está completo e com o diferencial de ser o único Estado com uma mulher governando”, afirmou Lyons.

RIPA NA XULIPA disse: Em 14/11/2017 às 09:23:38

"chega até ser engraçado... os índios ficam barrando a construção do linhão de tucuruí... E GANHAM ENERGIA SOLAR?????? VCS TÃO DE BRINCADEIRA!!!"

???? disse: Em 14/11/2017 às 09:10:20

"Juntando o salário de todos que estão nesta foto, dá mais que isso... Isso não era nem pra ser notícia."