MARIA DA PENHA
Violência Contra a Mulher aumenta 15% em Rorainópolis
CREAS registrou casos de violência física, psicológica, abuso e exploração sexual, tráfico de pessoas, entre outros
Por Jefter Reis
Em 12/04/2017 às 20:00
(Foto: Pesquisa por imagem)

Um aumento nos casos de violência doméstica tem crescido no município de Rorainópolis, com cerca de 27 mil habitantes, porém grande parte das vítimas desses crimes deixam de procurar os órgãos responsáveis de proteção para relatar os casos, na cidade ao sul do estado.

Segundo informações de responsáveis pelo Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), os acompanhamentos feito aos moradores que precisam, sofreu aumento de 15%, nos primeiros messes desse ano, em comparaçãoaos primeiros três meses do ano passado.

De acordo com a assistente social Aedra Rocha Freitas, os acompanhamentos tem sido concentrados em mulheres que tem sofrido violência doméstica e procurado auxílio no CREAS para receber serviços sociais, psicológicos e noções de direito.

“O CREAS faz parte da política de assistência social, dever do Estado e direito do cidadão que dela necessitar. A principal função do CREAS consiste em acompanhar de forma contínua, famílias e indivíduos que estão em situação de risco pessoal ou social por violação de direitos como violências física e psicológica, abuso e exploração sexual, tráfico de pessoas, trabalho infantil, negligencia e abando, pessoas que estão vivendo na rua, seja ela, crianças, adolescentes, mulheres, idosos ou pessoas com deficiência, bem como acompanhamento de medidassocioeducativas em meio aberto”, relatou.

Ainda, conforme Aedra, em Rorainópolis, os acompanhamentos tendem a ser bem maiores, principalmente com relação aos casos de violência contra mulher.

“Com a implantação da Ronda Maria da Penha, parceria da Coordenação Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres e Polícia Militar. Muitas vezes, as mulheres não conhecem os serviços prestados por este centro ou até mesmo vivenciam o ciclo da violência, onde acreditam que o seu agressor irá mudar; assim buscamos fortalecer as potencialidades dessas mulheres, para que saiam das situações de violação de direitos em que elas se encontram”, afirmou.

Não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!