PREVENÇÃO
Venezuelanos em abrigo do Tancredo Neves são vacinados contra sarampo
Foram disponibilizadas 300 doses de vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba
Por Folha Web
Em 14/02/2018 às 18:15
Foram disponibilizadas 300 doses de vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba (Foto: Divulgação)

Após o anúncio de um caso de sarampo em uma criança venezuelana, que está internada no HCSA (Hospital da Criança Santo Antônio), o Governo do Estado, por meio da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), realizou nesta quarta-feira, 14, uma ação de vacinação no abrigo do Ginásio Tancredo Neves.

De acordo com o gerente do Núcleo Estadual de Imunizações, Rodrigo Danin,  a ação é uma espécie de bloqueio vacinal entre os venezuelanos. “Como sabemos que todos eles se conhecem, se misturam , ficam aglomerados, estamos fazendo esse bloqueio vacinal  no abrigo do Tancredo Neves”, explicou Rodrigo.

Ainda segundo ele, o Estado está auxiliando o município de Boa Vista, porque a obrigatoriedade de execução de ações para vacinação é inteiramente do município. “Como o município de Boa Vista não se manifestou sobre a questão da vacinação dos imigrantes abrigados no Ginásio Tancredo Neves, resolvemos assumir esse papel e fazer a imunização”, esclareceu.

Foram disponibilizadas 300 doses de vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba. “Tivemos várias participações nesses abrigos. Em 2017, fizemos vacinações para imunizar crianças,  adultos e idosos Além do número de doses aplicadas, vamos fazer o registro de forma nominal”, disse Rodrigo Danin.

Franchesca Rodriguez, de 24 anos, está em Roraima há dois meses, com o marido e um filho. Ela enfatizou a relevância da ação para os imigrantes acolhidos no Ginásio Tancredo Neves. “Essa ação é muito importante, porque livra nossas crianças de enfermidades. Há muitos pequenos que estão doentes por não serem vacinados. Agradeço pela assistência, porque é muito bom para nossos filhos”, disse. 

 A enfermeira Maria Antonieta Pacheco, de 59 anos, está no Brasil há quatro meses.  Ela aproveitou a oportunidade para se imunizar. “É muito bom o que estão fazendo pelos venezuelanos. Em nome de todo o povo da Venezuela, agradeço ao Estado de Roraima”, afirmou.

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