JESSÉ SOUZA - Folha de Boa Vista
Por Jessé Souza
Em 23/07/2021

A volta da triste realidade de estrangeiro dormindo nas calçadas

Jessé Souza*

Com a reabertura da fronteira com a Venezuela, ao Norte do Estado, no mês passado, voltou o pesadelo de imigrantes dormindo nas calçadas em frente de comércio e residências nas próximidades da Rodoviária Internacional de Boa Vista. Basta passar pela Avenida das Guianas para observar o triste cenário durante a noite.

Com a retomada do problema, também voltou o registro de casos de furtos naquela região, inclusive com moradores sendo acordados na madrugada com venezuelanos tentando invadir suas propriedades. No passado não muito distante, esse problema se ampliou a ponto de ocorrerem assassinatos em casos de latrocínio envolvendo venezuelanos.

Já que a Operação Acolhida tem encontrado dificuldades para atender esta nova demanda, então é necessário que as forças policiais passem a agir preventivamente com mais rigor naquele setor da cidade para coibir a presença de pessoas de má índole no meio de famílias venezuelanas desabrigadas, que fugiram da fome em seu país de origem.

Não se trata de xenofobia ou algum tipo de preconceito. Trata-se de impor ordem em um novo momento delicado em que aumentou o número de venezuelanos desabrigados e, consequentemente, a violência nos locais onde há concentrações de imigrantes dormindo nas calçadas, praças e canteiros públicos. Verificar a situação desses estrangeiros é o primeiro passo,

Ao mesmo tempo, é necessário que as autoridades em todos os níveis também estejam atentas para buscar soluções, junto com a Operação Acolhida, para uma intervenção imediata antes que tudo saia do controle, como ocorreu no passado, momento em que disparou o número de prédios públicos, praças e terrenos baldios ocupados por imigrantes.

Já é possível observar que tem aumentado o número de ocupação em abrigos improvisados em prédios privados abandonados e áreas públicas ao arredor da rodoviária. Enquanto isso, também cresceu o número de venezuelanos caminhando a pé, em grupos, pela BR-174 em direção a Boa Vista, o que deve ser visto como um alerta.

Enquanto a fronteira ainda estava fechada, casos de assassinatos envolvendo venezuelanos tornaram-se recorrentes, especialmente no bairro 13 de Setembro, onde estão os maiores abrigos da Operação Acolhida e abrigos improvisados. E isso significa que o crime organizado tem cooptado cada vez mais estrangeiros para o mundo do crime.

Pelo que vivenciamentos até aqui, sabemos no que pode resultar se uma nova onda da imigração desordenada avançar. A violência naquele setor da cidade já é visível. A favelização também mostra seus indícios. Mais pessoas pedindo no comércio e nos semáforos também. Então, ou as autoridades tomam uma providência urgente ou viveremos um novo pesadelo em um futuro bem próximo.

*Colunista



Jessé Souza
jesse@folhabv.com.br
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SANTOS disse: Em 23/07/2021 às 13:16:09

"- Meu caro Jessé. O problema enfocado vem de longe e, muitas vezes, tem sido agravado por culpa de autoridades nossas que deveriam contribuir para ao menos minorá-lo. - Sabe-se que nem todos os imigrantes são pessoas de bem, consequência de ações do ditador chefete venezuelano Nicolás Maduro. A grande maioria dos venezuelanos encarcerados em presídios de Roraima são im9igrantes ilegais. - Pois bem. Em passado bem recente a Polícia Federal prendeu considerável número desses ilegais e decidiu por sua deportação, sendo impedida por magistrados locais alegando desumanidade, esquecendo-se da desumanidade que aqueles indivíduos haviam perpetrado contra cidadãos locais. - Isso dissemina nesses indivíduos o sentimento da impunidade4, levando-os a sentirem-se cada vez mais seguros a ponto de agredir e intimidar cidadãos brasileiros nos postos de saúde, na porta dos supermercados, de, ao serem flagrados furtando, tomarem-se de coragem e ameaçar quem os repreende e recrimina, como aconteceu comigo. - Sabe-se que a Operação Acolhida tem se desdobrado para atendê-los, pois os militares sempre usam a máxima MISSÃO DADA, MISSÃO CUMPRIDA, mas os elementos alvos da ação do EB não colaboram, pelo contrário, dificultam pois já chegaram ao absurdo de agredir fisicamente a membros da corporação. - Isso tem gerado muita revolta em cidadãos locais, até porque muitos deles necessitados não têm recebido atenção semelhante das ONGs que se envolvem no atendimento a imigrantes, algumas delas fascinadas apenas pelo cheiro de dinheiro disponível."

Rildo Lopes disse: Em 23/07/2021 às 11:46:45

"Cobram soluções das autoridades locais....e dos países de origem...seus ditadores continuam livres....aí vem ONGS querendo nos obrigar a arcar com tudo...eles querem soluções sem pensar nos impactos.."

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