Por Opinião
Em 16/02/2021

PARECIDAS, MAS NÃO IGUAIS 

Marlene de Andrade*

“E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores” (Mateus 24:6-8). 

A gripe H1N1 é uma doença causada por  mutação do vírus da gripe. Há que ficar esclarecido que gripe nada tem a ver com resfriado. A gripe H1N1 é a mesma da gripe suína, sendo que ela é um subtipo do vírus da Influenza A. Essa praga se tornou conhecida entre os idos de 2009 e 2010, quando se tornou uma pandemia. 

Os sintomas da gripe H1N1 são bem parecidos com os da Covid-19 e pode levar o paciente à morte, assim como o coronavírus. O período de incubação do vírus H1N1 é de três a cinco dias e tem outra coincidência com o vírus da Covid19, ou seja, a pessoa pode não apresentar sinais e nem sintomas da doença mesmo estando com vírus, ou seja, a pessoa tem a doença de  forma assintomática, sem apresentar nenhum sinal e nem sintoma. 

Durante o período de incubação ou em casos de infecções assintomáticas do H1N1, o paciente também pode transmitir a doença e tem mais, a doença pode começar a ser transmitida até um dia antes do início do surgimento dos primeiros sinais e sintomas do H1N1.  

O surto desse vírus teve início no México e chegou ao restante do mundo. Ele é ocasionado pelo vírus H1N1, H2N3 e o H3N2 e foi detectado em porcos e por isso ganhou o nome de gripe suína. 

A transmissão desse dito vírus ocorre através de secreções respiratórias, a saber: gotículas de saliva, tosse e espirros. Como a Covid-19 ele ataca mais pessoas de risco, a saber: portadores de doenças respiratórias, cardíacos e doentes renais. Os obesos e diabéticos também são grupo de risco e entre outros, os transplantados.   

Os sinais e sintomas da gripe H1N1 são muito parecidos com os da Covid-19, entretanto o vírus dessa atual pandemia é muito mais agressivo do que o do H1N1. Como se pode perceber algumas profecias de Jesus já estão acontecendo, a saber: restauração de Israel, o qual é uma grande potência  nos dias atuais; o Evangelho está sendo pregado em todo o mundo; a iniquidade vem se  multiplicando muito, pestes ocorrendo ao redor do mundo, pessoas que a gente menos espera estão falecendo devido a Covid-19 e o amor está esfriando. 

*Médica Especialista em Medicina do Trabalho/ANAMT- AMB-CFM, técnica de segurança do Trabalho/SENAI-IEL, especialização em Educação em Saúde Pública/UNAERP e CRM-RR339 RQE-431 

COMO COMEÇAR A INVESTIR DO ZERO?

Danilo Gato*

Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem está começando e que recebo diariamente nas minhas redes sociais. O mercado de investimentos é complexo e é muito fácil ficarmos perdidos sem saber o que fazer primeiro.

Investimentos são como ferramentas em uma caixa de ferramentas, que utilizamos para alcançar nossos objetivos financeiros, então, na minha opinião, a primeira coisa que devemos fazer é entender os conceitos básicos e conhecer cada ferramenta para depois aprendermos como usá-las.

Então, idealizei um pequeno roteiro para quem está começando:

1 – Estudar os conceitos básicos: durante meus anos de experiência prestando consultoria no mercado financeiro, vi que muitos investidores com altas somas acumuladas cometem muitos erros e perdem dinheiro por não saberem conhecimentos básicos da área. Por isso, antes de começar, é preciso entender os principais conceitos básicos de investimentos, como planejamento financeiro básico, o que é taxa Selic, IPCA, CDI, qual o papel do plano de saúde e seguro de vida, o que é reserva de emergência etc.

2 – Estudar os principais investimentos de Renda Fixa e Renda Variável: existem duas categorias principais dos investimentos. Os de Renda Fixa são os mais conservadores (essa categoria engloba investimentos como Tesouro Direto, CDBs, LCIS, LCAs, entre outros) e os de Renda Variável são os mais arriscados, mas com maior potencial de ganhos futuros (essa categoria engloba investimentos como ações, fundos imobiliários, ETFs...). Precisamos conhecer muito bem o que são cada um deles, quais suas características, vantagens e desvantagens, para que possamos saber quando devemos utilizá-los quando formos montar nossas carteiras.

3 – Entender nosso perfil e definir nossos objetivos financeiros: essa é a parte que sempre percebo mais dificuldades quando estou ensinando meus alunos. Muitos deles acreditam que devemos apenas buscar os investimentos mais rentáveis e isso não é uma realidade. Cada investidor tem seu perfil de risco e precisa conhecê-lo para investir de forma saudável e sem frustrações. Além disso, cada pessoa tem seus objetivos pessoais prioritários. Alguns querem trocar de carro no próximo ano, outros querem se aposentar em 30 anos e outros querem pagar a festa de casamento em 2 anos. Para cada objetivo, as carteiras de investimentos recomendadas são diferentes e às vezes devemos abrir mão de investimentos mais rentáveis e arriscados se eles não forem compatíveis com os objetivos que definimos.

4 – Estudar estratégias de montagem de carteira de investimentos: normalmente, a melhor forma de conseguirmos uma boa relação entre risco e retorno é montarmos uma carteira diversificada de investimentos para nossos objetivos e não usarmos apenas um investimento isolado. Existem várias formas de fazer isso e devemos estudar as estratégias que funcionem melhor para o nosso estilo. Além disso, precisamos identificar quais são os investimentos compatíveis para os objetivos que definimos. Por exemplo, é sabido que investimentos de renda variável, como ações, oscilam muito no curto prazo de forma bastante imprevisível, então, se você tem um objetivo de prazo curto, provavelmente vai evitar usar esse tipo de investimento.

5 – Analisar e comprar os investimentos para a carteira: finalmente, depois de desenharmos nossa estratégia de carteira para nossos objetivos, vamos efetivamente comprar os investimentos para compor a carteira. Após isso, basta fazermos o acompanhamento, rebalanceamento e ajustes de carteira e estratégias conforme os movimentos do mercado.

Notem que investir efetivamente vem apenas ao final. Para evitarmos perder dinheiro e tomar decisões ruins no mercado, a parte do estudo e planejamento vem antes.

A princípio pode ser complexo, mas aprender a investir é mais simples do que parece e basta você se dedicar um pouco alguns meses para que possa colher resultados acima da média pelo resto da vida. Acredito que se vocês seguirem esse passo a passo vai facilitar muito o caminho de vocês rumo a prosperidade financeira.

*Educador financeiro, autor do livro “Aprenda a Investir seu dinheiro”, criador do canal Finanças em desenho. Mais informações @financas_em_desenho

GESTÃO DE CRISES E SUAS PECULIARIDADES

Vera Lucia Rodrigues*

Na era da internet e redes sociais, em que estamos totalmente expostos e passíveis a julgamentos rigorosos, é possível que surjam crises e os efeitos desse problema são imprevisíveis. Por isso, é importante contar com uma equipe especializada e experiente para o gerenciamento de crise, principalmente sob o ponto de vista da comunicação, já que muitos desses contratempos são minimizados a partir de um trabalho concentrado em se comunicação com o público e a imprensa, além de outras ações, obviamente, que são feitas para efetivamente finalizar essa fase tenebrosa.

Porém, o trabalho de resolver crises pode começar com a prevenção, que é uma atividade diretamente relacionada a complience, palavra bastante falada, hoje, e que de certa forma tem a ver com a responsabilidade dos “porta vozes” da empresa com relação aos assuntos que eles possam expor e, acima de tudo, serem transparentes.

Dessa forma, a prevenção eficiente supõe um excelente esquema de Assessoria de Imprensa, que estabelece o relacionamento com o mercado por meio dos formadores de opinião. E, obviamente, sempre de forma transparente, que não faça sobrar dúvidas, como por exemplo, materiais confusos a respeito da imprensa, os quais podem gerar problemas de imagem.

Além disso, é preciso ter um posicionamento ético, não somente aquele que é passado internamento, a ética, missão, visão e valores, mas também cumprir com a política interna de posicionamento no mercado. Uma vez que a gestão conseguiu planejar e trabalhar essa formatação, é possível ter um excelente trabalho de visibilidade e disposição da marca junto aos formadores de opinião.

Ultimamente, especialmente com os escândalos da Operação Lava-Jato, temos visto muitas empresas se posicionando de uma maneira completamente inadequada, apesar de já ter sido inadequado em outros pontos, o que agrega um problema de crise gerado por um mau comportamento dos seus dirigentes, já que a empresa isoladamente não age, quem age são os dirigentes. Então, eles já têm esse problema, pois tiveram comportamentos que não atendem àquilo que se estabelece como boas práticas de gestão, a fim de ter uma comunicação eficaz.

É relevante ressaltar que assim que a crise se instala, como o caso de executivos respondendo a processos e empresas com a reputação abalada, é essencial que a organização, imediatamente, se posicione de uma forma adequada no mercado, que ela saiba como se desculpar junto à opinião pública por eventuais erros que foram cometidos, uma vez que esses erros estão comprovados e solidificados. Muitas vezes, nota-se que os responsáveis pela imagem corporativa ignoram as desculpas, como se isso e nada fossem a mesma coisa, o que auxilia na crise e piora a situação da marca junto aos diversos públicos, que compõe a imagem da instituição.

Nessas situações, é recomendado assumir o comportamento inadequado e sinalizar que o erro ocorreu, mas que houve um aprendizado e repreensão. Com isso, a instituição vai adotar práticas de transparência e, que de certa forma, aquele problema que gerou toda a crise está sendo resolvido, além de que os consumidores podem esperar outro comportamento com relação aos dirigentes e à empresa em si.

Como Assessora de Imprensa, em tais momentos, recomendo muitas vezes que seja emitido um Comunicado Oficial, pois a ação pode auxiliar na retratação e transparência. Nesse comunicado, a empresa se posiciona de maneira adequada, dentro da lei, da ética e com respeito àqueles que consomem seus produtos, que de certa forma garantem a sua sobrevivência no mercado.

Essa ação pode ser uma poderosa aliada ao gerenciamento da crise e, de certa forma, marca uma mudança de postura. De outro lado, é igualmente importante que o responsável pela Assessoria de Imprensa dessa empresa tenha a preocupação de passar para o mercado ações positivas que tenha desenvolvido ao longo do tempo, já que a tendência numa crise é que você foque totalmente naquele problema, esquecendo-se que a empresa também teve outra atuação que não foi totalmente negativa, em que contribuiu em outros momentos.

Por mais danosa que possa estar a imagem da instituição, sempre tem o outro ponto de vista, que pode ser mostrado e reconstruído. Porque a imagem de uma empresa que se destrói, também é possível reconstruir, não existe um passe de mágica a respeito de uma ação que você vá fazer e que de uma hora para outra desapareça com os problemas dessa empresa. É um processo complexo de comunicação, com ações assertivas e positivas, relacionamento com a imprensa e o público-alvo, além de outras atividades igualmente importantes.

*Jornalista, mestre em comunicação social e fundadora da Vervi Assessoria de Comunicação, que há 39 anos desenvolve projetos na área de assessoria de imprensa. veralucia@grupovervi.com.br

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