SAÚDE MENTAL
Usuários denunciam falta de psiquiatra no Centro de Apoio Psicossocial
Voltado para o atendimento a pessoas com transtornos mentais, a unidade estaria sem suas especialistas em psiquiatria
Por Minervaldo Lopes
Em 13/01/2018 às 00:35
Localizado na avenida Capitão Ene Garcez, o Caps III é responsável por atender pacientes com transtornos mentais (Foto: Nilzete Franco)

O Centro de Atendimento Psicossocial III (Caps III) Edna Macellaro Marques de Souza, localizado em frente à Praça das Águas, na avenida Capitão Ene Garcez, Centro, foi alvo de reclamação de usuários. Voltada para o acompanhamento de pessoas com transtornos mentais, a unidade estaria sem especialista para realizar os atendimentos de psiquiatria, conforme informou o marido de uma paciente.

“Minha esposa começou a fazer o tratamento por lá há quase dois anos. Até então estava indo tudo bem, só que essa semana, mais precisamente na segunda-feira, 8, nós fomos até a unidade, pois minha esposa tinha uma consulta confirmada e, para a nossa surpresa, a recepcionista nos informou que não havia médico para fazer o atendimento, o que nos pegou de surpresa”, disse o rapaz, que pediu para não ser identificado.

À Folha, o homem contou que a explicação dada pela funcionária foi de que as duas especialistas responsáveis não se encontravam na unidade. A primeira, segundo ele, estaria de férias, enquanto a segunda estaria de licença médica. “Perguntamos para a funcionária quando é que a médica que estava de licença retornaria à unidade, e ela nos informou que a previsão era para o dia 22, só que não era uma certeza, pois poderia ocorrer de ela voltar somente no início do próximo mês”, comentou.

A reportagem também conversou com a paciente, que se disse aflita com a falta de atendimento, já que suas crises estão cada vez mais fortes. “Geralmente, quando não há profissional pela manhã, tem sempre alguém que cobre à tarde, só que agora não tem ninguém por lá e os enfermeiros e técnicos em enfermagem não podem passar nenhum tipo de remédio sem a prescrição do médico. Fico preocupada, pois quando não há atendimento no Caps, a única alternativa é ir para o HGR, e lá é muito pior”, ressaltou.

SESAU – Questionada sobre a ausência de profissionais, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou, em nota, que, quando a ausência dos psiquiatras do CAPS III é por motivos planejados, os profissionais planejam o atendimento dos pacientes para que ninguém fique sem medicação.

A Secretaria de Saúde reforça ainda que nos casos mais especiais, seja por férias ou por motivo de doença do profissional, a unidade conta com apoio de psiquiatras de outros setores, mas nos casos de surto ou quando há necessidade de atendimento imediato, a orientação é que o paciente seja encaminhado para o Hospital Geral de Roraima (HGR) para atendimento de urgência. “Em caso de dúvidas, a direção da unidade pode ser acionada para garantir atendimento o mais rápido possível”, complementou. (M.L)

Mohammed Pataxó disse: Em 13/01/2018 às 08:33:51

"Rapaz todo dia é uma denúncia da péssima gestão da SESAU. Não dar certo colocar apadrinhado ainda mais parente para gerir uma secretaria de extrema importância para a sociedade. DESgovernadora ponha como titular alguém que tenha compromisso, que seja probo, e realmente alguém independente politicamente."