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Coluna Social 05 01 2019 7480

COM NADA

* Sabe aqueles concursos em que a pessoa vencedora já foi escolhida e todo mundo já tem conhecimento de quem irá ganhar, mas finge não saber por educação, conveniência ou sabe-se lá o quê? Então, na verdade seria muito mais digno e mais justo indicar de vez a vencedora, ao invés de “armar um circo” para justificar esse tipo de tramoia, em detrimento das outras “concorrentes” que são meras figurantes. A propósito, o nome disso é corrupção e quem é conivente, torna-se cúmplice.

COM TUDO

* Ainda embalados pelas festas de Natal e virada do ano, geralmente chega-se ao primeiro fim de semana do ano novo em clima de alto astral e otimismo, o que costuma permanecer até após o carnaval. É como se emendássemos uma festa na outra e continuássemos assim, sem nos importarmos muito com as preocupações. Na verdade, de acordo com especialistas comportamentais, esse clima de alegria coletiva é extremamente positivo, pois se trata de um período de descontração para recarregar energias.

Dra. Jenifer de Jesus e seu esposo Alysson Batalha, em recente acontecimento social (Foto: Luan Pablo Amarante)

A Escolhida

* Que nem nos contos de fadas, num distante e fictício reino, desde o ano passado estão acontecendo os preparativos para a escolha da mais bela do lugar e por lá também todos já sabem que a vencedora será a representante de uma província do norte, de onde a candidata nem pertence.

* A bem da verdade, a moça é mesmo linda e até merece o título. Mas o que corre solto da corte aos rincões plebeus, é que sua coroa já foi garantida a ela por um nobre patrocinador e pretendente. Pelo menos é o que alardeiam os arautos.

Mera Coincidência

* Ainda sobre o concurso da mais bela desse distante e fictício reino, o que está acontecendo de mais grave é que por lá se perdeu a tradição e quem realiza esses concursos atualmente é uma criatura da plebe, que conseguiu esse posto “passando a perna” na pessoa que lhe confiou essa missão.

* Ninguém sabe a origem da criatura, onde nasceu, quem é sua família e que profissão exercia antes de ser “corretor de títulos de beleza”. A única coisa que se sabe é que agora ela vive disso. E qualquer semelhança, terá sido mera coincidência. #simplesassim!

Fernanda de Sá literalmente vestindo a camisa da Clínica Derma Roraima

Tatuagens

* As tatuagens, que já foram alvo de muito preconceito, hoje em dia estão na moda e têm sido feitas por pessoas de todas as idades e em várias partes do corpo.

* O aumento de estúdios especializados é inegável, o que por si só revela essa tendência. Porém, é preciso tomar alguns cuidados. O primeiro deles é não fazer tatuagens em menores de idade. Depois, pensar bem antes de decidir pela imagem, pois o processo de remoção é caro, doloroso e nunca se apaga completamente.

Mujica

*Os tradicionais ensaios do Bloco do Mujica terão início neste domingo (6) e ocorre em todos os domingos até fevereiro no Espaço Paricarana, localizado no bairro Aeroporto.

*Os ingressos custam 15 reais e o valor arrecadado será destinado à estrutura e som para o dia em que o bloco passará pela avenida.

Feliz aniversário para dona Dilma Guedes, que comemora aniversário neste sábado. Na foto, recebe o carinho da filha Francineia Guedes

Prêmio

* Éder Gabriel Chaves Brandão e Luiz Cláudio de Melo Junior são alunos do curso Técnico em Eletrônica integrado ao ensino médio, do Campus  Boa Vista/IFRR.

*Eles foram premiados com Bolsas de Iniciação Científica Júnior do CNPq, na Mostra Nacional de Robótica (MNR), edição 2018, com o projeto Saphyra 2.0, que consiste no desenvolvimento do protótipo de uma mão robótica inteligente, acionada por radiofrequência.

#RÁPIDAS

*A página de hoje é dedicada à maravilhosa dona Eunice Queiroz de Farias por conta de sua troca de data.

*Também comemorando idade nova neste sábado: Ivanildo Lacerda, Pablo Boeri e Luana Pinheiro.

*A Mr. Cat, no Pátio Roraima Shopping, está com uma promoção imperdível: ‘Leve 3 e Pague 2’. O produto de menor valor é um presente da loja para você. A loja está localizada no primeiro piso do Pátio Roraima.

*Estão abertas as inscrições para quem queira participar de aulas de Dança do Ventre, que se iniciam na segunda-feira (7), às 19h, com um Aulão de Boas-Vindas 2019. Teremos também no sábado (12), às 10h. Será na escola Aura – Unidade 2 – bairro São Pedro.

*E em março, nos dias 15, 16 e 17, acontecerá a Expo Serviços 2019, um evento que reúne as melhores empresas de Roraima. Informações sobre como participar pelo telefone 95-98111-7291.

PERFIL 

Revislande Araújo: “Precisamos sempre ter fé em Deus, para que tenhamos dias melhores”

Padre Revislande Araújo é formado em Filosofia, tem pós-graduação em Filosofia Existencial e em Teologia e especialização em Movimentos Sociais e Ecumênicos. Ordenou-se padre da Igreja Católica em 1998 e, durante esses 20 anos de sacerdócio, se tornou a liderança religiosa mais carismática de Roraima, graças a sua dedicação e ao fantástico trabalho social que tem realizado ao longo desse tempo. Foi pároco da Paróquia de São Francisco, onde concretizou programas sociais de assistência à comunidade. Em fevereiro de 2015, assumiu a Paróquia da Consolata, realizando programas sociais importantes, em que se destaca o acolhimento aos refugiados venezuelanos com o Movimento Solidário Mexendo a Panela.

* Como e por que decidiu ser padre?

Essa história vem da minha infância, aos oito anos de idade, quando encontrei um padre chamado Segundo Quessada, que me convidou para ser coroinha e eu aceitei. Fiquei impressionado com o trabalho daquele missionário junto a nós. Com 14 anos, entrei para o seminário e naquele tempo quem me acolheu foi o padre Luisinho Palumbo, no seminário Nossa Senhora Aparecida.

* O fato de ser roraimense e indígena, ajuda, atrapalha ou não interfere na vida religiosa?

Eu sou um diocesano, pertenço à Diocese de Roraima, sou de origem Wapixana, minha mãe era Wapixana pura da região do Taiano. No começo, tive dificuldades de aceitação, porque na verdade a comunidade católica passava por vários conflitos, principalmente entre o
s povos indígenas e os fazendeiros. E eu, de origem indígena, fui para a Paróquia de São Francisco e tive resistência lá. Ajuda, porque a gente consegue entender muito bem as dificuldades da nossa gente. É um grande dom ser de origem indígena e também ser um sacerdote da Igreja Católica.   

* Que trabalhos realizados considera mais relevantes enquanto esteve na Paróquia de São Francisco?

O primeiro trabalho foi reestruturar as nossas pastorais, os serviços de desenvolvimento da nossa Igreja Católica. Então, o auxílio aos pobres, às famílias carentes com assistência de medicamentos, de cestas básicas, de encaminhamento, muitas vezes, para o sistema de saúde.

* E agora, na Paróquia de Nossa Senhora da Consolata?

Foi a reestruturação das pastorais, o fortalecimento dos movimentos, os serviços da Igreja Católica e, ao mesmo tempo, uma atenção especial para os dependentes químicos e dependentes de álcool. Daí, começamos a nossa assistência aos pobres, às pessoas de rua, àqueles que precisam mesmo. Podemos não fazer muito, mas pelo menos um prato de comida eu sempre botei na minha cabeça que podemos dar.

* Como surgiu o Movimento Solidário Mexendo a Panela?

Como estávamos dando comida para os dependentes químicos, inicialmente eu recebia doações e levava a comida pronta para eles. Com o tempo, começaram a chegar aqui na minha casa, devido à proximidade da Rodoviária Internacional de Boa Vista, os primeiros migrantes venezuelanos e me cortava o coração, porque na verdade as marmitas eram insuficientes para atender a todos. Eu tinha poucas, às vezes eram 40, outras eram 30. Então, eu mesmo comecei a fazer as marmitas e distribuía para os pobres que já atendíamos e também para os imigrantes que chegavam aqui com fome e sem nenhuma perspectiva de vida.

* Como o Mexendo a Panela funciona atualmente?

Como a demanda de atendimentos veio crescendo, então temos muitas instituições e igrejas parceiras voluntárias, que já nos forneciam comida todos os dias. É uma rede de solidariedade de pessoas que veio se unindo para poder atender. Então não tinha credo, filosofia, não tinha nada que pudesse impedir o trabalho solidário e voluntário aos migrantes.

* Sobre a parceria com voluntários de outras religiões nessa questão da acolhida aos venezuelanos?

Eu achei um grande sinal de Deus, porque na verdade o que nos une é o amor. Não é o amor pelo venezuelano, pelo estrangeiro ou pelo dependente químico, é o amor pelo ser humano. Enxergamos Cristo nas pessoas necessitadas. E por isso não temos filosofia, não temos credo, mas temos o ser humano que está precisando e nós devemos responder à altura com atitudes de caridade e de amor.

* E quanto à atuação da Igreja Católica em apoio aos refugiados?

Toda igreja participa no serviço aos refugiados. Então, a Igreja Católica toda se uniu, as comunidades se uniram para poder dar uma resposta a essas necessidades desses nossos irmãos e irmãs que chegam até nós necessitando de tudo.

* Como resume seus 20 anos de sacerdócio?

Eu sou muito feliz por tudo que aconteceu. Eu acredito que Deus me concedeu uma graça, um dom muito grande, que é o dom da vocação sacerdotal. Eu me sinto pequeno diante de tão grande dom, me sinto pecador demais diante de tão grande graça, mas eu sou feliz.

* Se não fosse padre seria…

Se eu não fosse padre, eu seria padre de novo. Porque na verdade eu não imagino a minha vida sem o meu sacerdócio nem o meu sacerdócio sem a minha vida. Sou feliz e só tenho que agradecer a Deus por esses 20 anos que ele me concedeu até esse exato momento para servir às pessoas na construção do seu reino.

* Que mensagem deixa à população?

Que nesse tempo tão difícil para todo mundo, de crise para o nosso Estado, primeiro ter paciência, pois uma tempestade, uma turbulência, uma crise não dura uma vida inteira. A segunda é fé em Deus por dias melhores para todos e para todas. Então, que Deus abençoe toda a nossa gente, que nos ilumine pelo seu espírito.