FRONTEIRA
Venezuela registra mais de 30 mortos em protestos anti-Maduro
EUA propõem sanções e ajuda humanitária
Por Folha Web
Em 04/05/2017 às 22:15
Manifestantes anti-Maduro fazem barricada contra veículos da Guarda Nacional, em Caracas (Foto: Ronaldo Schemidt)

Um total de 31 pessoas morreram em incidentes ligados aos protestos da oposição iniciados há pouco mais de um mês na Venezuela, de acordo com um novo balanço da Procuradoria divulgado ontem.

Uma fonte do Ministério Público informou à AFP que o número de vítimas "totaliza 31 mortos", depois da morte na terça-feira de um motociclista atropelado por um caminhão que tentava desviar de uma barricada em uma estrada em Caracas e a de um jovem ferido em um protesto em Barquisimeto (oeste).

Nos EUA - Um grupo de senadores americanos, dos dois principais partidos políticos, apresentou ontem um projeto de lei para atender a crise na Venezuela, que inclui, entre outras medidas, sanções contra funcionários corruptos e uma milionária ajuda humanitária.

O projeto de 27 páginas é conduzido pelo vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores, o senador democrata Ben Cardin, e seu colega republicano Marco Rubio, um forte crítico de Caracas que lidera o subcomitê para o Hemisfério Ocidental.

Outros sete pesos pesados do Senado apoiam a legislação que busca "fornecer ajuda humanitária aos venezuelanos, apoiar uma coordenada resposta multilateral aos desafios políticos e humanitários, e defender uma governabilidade democrática e combater a arraigada corrupção em Venezuela".

O projeto tenta modificar uma lei sobre a Venezuela de 2014 ampliando sanções a funcionários que "prejudicam a governança democrática" e estejam ligados a casos de corrupção, como estava previsto em um decreto-executivo de 2015, do então presidente Barack Obama.

Também ordena ao Departamento de Estado e às agências de inteligência um relatório com um "anexo sigiloso", sobre o envolvimento de funcionários venezuelanos no narcotráfico.

Os senadores autorizam 10 milhões de dólares ao Departamento de Estado para enviar remédios e alimentos à Venezuela por meio de organizações civis, e oferecer assistência técnica para melhorar a distribuição de bens básicos nesse país.

Também expressam apoio para avançar na "independência energética do Caribe", uma medida para cortar a dependência do fornecimento de petróleo venezuelano em condições financeiras preferenciais.

A iniciativa no Senado americano acontece após um mês de intensos protestos na Venezuela contra o presidente Nicolás Maduro, com um saldo de 31 mortos.

Com informações de O Globo

 

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