Por Fabiano de Cristo
Em 23/07/2019

Editorial

É claro que há questões que são universais e não dependem de gênero. Todo mundo vai, em algum momento, ter que lidar com cartão de crédito, parcelamento, poupança e financiamento, por exemplo. No entanto, há algumas questões que só as mulheres enfrentam e outras que elas lidam de forma única.

Mulheres e finanças

Mesmo com avanços na busca pela igualdade entre gêneros, as mulheres do século XXI ainda enfrentam muitas desigualdades e grandes desafios. 

Apesar de ultrapassar os homens em nível de escolarização, a maioria delas ainda possui um salário inferior em relação à remuneração do gênero oposto. Uma pesquisa realizada pelo IBGE, em 2014, revelou que as mulheres receberam em média 74,5% da renda masculina. O ganho médio dos homens, de 15 anos de idade ou mais, foi de R$1.987, em 2013 – já o das mulheres, da mesma faixa etária, ficou em R$1.480. 

Por outro lado, o grupo feminino conquista cada vez mais o mercado de trabalho – e isso é ótimo! Dados de uma pesquisa feita em 2015 pela Serasa evidenciam que 43% dos negócios existentes no Brasil são comandados por mulheres; percentual que vem crescendo ao longo das últimas décadas. 

Porém, as mulheres que adquirem melhores níveis de escolaridade e garantem seu espaço no mercado de trabalho são, ao mesmo tempo, responsáveis pela gestão da casa e participam mais ativamente da educação dos filhos. Assim, elas acumulam diferentes papéis e, em se tratando de dinheiro, são mais cautelosas. Além disso, uma pequena parcela desse público realiza investimentos que vão além da poupança. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Sophia Mind, cerca de 74% das mulheres são responsáveis por fazer as compras da casa. No entanto, quase metade das entrevistadas, 49%, não são capazes de chegar ao fim do mês com dinheiro sobrando. 

Como começar a lidar com o dinheiro 

Falar de dinheiro ainda é uma espécie de tabu em algumas famílias. O primeiro passo para dar uma guinada na maneira como lidamos com ele é entender que não há nada de constrangedor ou negativo em considerá-lo em nosso dia a dia. Em outras palavras, não é errado falar de dinheiro, pesquisar sobre finanças, ser atento às escolhas de consumo ou abrir mão de gastos extras com o objetivo de acumular renda. 

Uma fórmula básica é dividir do seguinte modo: 

Gasto essencial (p.ex: gastos fixos, aluguel, prestação do carro) -50% 

• Gastos supérfluos -25%

• Pagar dívidas e guardar -25% 

Caso você não tenha a possibilidade de poupar cerca de 20% do que ganha mensalmente, fixe um valor de pelo menos 10% dos seus ganhos para poupar. 

Tenha um fundo de emergência 

Por mais que tenhamos empregos estáveis, nunca sabemos o dia de amanhã, não é mesmo? (Ainda mais neste atual momento de crise econômica). Por isso, é importante criar um fundo de emergência com o objetivo de manter as contas fixas. Esse fundo será fundamental caso você ou alguém de casa perca o emprego ou passe por alguma dificuldade momentânea, a partir da qual seja necessário despender dinheiro. 

É importante que você tenha um fundo equivalente apelo menos 3 (três) meses de salário, mas o ideal seriam 12(doze) meses. Isso irá manter o seu padrão de vida enquanto você se recupera da turbulência. 

Fabiano de Cristo
jornalista@teste.com.br
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