
A Operação Catrimani II, que completou um ano em abril de 2025, registrou redução de 94,11% na atividade de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), segundo dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). A operação, que reúne Forças Armadas e órgãos federais, também documentou a apreensão de 34 kg de ouro e a destruição de 2.799 máquinas e equipamentos usados na extração ilegal.
Resultados operacionais
Os registros da operação mostram:
- 4.510 ações realizadas
- 22.642 abordagens a suspeitos
- 2.851 autuações e notificações
- 176 pessoas presas
- 128 armas apreendidas
A infraestrutura do garimpo foi alvo prioritário, com a inutilização de 53 pistas de pouso clandestinas e apreensão de 186 mil litros de combustível. Aeronaves das Forças Armadas cumpriram 1.800 horas de voo no apoio às ações.
Impacto ambiental
Monitoramento por satélite indicou ausência de alertas de garimpo entre setembro e novembro de 2024. A retirada de 227 kg de mercúrio da região contribuiu para a melhoria da qualidade da água, permitindo que comunidades retomassem a pesca.
Apoio às comunidades
A operação registrou:
- 29 mil atendimentos médicos e odontológicos
- Instalação de 9 sistemas de energia solar
- Perfuração de 3 poços artesianos
- Transporte de 454 toneladas de suprimentos
Navios-hospital da Marinha prestaram assistência em comunidades ribeirinhas do rio Catrimani.
Estruturação territorial
Foram estabelecidas duas bases interagências e um destacamento de fronteira, com patrulhamento fluvial cobrindo 30 mil km de rios. O navio Rio Negro realizou o primeiro mapeamento hidrográfico na região do rio Catrimani.