Por Moara Albuquerque
Em 15/04/2019

Você sabe qual a diferença entre drywall e gesso comum e cartonado?

Essa é uma dúvida bastante recorrente entre os profissionais de arquitetura e design de interiores, que muitas vezes acabam utilizando o termo erroneamente e, consequentemente, criando confusões entre suas definições. Por isso, preparamos essa coluna para esclarecer as diferenças entre esses materiais. Vamos lá?

Como se pode prever pelo nome, os dois materiais contêm gesso em sua composição, todavia, são diferentes entre si. 

O gesso comum (acima) é o mesmo gesso tradicional, utilizado na construção civil anteriormente ao gesso acartonado. No caso do forro em gesso comum, também chamado “forro em plaquinha”, o forro consiste em placas de gesso (de tamanhos variados) com a espessura em média de 2cm.

 

Para instalação no forro, as placas são encaixadas umas nas outras suspensas por arames e emendadas com massa de gesso e sinzal. Para acabamento das emendas, utiliza-se a massa do próprio material, e gesso.

O gesso acartonado é uma placa composta por um núcleo de gesso natural e aditivos, revestido com duas lâminas de cartão duplex.

Nessa união, o gesso proporciona resistência à compressão. Já o cartão oferece resistência à tração, tornando o material resistente mecanicamente.

 

As placas de gesso acartonado medem de 1,20m de largura e 2,7m de comprimento, apresentando espessuras que podem ir em geral, de 6,5 mm à 15mm. Elas podem ter medidas especiais dependendo do projeto e variam de acordo com o fornecedor.

A vantagem encontrada no gesso comum em relação ao gesso acartonado é o custo menor, mas, as desvantagens são maiores quando se pesa o custo benefício. Veja quais são:

• o material é mais estático, sendo mais fácil o aparecimento de fissuras e trincas;
• a instalação gera mais sujeira em obra;
• o tempo de secagem é muito maior que o gesso acartonado;
• o material é mais suscetível ao amarelamento;
• não é possível a instalação de luminárias contínuas nas plaquetas;

As placas de gesso acartonado são componentes do sistema drywall, muito utilizado no setor de construção civil, principalmente no exterior.

O termo drywall designa um sistema de construção a seco, pois não utiliza (ou utiliza em quantidades mínimas) água. Por ser um material industrializado que já vai pronto para a obra, o drywall permite uma construção muito mais limpa, que não demanda a utilização de argamassa ou outro material.

O drywall foi criado em 1898 nos Estados, com a invenção de um simples sistema de construção baseado em placas de gesso acartonado sustentadas em perfis metálicos. O sistema drywall vem evoluindo em termos de tecnologia e representa uma solução arquitetônica prática e inteligente.

 

Podendo ser utilizado para a construção de paredes e forros, o sistema de drywall é estruturado por perfis de aço galvanizado que sustentam as placas de gesso acartonado, cuja fixação é feita por parafusos. Além desses componentes, o sistema se utiliza também de massas e fitas para acabamento no material.

Como vantagens do sistema drywall, pode-se destacar a execução rápida, limpa e sem desperdícios, facilidade de instalação, ganho de área útil, conforto acústico e acabamento perfeito. Ele também oferece praticidade de manutenção e rapidez na secagem, podendo ser instalado em um dia e pintado no dia seguinte.

Além desses pontos, outras vantagens que também podem ser atribuídas ao uso do drywall é a espessura mais fina das paredes, resistência ao fogo, leveza e maior flexibilidade no layout. Além disso, proporciona mais flexibilidade para a sua criatividade!

Moara Albuquerque
contato@opendoor.arq.br
Moara Albuquerque é arquiteta da OpenDoor Arquitetura, uma empresa voltada para a criação de projetos comerciais e clínicos.
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