Por Opinião
Em 12/02/2021

EXISTÊNCIA OU VIRTUALIDADE?

Debhora Gondim*

Ao navegarmos pelas Redes Sociais percebemos o quanto nossa sociedade tem bebido de conselhos de autoajuda, conselhos que nos fazem mais individualistas e hedonistas. Mas que não tem a eficácia em trazer alívio para as nossas dores e nem trazem verdades em suas soluções. Pois são seres humanos falhos como nós tentando encontrar respostas em si mesmo e/ou em outros seres humanos para ajudar quem quer ajuda.

É como a Bíblia traz: é um cego guiando outro cego (Lucas 6:39). Nós não temos luz própria para iluminar o caminho de alguém, mas Jesus sim. Ele é a Luz do mundo e sua Palavra a lâmpada para os nossos pés (João 1: 4 e 5; Salmos 119:105). Ele é o único e verdadeiro caminho que nos leva a Deus e nos traz vida. Em seus ensinos encontramos a humanidade que foi perdida. Uma humanidade que foi criada a imagem e semelhança de Jesus, mas que o pecado distorceu. E quanto mais nos afundamos em pecado mais ela é deturpada e menos da imagem do criador é refletida.

Após a queda e saída do jardim passamos a viver uma desordem moral, física e ambiental. O homem foi cada vez mais se afastando do seu Criador e com isso, foi perdendo gradativamente a identidade e o propósito para o qual foi criado. Perdeu a referencia a ser seguida, buscando em si e em outros meios as respostas para se guiar. Surgindo filosofias e ideologias centradas no homem e que não trazem soluções, só divagações. Trouxe mais desordem ao que já era caos (Gênesis 3; Romanos 8:21 e 22).

Papeis sociais, começando nas famílias sofreram distorções, ocasionando uma luta ideológica entre os gêneros. Homens e mulheres que perderam a essência do masculino e do feminino, que não sabem amar e conviver como deveria ser desde o principio. Humanidade de relacionamentos líquidos como dizia Zygmunt Bautman. Ele fez esta leitura do mundo por perceber o quanto o mundo tem sofrido mudanças e em uma grande velocidade, o que tem proporcionado uma desordem social. Acredito que isso ocorre cada vez que se tenta acompanhar estas mudanças, pois vamos perdendo o que antes éramos a ponto de não sabermos mais quem somos e para onde seguir.

Não há profundidade em muitos relacionamentos. Eles ocorrem como em uma internet de alta velocidade. O amor se tornou um sentimento volúvel e centrado no hedonismo. E há quem prefira manter relações virtuais. Pais e mães que geraram filhos cristais. Que não tem profundidade e qualquer pressão sofrida quebra. Geração que tem se perdido em si mesmo. Tem olhos que não veem e ouvidos que não ouvem. Pois, seus sentidos estão sendo treinados para agir como robôs que atendem aos comandos da rede. O que foge disso faz entrar em pane de sistema.

Afinal, cientistas e filósofos transhumanistas tem educado há algum tempo gerações para buscar na tecnologia a sua redenção. Mas basta uma pane no sistema, uma invasão ou algo mais simples como uma queda de energia que a ela para. Não passa de ídolo feito por mãos imperfeitas. Este é o retrato de uma sociedade virtual: ela não vive no concreto, no real, no racional. Só aparentam ser guiadas pela razão, mas quem manda é o coração como muitos coaching e escritores de autoajuda tem difundido. E a Bíblia desmascara o nosso coração, diz que ele é enganoso e mau (Jeremias 17:9; Mateus 15:19). Por isso, muitos a rejeitam ou só aceitam o que é conveniente. Não querem transformação. Preferem alimentar o que dá prazer, pecado de estimação.

Por fim, a nossa referência e modelo a seguir é Cristo. À medida que O conhecemos nos tornamos conforme a Sua imagem. Quanto mais perto de Cristo mais humanos somos, pois foi para ser e agir como um ser humano que fomos criados e não para termos qualquer outra identidade diferente disso. Que nossas vidas sejam firmadas no que Deus diz e quer que sejamos. Pois Nele existimos e nos movemos (Atos 17:28).

*Teóloga

QUEBRADEIRA GERAL 

J.A.Puppio*

A política brasileira é exageradamente grande. Ela conseguiu em 20 anos empobrecer e deixar o cidadão sem emprego, sem casa para morar e sem saúde, ou seja, é a pobreza brasileira. Isso é um fato, e o que vai acontecer agora por conta da pobreza política? Já ocorreu, pois são 80 milhões de pessoas quebradas, vamos ter uma quebradeira fenomenal.

Não tem tamanho no mundo a quebradeira que o Brasil vai ter porque essa falsa ideia de que há diminuição nos índices da pandemia pode piorar a situação. Os políticos pobres de inteligência conseguiram mentir para a população que a Covid-19 está diminuindo no país e não está. Isso porque diz ter feito Lockdown, o que agravou a situação já ruim.

Se analisarmos do ponto de vista mundial, a Finlândia, Suécia e a Nova Zelândia tomaram decisões muito mais assertivas. Esses países fizeram casas de verificação da doença, em cada esquina e praças foram montados locais para a realização de testes para a população. Caso o cidadão estivesse com o vírus era imediatamente encaminhado a um hospital, porém, as pessoas com resultados negativos e com saúde intacta continuavam trabalhando, o fluxo que sustenta as cidades continuou. 

Com essas medidas, pôde-se separar a população doente da população sadia, e o que aconteceu? Morreu um pouco de gente porque é um vírus aéreo, pois não tem jeito de segurar, já que é difícil. Então, o país não quebrou, Suécia não quebrou, Nova Zelândia não quebrou.

Quais países que quebraram? Estados Unidos, Brasil, Itália e alguns outros que adotaram o Lockdown. Nosso país é pior porque aqui não foi feito um fechamento total como aconteceu em outras nações. Onde as condições são bem mais desenvolvidas há hospitais de qualidade, maior quantidade de médicos e remédios, aqui não vivemos a mesma situação. Não temos hospitais e médicos suficientes, então que aconteceu com Brasil?  A política burra brasileira não só empobreceu o país, como o quebrou. Então, é provável que nos próximos meses tenhamos uma quebradeira geral, aumento de assalto,e roubo que nunca existiram. E eles estão tentando esconder tal possibilidade. 

O que salva nosso país é que o mundo precisa de alimento, e somos o maior produtor de alimentos do mundo. Nós estamos no lado do planeta onde não neva, não tem montanhas de oito mil metros de altura, tem de no máximo dois mil, que é a mais alta do Brasil, em que faz três ou quatro graus a menos do que faz em terra, como em Várzea Paulista que chega a cerca de 20°C e acima da montanha são 17°C. Portanto, em outros países é diferente, tem meses de nevasca e isso dificulta a produção agrícola, o que não ocorre aqui, ou seja, viver nos trópicos é uma benção. 

Os Estados Unidos são uma nação que cresceu na produção de soja porque esse insumo, hoje, é a base alimentar no mundo.  O norte-americano têm uma safra por ano. Já o Brasil tem três anualmente, o que é uma salvação, a produção agrícola está salvando nosso país, pois nós não temos mais a indústria, a indústria parou de crescer já faz algum tempo, desde o ex-presidente Lula não cresceu mais nada, acabou com tudo. Dessa forma, a agricultura que salvou o nosso povo. Vamos tentar então no próximo ano sermos solidários, ajudarmos uns aos outros e buscar através das urnas alterar os rumos desse país, que é abençoado por Deus.

*Empresário, diretor presidente da Air Safety e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”

LUTAS DESCLASSIFICADAS

Afonso Rodrigues de Oliveira*

“Não se pode favorecer a fraternidade humana, encorajando a luta de classes.” (Abraham Lincoln)

Desde que começamos a conhecer a evolução da raça humana, vemos que ela só se desenvolveu através das guerras. Não sei se existe coisa mais animal. É quando crescemos, pensando que estamos crescendo. Não sabemos quantos dilúvios já sofremos, e por isso não sabemos como éramos antes do último. E por isso pensamos que estamos evoluindo. Quando na verdade caminhamos mais para trás do que para frente.

E não pense que estou dando uma de pessimista. Ao contrário. Tudo que quero ver é a humanidade evoluir. E nunca conseguiremos isso através de guerras nem de lutas de classes. Com elas nunca desenvolveremos nossas mentes. Não é aprendendo a brigar que crescemos racionalmente. Vamos parar de gritar e espernear. O que vemos é que na medida em que a sociedade cresce, a violência aumenta. E por que será?

O médico carioca, Miguel Couto, disse: “No Brasil só há um problema nacional: a educação do povo.” Muito antes dele, o Napoleão Bonaparte também disse: “Devemos construir mais escolas para não termos que construir mais presídios.” E pelo que vemos nossas escolas estão caindo, e há tempos, para o fundo do poço. Então, o que podemos esperar da sociedade sem uma educação de qualidade? Nunca iremos resolver os problemas políticos com briguinhas comadrescas. Que temos políticos preparados, temos. Mas são exatamente os que no conseguem trabalhar. Os maus são maioria. E com a influência da deseducação, o problema se estende a todas as atividades dentro da sociedade, inclusive na educação.

Embora lhe pareça repetitivo, vamos combinar que temos que fazer nossa parte, fazendo tudo para melhorar nossa educação, para que nossos descendentes possam ter uma vida melhor do que a melhor que temos hoje. Procure educar seu filho dentro do seu lar. Mas antes reflita sobre o que é ensinar e o que é educar. Porque as escolas ensinam, mas não educam. A educação está no lar. Deveríamos criar o ministério do ensino, para separá-lo do da educação. E só quando entendermos isso, seremos educados.

O movimento cultural, “Teia-2008” tinha esse propósito. Só que não foi entendido como tal. Não conseguimos desvincular a cultura da educação. Isso sempre foi considerado com uma separação. Quando na verdade o objetivo era cuidarmos da cultura e da educação, cada uma no seu nível. Vamos refletir um pouco sobre isso e preparar, tanto o educador quanto os educando, para o futuro. Porque o que continuamos vendo é a dupla, descaso com indiferença. E não interprete meus comentários, como crítica. Pense nisso.

*Articulista

afonso_rr@hotmail.com

95 99121-1460

  

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