Por Opinião
Em 19/02/2021

CONSOLO EM MEIO AO SOFRIMENTO

Debhora Gondim*

Estamos vivendo em um período histórico impar em todo o mundo, no qual incertezas, inseguranças, sofrimento e desespero vêm ocupando espaço na mente e na vida cotidiana da maior parte da população mundial. Os índices de pessoas com doenças como depressão, estresse pós-traumático e transtorno de ansiedade, desde o começo da quarentena tem aumentado. Fatores que tem sido causadores são: não saber quanto tempo durará o isolamento, medo de ser infectado, tédio, conflitos mais frequentes no lar, possíveis perdas financeiras e morrer pelo vírus. Fora os problemas que já existiam.

Podemos perceber que a cultura em que estamos inseridos contribuiu para todas estas preocupações. Que é relativa, pragmática, hedonista e materialista. Herança de uma cosmovisão pós-moderna que vê o homem como centro. Com isso, compraram a mentira de que temos o controle de tudo. Que através da ciência e da tecnologia chegaremos às respostas para a redenção do mundo. O que fez com que a humanidade caminhasse com os olhos fixos em si e deixasse de olhar para Deus (Colossenses 3:2). E é exatamente neste ponto que tudo começa a entrar em colapso (1 João 2:16).

Todo este cenário mostrou o quanto somos frágeis e que não temos nenhuma situação sob controle. Desmascarou a mentira da pós-modernidade. Mas ao mesmo tempo veio lembrar que podemos ter esperança em meio a tudo o que estamos vivenciando, através da confiança em Jesus Cristo. Aquele que é Todo Poderoso e que tem planos que não podem ser frustrados. Depositando assim, nossa confiança em seu amor por nós. Amor que não falha, que não maltrata, que não é egoísta, que é incondicional e que não acaba (1 Coríntios 13: 1-13).

Deus tem permitido toda esta situação para que nos voltemos para Ele. Para que lembremos que nossa esperança deve estar somente Nele (Salmos 33:20). Que Deus tem pensamentos de paz e bom futuro para nós. Ele vive e que governa o universo eternamente (Salmos 9:8). Ele trará restauração no tempo devido.

Não sei o que tem causado seu sofrimento. Não sei se está com algum familiar internado seja por COVID ou por alguma outra doença grave, ou se perdeu um parente querido, ou se tem filho (a) submerso nas drogas, ou se seu relacionamento conjugal está em constante conflito, ou se está passando por problemas financeiros, ou se sofre de depressão e toda esta situação tem piorado suas dores. Mas uma coisa eu posso te dizer com toda convicção: em     Deus encontramos o consolo e a cura para as dores da alma. Não importa a profundidade da sua dor. Deus que traz alívio. Ele é Deus do impossível. Deus que traz a existência o que antes não existia. Deus de graça e misericórdia. Que nos dá um recomeço a cada novo amanhecer. Não vamos desperdiçar as oportunidades de nos achegarmos ao trono da Sua Graça e sermos inundados por seu amor, paz e alegria. Jesus tem fardo leve (Salmos 36:19).

Por fim, desejo e oro para que Deus se revele a você leitor e sua vida seja entregue a Jesus Cristo. Que exerça fé Nele, crendo que Ele é o Filho de Deus que deu sua vida em amor para que tivéssemos o perdão e salvação dos nossos pecados e assim, sermos reconciliados com Deus eternamente (João 3:16). Que você escolha por Ele todos os dias da sua existência, pois a verdadeira paz e felicidade só são encontradas quando nos satisfazemos Nele. Isto é possível ao buscarmos intimidade com Ele, através da leitura da Bíblia e da oração. Ele é o consolo (Isaias 57:18).

*Teóloga e professora

PRÓS E CONTRAS DA AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL 

Pollyanna Rodrigues Gondin*

Surgiu um grande debate nos últimos dias por conta da votação sobre a autonomia do Banco Central. Essa autonomia já vem sendo pensada há algum tempo, mas agora foi votada. A ideia central, segundo defensores, é “blindar” o BACEN de ser capturado pelos interesses governamentais. Além disso, para os defensores, essa autonomia é fundamental para melhorar o investimento externo e a percepção do que é feito dentro do Brasil, pois, pode ajudar a controlar a inflação. Entretanto, esse argumento pode ser questionável já que, independente se o BACEN tiver uma atuação mais ou menos conservadora, não significa necessariamente que não irá prejudicar os trabalhadores, as políticas de emprego e renda e crédito mais acessível.  Isso ocorre uma vez que, o que é bom para o mercado financeiro, não necessariamente será bom para o restante da população.

Entretanto, para os opositores, a grande questão é: a captura dessa instituição pelo setor privado. Essa captura pode ocorrer caso não hajam regras claras e bem específicas para que interesses do mercado financeiro não sejam absorvidos pela política monetária, fiscal e de regulação, uma vez que o BACEN é responsável por manejar a regulação do Sistema Financeiro Nacional.

Alguns países, como os Estados Unidos, já possuem um Banco Central autônomo. Entretanto, a questão é que neste caso, existem instituições e legislação de regulação sólidas para que os interesses do setor financeiro não prevaleçam frente aos interesses da população em geral.

Em contrapartida, no caso brasileiro, algumas ressalvas devem ser feitas, principalmente no que se refere a falta de debate suficiente e o momento em que houve essa proposição. Vivemos um momento de alto número de mortes, um plano de vacinação ineficiente, alto desemprego da população e assim, a preocupação maior neste momento deveria ser a pandemia e suas consequências sociais e econômicas. Desse modo, considero que está fora de ordem as prioridades do governo, já que essa independência, levará um tempo para surtir algum efeito, ou seja, deve surtir efeitos no Médio e Longo Prazo.  

Para além das questões já citadas, a autonomia do BACEN está em declínio mundialmente, desde a Crise Financeira de 2008 que demonstrou ao mundo os pontos negativos dessa autonomia no que se refere à legitimidade democrática. Além disso, o que se tem, em muitos casos, é que a autonomia do Banco Central gera sua independência da vontade popular, mas não das instituições financeiras, o que pode corroborar, para o aumento da desigualdade social.

A credibilidade do BACEN poderia ser mantida com transparência em relação às escolhas de política. Mais uma vez cabe afirmar que no momento atual que vivemos outras questões deveriam assumir prioridade, já que, há um agravamento da desigualdade econômica e social da população brasileira com a crise do COVID-19.

*Economista e professora da Escola de Negócios do Centro Universitário Internacional Uninter.

NA POLÍTICA OU NO BBB: O COMPORTAMENTO É A CHAVE PARA A VITÓRIA

Osmar Bria*

Assim como na política, dentro do Big Brother Brasil comportamento também define resultado. O reality show está ocupando um grande espaço em todas as mídias e é um dos principais temas em discussão hoje em dia. Por isso, muita gente questiona: existe algum aprendizado real neste tipo de programa? 

É importante entender que um determinado comportamento se constitui por um conjunto de habilidades. Então, para que as pessoas gostem de você, a primeira delas é o bom humor. Olhar nos olhos, sorrir e dar atenção, com uma escuta atenta. Estas são algumas das habilidades que farão a diferença para o participante vencer no BBB ou um candidato vencer uma eleição.

O agente político, com ou sem mandato, precisa desenvolver uma comunicação de fácil entendimento. Para executar esse plano é muito importante, antes de qualquer interação, entender qual o resultado ideal desejado. Qual o público ele quer atingir: o eleitorado geral ou apenas um grupo específico de pessoas. Normalmente, um comportamento bem preparado pode atender os dois públicos. 

Nicholas Boothman, autor do livro ‘Como convencer alguém em 90 segundos’, nos ensina que é preciso destravar a reação de “lutar ou fugir” logo no primeiro contato. Por isso a importância do sorriso, do aperto de mão firme e paralelo, além de deixar claro que a pessoa mais importante de qualquer interação é o próximo, nunca o “eu”.

Esse tipo de comportamento altruísta fala com o inconsciente das pessoas passando a seguinte informação: “Está aí alguém que realmente vale a pena”. No decorrer do jogo, seja ele político eleitoral ou político do BBB, o que vai te levar a vitória é criar ressonância.

Para que isso ocorra, é importante que as pessoas enxerguem semelhança no participante ou candidato, ou seja, uma sensação de pertencimento com suas ideias e objetivos. Assim, as pessoas vão defender suas escolhas por si próprias e vão divulgar o seu trabalho para outras. Essa é a ressonância necessária para a vitória, seja em um paredão ou nas urnas.

Independente de quem seja, uma pessoa que exerça o comportamento de um líder inspirador sempre vai gerar o compromisso recíproco que a levará para a vitória. Seja nas urnas ou em um paredão, a coerência e o compromisso assumido é que vão levar ao sucesso.

*Autor dos livros “A Fórmula do Voto” e “Mulher, Emoção e Voto”. Realiza treinamentos com partidos e candidatos de todo o país. Em 2020, mais de 20 mil pessoas foram impactadas por seus ensinamentos e seus treinamentos ajudaram a eleger 370 vereadores, 31 prefeitos e reuniu 4 milhões de votos

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