Por Shirley Rodrigues
Em 22/06/2019

 Com Nada 

* Nem os mortos estão a salvo da ação dos criminosos em Boa Vista. A prova disso é a violação de mais de uma dúzia de túmulos no maior e mais tradicional cemitério da cidade. Os bandidos revistaram os ossos e a suspeita é de quem estivessem a procura de metais como dentes de ouro, crucifixos, terços de prata e itens do gênero. Essas suspeitas levam em conta a forma como os crânios foram encontrados espalhados pelo chão. Um verdadeiro sacrilégio. 

 Com Tudo 

* O Clima é de contagem regressiva para um dos maiores eventos folclóricos do país. O Festival de Parintins 2019, terá seu ponto alto nos dias 28, 29 e 30 de junho, com as apresentações dos bumbas mais populares do Brasil. E uma competição entre Caprichoso e Garantido está sendo promovida pela Uber valendo descontos no app, que disponibilizará carros representando os bois vermelho e azul. A torcida que mais usar ganhará códigos de desconto especiais. 

Deputado federal Otaci Nascimento, ladeado pelo presidente da Caer James Serrador, e pelo Diretor Comercial da Companhia, Cícero Batista - Foto: Luan Pablo Amarante

Alerta

* A Direção da Companhia de Águas e Esgotos de Roraima – CAER, veio a público denunciar tentativas de golpes contra usuários.
* Os diretores alertam que se alguém ligar se identificando como funcionários da Companhia, as pessoas não devem fornecer nenhum dado, pois trata-se de fraude.

Importante

* O Programa Maria vai à Escola, que vem sendo realizado há três anos pela Coordenadoria Estadual de Violência Doméstica e Familiar do TJRR, em parceria com a Prefeitura de Boa Vista, já certificou mais de 2.500 crianças na Capital
* O programa educacional, que começou em 2015, voltado aos alunos do 5° ano do ensino fundamental, conta com 8 aulas em linguagem lúdica e apropriada para a faixa etária sobre temas relacionados ao respeito, direitos humanos, igualdade de gêneros e informações sobre a Lei Maria da Penha.

Credenciamento 

* Profissionais da imprensa podem solicitar até o dia 4 de julho, o credenciamento para cobrir o maior salão náutico do Sul do país, que acontece de 4 a 7 de julho, em Itajaí, SC.
* Informações já podem ser enviadas para a assessoria de imprensa do evento, Rotas Comunicação, ao e-mail adm@rotascomunicacao.com.br ou pelos tels.: (47) 3368-4837 ou (47) 99692-1006

Antônio Lima, trocando de data hoje. Na foto, ele divide clic com sua amada, Thais Emídio 

Paçoca

* Boa Vista Junina 2019, entra neste sábado na sua penúltima noite e terá como um dos pontos altos, além das atrações musicais, a maior paçoca do mundo que será servida hoje ao grande público.
* Considerado o maior Arraial da Amazônia, o evento junino, segue até o domingo, 23, até o momento sem ocorrências de violência.

Com Pesar

* Registramos, com pesar, o falecimento da Senhora Eunice Queiroz de Faria, ocorrido nesta cidade, no Hospital da Unimed, onde ela estava internada há alguns dias. D. Eunice era viúva do saudoso Joca Farias.
* Com ele teve 11 filhos, 51 netos , 19 bisnetos e 9 trinetos. O velório ocorreu na Orsolu e o sepultamento no Cemitério Municipal Nossa Senhora da Conceição. 

Tony Souza, trocando de data neste fim de semana 

#Rápidas

* A página de hoje é dedicada à amiga Jacira Alba, que neste sábado fica um ano mais guerreira.
* Também trocando de data hoje, o empresário Tetsuya Eda e Eduardo Mathias. 
* Ainda de aniversário neste sábado, Nicéia Boh, Janderson Barros, Orleans Carvalho, Gerson Coutinho Barreto e José Paulo de Souza. 
* Domingo quem estará em festa é Danielle Campos, João Luciano Rezende Neto e Ana Maria Dias Zeidler. 
* A Seleção Brasileira vai enfrentar a anfitriã, França, nas oitavas de final da Copa do Mundo de Futebol Feminino. 
* A partida acontecerá neste domingo, 23, às 15h (horário local) no estádio Océane, em Le Havre.

PERFIL 

Rodrigo Ávila: “Enquanto houver vida, haverá esperança!” (Foto: Girnei Araújo)

Rodrigo Ávila é roraimense e no momento se encontra em Moçambique realizando importante trabalho voluntário para esse país africano. É formado em Arquitetura e Urbanismo e em Engenharia Civil, ambos pela UFRR. Tem três especializações: em Ambiental, em Georreferenciamento e em Perícias e Avaliações de Engenharia. Atualmente cursa mestrado ‘Internacional Master BIM Manager’, em Barcelona, na Espanha. Como profissional arquiteto já foi agraciado com algumas premiações, entre elas o ‘Amigo da Água’ promovido pela Caer, onde uma casa que projetei e construí foi premiada pelas soluções sustentáveis adotadas. É parceiro de iniciativas que desenvolvem ações e projetos sociais.

*Por que decidiu pela arquitetura?

Sempre fui curioso, e quando criança desmontava meus brinquedos para aprender como funcionava, adoro brinquedos de montar, meus castelos de areia na praia, tinham subterrâneo, garagens e vários andares. Encontrei na engenharia uma forma de desenvolver meu amor pelas exatas. Na arquitetura, encontrei a forma de expressar minha arte.

*Qual o maior prazer pelo trabalho que desenvolve?

Meu maior prazer é ver a realização de sonhos, ver as pessoas crescerem, ver terrenos, antes vazios, agora ocupados por projetos que desenvolvi. Gosto de andar pelas ruas de Boa Vista e ver as casas populares que ajudei a construir sendo ampliadas e melhoradas por seus moradores.

*Como está sua missão em Moçambique?

É uma missão intensa. Trabalho mais de 16 horas por dia, entre visitas, perícias, reuniões e desenvolvimento de projetos. Mas tem sido muito gratificante poder colaborar com o desenvolvimento das cidades devastadas em Moçambique. A primeira fase da missão é reconhecer a área afetada, estragos, conhecer a legislação e a capacidade da mão de obra local. A idéia é prepará-los para construir suas próprias casas.

*Em que etapa se encontra o trabalho que você executa nesse país africano?

O grande desafio está em encontrar um meio termo entre o que precisa ser feito e o que pode ser feito. Moçambique é um país sujeito a intensas ações da natureza, não apenas furacões, mas terremotos, além do solo de muitas cidades ser pantanoso, o que encarece as soluções de fundações. Estamos trabalhando em várias frentes, sendo as principais: levantamento de danos a prédios públicos para permitir o restabelecimento da estrutura do Estado, elaboração de um projeto de construção de casas resilientes, restauração de casas parcialmente danificadas e elaboração de um documento com recomendações a serem implementadas no país para agilizar o processo construtivo e aperfeiçoar as obras, tanto públicas quanto privadas.

*Como é vivenciar a situação de um país que foi destruído e teve centenas de pessoas mortas após a passagem de dois furacões?

Visitar as comunidades mais afetadas foi impactante, as pessoas nos procuravam apenas para conversar, tinham carência de ser ouvidas, mostrar o que perderam, o que foi destruído, não queriam nada mais do que atenção.

*Você já esteve envolvido anteriormente com um trabalho como esse em Moçambique?

Sim, trabalhei na construção de três mil casas em vários bairros de Boa Vista e cidades do interior do Estado. Atualmente, por meio do Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Boa Vista, trabalho com vários projetos para população carente, além do apoio a recebimento dos refugiados venezuelanos, antes mesmo da Operação Acolhida.

*Qual o maior aprendizado que você leva para sua vida, desse trabalho?

Encontrei um povo que perdeu tudo, mas o sorriso nos lábios era contagiante. Chego à conclusão que todos nós podemos ajudar de alguma forma, seja ensinando, seja limpando um terreno, jogando futebol. Acho importante deixarmos um legado. Ao ajudar alguém fazemos a diferença para essa pessoa, muitas vezes mudamos vidas.

*E o próximo trabalho voluntário será onde?

Quero continuar a colaborar com o desenvolvimento do nosso Estado, viabilizando iniciativas que contribuam para ajudar pessoas carentes. Quanto a trabalhos internacionais, já tenho vários convites para trabalhos tanto na América do Sul como na América do Norte e na África.

*Como é sua participação na Operação Acolhida?

Tem sido uma experiência fantástica e oportunidade única, conhecer e partilhar com outras instituições nacionais e internacionais a ajuda ao próximo. Esse trabalho contribui para a qualidade de vida de todos em Roraima.

*E sua contribuição no projeto Mexendo a Panela?

Minha maior alegria em poder contribuir com o Mexendo a Panela é a vivência com os voluntários de lá. Ver a dedicação e desprendimento é enriquecedor. Saí de lá várias vezes emocionado por presenciar o verdadeiro evangelho, na prática.

*Deixe uma mensagem ou uma frase para nosso Estado.

“Não deve haver limites para o esforço humano. Somos todos diferentes. Por pior que a vida possa parecer, sempre há algo que podemos fazer em que podemos obter sucesso. Enquanto houver vida, haverá esperança” 
(Stephen Hawking)

Shirley Rodrigues
shirleyfolha@hotmail.com
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