
O Conselho Municipal das Cidades aprovou, na tarde desta quinta-feira (27), na Câmara Municipal de Boa Vista, o congelamento das tarifas do transporte público. Com a decisão, a passagem de ônibus permanecerá em R$ 5,50, enquanto a do táxi-lotação seguirá em R$ 6,50 com reajuste para R$ 7,00 após seis meses.
O congelamento da tarifa do transporte público seguiu a proposta apresentada pelo membro do colegiado e vereador Ítalo Otávio (Republicanos).
Já a permanência da tarifa dos táxis-lotação partiu dos próprios sindicatos da categoria, apesar de o Conselho ter sugerido um reajuste para R$ 7,50. Como a proposta sindical não agradou os motoristas presentes, a nova sugestão, de que haja um aumento após seis meses, foi aprovada por unanimidade.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Estudantes cobram passe livre
No caso dos estudantes, embora o congelamento tenha sido visto como um alívio para passageiros, representantes do movimento estudantil destacaram que a tarifa atual já é elevada e defenderam a implementação do passe livre. “O valor de R$ 5,50 ainda pesa no orçamento dos estudantes, especialmente porque as bolsas universitárias não são reajustadas. Desde 2020, a Câmara tem aprovado aumentos sem consulta pública adequada”, afirmou Letícia Barbosa, estudante da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
A reivindicação também inclui a criação de um plano de mobilidade urbana mais acessível para trabalhadores e estudantes. “Queremos um transporte sustentável e gratuito para quem precisa, como já ocorre em outras cidades do país”, reforçou a universitária.
Ítalo Otávio defendeu a manutenção dos valores como uma medida necessária diante do atual cenário econômico. “A cesta básica, o aluguel e outros custos essenciais já estão elevados. Um aumento no transporte só agravaria a situação das famílias que dependem do serviço”, afirmou.