Por Bennison de Santana
Em 15/02/2020

Por Ribamar Rocha
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Olá! bom dia, boa tarde e boa noite!!!

A noite desta quinta-feira foi quase perfeita. Foi bonito ver o Estádio Canarinho lotado e com a torcida vibrando. Só faltou a classificação do São Raimundo. Mas garra, entrega e determinação dos meninos do Mundão não faltaram, mesmo entrando em campo na desvantagem (já que o regulamento da Copa do Brasil beneficia o time visitante que joga pelo empate para garantir a classificação). Assim, o Time Celeste de Minas Gerais já entrou em campo classificado, cabia ao São Raimundo buscar a vitória e consequentemente a classificação.

O Cruzeiro, mesmo com toda sua estrutura, já tendo entrado em campo pelo Campeonato Mineiro deste ano e, portanto, com ritmo de jogo, levou uma pressão enorme do São Raimundo que deve ter deixado o técnico Adilson Batista de cabelo em pé.

Os meninos (alguns nem tanto assim) comandados por Chiquinho Viana seguiram à risca os ensinamentos do mestre. Um time bem postado, com toques rápidos que envolveram a Raposa e levantaram a torcida, fazendo acreditar, em alguns momentos, que venceria o jogo e conquistaria a tão sonhada classificação para segunda fase.

De lá de cima, da cabine de imprensa, fiquei imaginando o que o técnico Adilson Batista estaria pensando depois do empate do São Raimundo, que botou pressão e a torcida começou a gritar: “Eu acredito”, um hino cantado pela torcida do seu maior rival, o Atlético Mineiro. “PQP, até aqui?”. Será que ele pensou isso?

SALVAÇÃO

Antes do jogo, o técnico Adilson Batista dava entrevista dizendo que este era o jogo “da vida deles”, se referindo ao São Raimundo. Na verdade, treinador, este foi o jogo da sua vida e da do elenco cruzeirense. Afinal, a obrigação de vencer era de vocês, por ser um time de maior grandeza e, principalmente, são vocês que precisam fazer caixa para pagar salários dos atletas. Nada melhor neste início de temporada de ter a certeza que a Copa do Brasil pode ser a salvação da lavoura Celeste. Só para entrar em campo o Cruzeiro recebeu R$ 1,1 mi. E vai receber mais R$ 1,3 mi por ter empatado com o São Raimundo. Então este foi o jogo da vida do Cruzeiro.

GOLAÇO

E brilhou novamente a estrela do veterano atacante Stanrley. Aos 41 anos o guerreiro mostrou que ainda tem gás e experiência para jogar e fazer a torcida vibrar. Ele foi tão rápido e preciso que até este velho editor esportivo se enganou ao descrever o lance em que fez o gol de empate do São Raimundo. Na hora foi tudo muito rápido e confesso ter percebido que o atacante Stanrely teria dominado no peito antes de fuzilar o goleiro Fábio. Que nada, o experiente atacante pegou de primeira um lance muito difícil de acertar. Um golaço.

INESQUECÍVEL

E para o zagueiro Veracruz, este será um jogo inesquecível. Primeiro por ter aproveitado a bola alçada na área e ter feito o gol do São Raimundo, abrindo o placar e fazendo a torcida explodir. Mas depois, ao tentar cobrir falha do atacante Vanilson, que perdeu a bola dentro da área, acabou contribuindo para o gol de empate do Cruzeiro. A bola chutada por Edu acabou resvalando na canela de Veracruz, o suficiente para tirar o goleiro Éder de tempo. A torcida perdoou o Veracruz, o Vanilson não.

APITO

Embora a galera das redes sociais tenha ‘batido’ no árbitro Alexandre Vargas Tavares de Jesus (CBF/RJ) e o tenha taxado de ‘apito amigo’ para o Cruzeiro, ele errou ao marcar o primeiro gol do Mundão. Embora um lance difícil para o bandeirinha, vendo na repetição pela TV, o Igor estava impedido quando tocou (meio de ombro, meio de cabeça) e o Zagueiro Veracruz mandou pro fundo da rede. Depois teve ainda a expulsão acertada do meia Edu, do Cruzeiro. Na minha avaliação, não houve apito amigo.

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Bennison de Santana
bennison.bruoni@gmail.com
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