SAÚDE ESTADUAL
Terceirizados denunciam que estão sem receber há 4 meses
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Segundo os funcionários, havia promessas de que os atrasos seriam resolvidos até novembro do ano passado, o que não ocorreu como previsto
Por Minervaldo Lopes
Em 05/01/2018 às 01:34
A Sesau afirmou que está fazendo o possível para regularizar os repasses junto às empresas terceirizadas sem comprometer outros serviços (Foto: Nilzete Franco)

Funcionários da União Comércio e Serviços Ltda., empresa terceirizada responsável por realizar serviços de limpeza nas unidades de saúde administradas pelo Estado, denunciaram ontem, 4, que estão com salários atrasados há pelo menos quatro meses.

À Folha, um dos trabalhadores informou que a empresa havia feito uma promessa para regularizar a situação até novembro do ano passado, o que não ocorreu como esperado. “Na época, houve o anúncio de que o Governo receberia um recurso de aproximadamente R$ 32 milhões, que seria destinado para resolver a situação dos atrasos com as terceirizadas, e isso acabou criando uma expectativa nos servidores. No entanto nada foi pago e até hoje estamos aguardando definirem algo”, informou um funcionário, que pediu para não ser identificado.

De acordo com ele, apenas os terceirizados de algumas unidades de saúde, como o Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN) e do Hospital Sul de Rorainópolis, teriam recebido os valores que estavam em atraso, no entanto outras ainda aguardam um retorno por parte da empresa.

“A empresa alega que ainda está aguardando o repasse pela Sesau, no entanto, se havia uma promessa de que esse recurso seria destinado exclusivamente para resolver esses atrasos de salário, para onde foi esse dinheiro? Até hoje ninguém recebeu a segunda parcela do 13º salário, que era para ter sido paga em dezembro, e nem a empresa, nem a Sesau falam nada a respeito”, frisou.

Outra servidora também declarou estar preocupada com a situação, ressaltando não estar passando fome graças ao salário do marido. “Por sorte, meu marido tem um emprego que dá para conseguir manter o sustento de casa, mas a situação está cada vez pior. São quatro meses sem receber, o que é um abuso e ainda eles ficam enrolando para dizer o que estão fazendo ou quando vão nos pagar. É humilhante estar em uma situação dessas”, declarou.

UNIÃO – A Folha tentou contato por telefone com a empresa União Comércio e Serviço Ltda., mas até o fechamento dessa matéria, às 18 horas, não obteve resposta.

SESAU – Também questionada sobre o atraso, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou, em nota, que está fazendo o possível para regularizar os repasses junto às empresas terceirizadas sem comprometer outros serviços. “Nos casos de eventuais descontinuidades no serviço, serão mantidos os serviços considerados essenciais. A limpeza, por exemplo, é concentrada nos locais mais críticos, como centro cirúrgico, trauma, setor de esterilização e pronto atendimento. Outros serviços são remanejados para garantir que a população não seja afetada até que a questão seja solucionada”, concluiu. (M.L)

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