Por Fabiano de Cristo
Em 27/08/2019

Editorial

Chegamos à segunda parte do nosso texto sobre aposentadoria. Aqui abordamos a importância da reserva de emergência, mas acima disso, como é importante fazer o dinheiro render. 

Aposentadoria

Embora a construção da aposentadoria seja fundamental, é importante que, antes disso, você crie sua reserva de emergência, que serve, como o nome diz, para um momento de exceção, tanto para uma possível perda do emprego quanto para um eventual problema de saúde. Esse dinheiro deve ser intocável, como o da aposentadoria; a não ser que haja, de fato, uma emergência. Não vale classificar “troca de carro” e “viagem de férias” como emergências. 

A principal característica dessa reserva deve ser a liquidez acima da rentabilidade. Trata-se de um tipo de dinheiro facilmente acessível, sem que haja perda financeira nesse processo. Assim, o melhor lugar para aplicar esse capital é no Tesouro Direto, especificamente no título Tesouro Selic. Porém, como há um prazo, mesmo que curto, para que o dinheiro esteja na conta, é recomendável deixar uma parcela bem pequena na poupança, apenas para o primeiro momento. 

Quanto antes começar a investir, mais cedo você atingirá o objetivo desejado. Veja: 


Dei dois exemplos bastante distintos e muito emblemáticos: o primeiro mostra quanto uma pessoa teria que aplicar por mês para conseguir acumular 1 milhão de reais até os 50 anos, começando com idades diferentes; o segundo, partindo das mesmas idades do primeiro, apresenta quanto cada pessoa acumularia até os 50 anos, aplicando R$1000,00 mensais. 

Em ambos os exemplos, fica clara a força dos juros compostos quando eles estão relacionados ao tempo. No primeiro, quem começou cedo fará um esforço mensal infinitamente menor que os demais. Note que a diferença da parcela mensal do nosso investidor de 20 anos para o de 30 é mais de 3 vezes menor. Já em relação ao investidor de 40, essa diferença é menor ainda, quase 15 vezes. 

Agora que você sabe que tempo e disciplina são fundamentais, vamos falar de alguns investimentos “conservadores”, os quais podem facilitar o alcance de seus objetivos: 

Os títulos do Tesouro Nacional são uma ferramenta muito eficiente para quem pretende acumular capital a fim de aposentado. Embora haja uma vasta gama de títulos, o mais adequado para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria, são os atrelados à inflação, sem o pagamento de juros semestrais, e que possuem a seguinte nomenclatura: Tesouro IPCA + 20XX. 

LCs e CDBs 

As LCs (A e I) e os CDBs são outras opções para compor sua carteira com o intuito de diversificação. Como sempre repito, é importante saber o que está sendo feito. Esses papéis têm características de curto prazo. Por isso, nesse caso, é importante atentar-se à necessidade de fazer uma gestão ativa de sua carteira. 

PREVIDÊNCIA PRIVADA - VGBL E PGBL 

O VGBL como “seguro de pessoa” e o PGBL como “previdência complementar”. Outra diferença é que o investidor pode, no ato da contratação, escolher o regime tributário entre Progressivo (15% retido na fonte, podendo chegar a 27,5%) ou Regressivo (que varia de 35% a 10%, dependendo do tempo que o dinheiro fica aplicado). 

A diferença entre o VGBL e o PGBL também é o tratamento tributário. De forma resumida, enquanto o imposto de renda no VGBL incide apenas sobre os rendimentos (juros) auferidos, no PGBL é sobre o montante total no ato do resgate; sendo que o segundo pode ter seus aportes abatidos no IR até o limite de 12% da renda anual. 

PLANO DE PREVIDÊNCIA PATROCINADA 

Geralmente, os funcionários de grandes empresas contam com esse benefício incrível e, às vezes, não têm ideia do tamanho dele. Esse tipo de plano consiste, basicamente, em uma Previdência Privada co-participativa, onde o colaborador e a empresa contribuem juntos. Resumindo: a cada Real descontado do holerite do empregado, a empresa contribui com outro Real. Além disso, independentemente de como esse dinheiro seja aplicado, trata-se, na maioria dos casos, de fundos VGBL conservadores. O fato é que o empregado está tendo uma rentabilidade imediata de 100%. 

Fabiano de Cristo
jornalista@teste.com.br
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