Por Denise Rohnelt Araujo
Em 29/06/2019

ENTRADA

Nesta semana a Cozinha Letras Saborosas teve o primeiro Workshop Cozinhando PANC – Biodiversidade na Mesa.

Uma aula sobre as plantas alimentícias não convencionais juntamente com a doutora em biologia Mahedy Passos, autora do livro PANC é Pop, que traz as plantas encontradas facilmente em Roraima e receitas de como fazer cada uma.

No workshop apresentamos oito receitas, desde chá, suco, drink, lanche, salada e prato principal.

Na próxima semana a Cozinha Letras Saborosas recebe o chef Ricardo Rohnelt que irá ministrar dois cursos, no dia 1 de julho será de pães italianos, das 18:30 às 21:30, e no dia 3 de sobremesas gourmet para venda, no mesmo horário. Informações pelo celular (95)99113-2752.

Peço desculpa aos leitores, mas ocorreu um erro na foto da receita da semana passada, e resolvi repetir a receita com a foto correta para visualizarem melhor.

A receita é do chef Thiago Medeiros, especializado em gastronomia vegana e vegetariana e traz uma receita Plant Based, que é a alimentação 100% natural à base de plantas e inclui tudo o que vem da terra, como sementes, grãos, frutas, flores, legumes e verduras.

Até o próximo sábado!

PRATO DO DIA

Croquete de grão de bico 
Chef Thiago Medeiros – Namu Cursos

INGREDIENTES:

02 xícaras de grão de bico cozido
01 xícara de farinha de trigo integral
01 cebola em cubos
02 dentes de alho
02 colheres de sopa de tahine
02 colheres de sopa de zaatar
½ maço de coentro
1 maço de escarola
01 colher de sopa de lemon-pepper
01 limão
½ xícara de azeite
Sal e pimenta do reino a gosto
Farinha de linhaça para empanar 

MODO DE PREPARO:

Como fazemos com todas as leguminosas, primeiramente é preciso deixar o grão de bico de molho por até 24 horas, trocando a água a cada 8. Em seguida, cozinhe em água/caldo de legumes até que comece a desmanchar. Transfira o grão escorrido ainda quente para o processador e bata-o até obter um purê.

Tempere esse purê com tahine, zaatar, coentro, lemon pepper, limão, azeite, sal e pimenta do reino. Em paralelo, refogue o alho e a cebola em um fio de azeite, adicione as folhas de escarolas rasgadas e mexa tudo rapidamente. Adicione a escarola refogada ao purê de grão de bico e processe mais uma vez.

Acerte o ponto da massa com farinha de trigo, lembrando sempre de adicionar a farinha aos poucos para não ressecar a massa. Quando ele estiver em ponto de bolear, está pronto. Molde os croquetes com as mãos, empane-os na farinha de linhaça e disponha-os lado a lado em uma assadeira previamente untada. Leve ao forno pré-aquecido a 200º por 20 minutos, ou até que estejam firmes.


CAPIM SANTO SÃO PAULO COMPLETA 21 ANOS 

O Capim Santo começou como um restaurante familiar em Trancoso, na Bahia, em 1985. Uma cozinha de afeto, que passou de pais para filha, quando o casal Sandra Marques e Nando Leite que cozinhavam para os amigos em fogão a lenha utilizando ingredientes colhidos no quintal de casa, resolveram abrir seu primeiro restaurante no mágico quadrilátero baiano, em Trancoso, Bahia.

A chef Morena Leite buscou técnicas e conceitos no Le Cordon Bleu de Paris, abrindo o Capim Santo São Paulo em 1998. O restaurante chega à vida adulta unindo centenas de funcionários, compartilhando valores e saberes e oferecendo gastronomia que valoriza ingredientes brasileiros.

Em comemoração aos 21 anos, o restaurante ganha um novo visual e um viveiro com mais de 40 pancs.

A área externa do Capim Santo é famosa pelos seus espaços verdes, deixa de ser apenas um belo jardim e passa a ganhar vida com um viveiro. “Faço questão de ter espaços verdes, que remetam a Trancoso e nossa riqueza natural. Com o viveiro estamos trazendo ainda mais vida para cá”, conta a chef Morena. À frente do projeto estão o arquiteto Miguel Pinto Guimarães e a paisagista Carla Oldemburg.  

“A ideia é que o Capim Santo seja uma experiência completa de gastronomia”, detalha Carla, que criou no restaurante o primeiro jardim paisagístico de pancs de São Paulo. “Criamos um jardim funcional e orgânico onde resgatamos as pancs, muitas usadas antigamente por nossos pais, avós e bisavós. Essas plantas eram colhidas do próprio quintal e utilizadas para curar, nutrir e viver melhor”, explica. Cada planta poderá ser identificada através de QR codes que informarão a espécie, curiosidades e também uma receita da chef usando a planta.

JARDIM EM DETALHES

Região Norte: açaizeiro, jambú, cana-do-brejo
Região Nordeste: palmeiras de dendê, pimenta malagueta, vinagreira-roxa, alfavaca-cravo, ora-pro-nobis, gervão-azul.
Região Centro-Oeste: sete-capotes, major-gomes, araçá-do-cerrado
Região Sul: uvaia, erva-mate, gabiroba, peixinho-da-horta
Região Sudeste: cafeeiro, azedinha, cúrcuma, araruta, carqueja
De propriedade do Grupo Sagrado, do qual fazem parte a Chef Morena Leite, Adriana Drigo e Daniela de Luca, o Capim Santo possui filial na cidade do Rio de Janeiro, tem três unidades do restaurante Santinho, do Buffet Capim Santo e o Instituto Capim Santo em São Paulo. 
Capim Santo: Endereço: Alameda Ministro Rocha de Azevedo, 471– Jardins – São Paulo.Telefone: 11 3089-9500. E-mail: reservas@capimsanto.com.br.


A CASA DO PORCO BAR O ÚNICO BRASILEIRO NA LISTA DOS 50 MELHORES RESTAURANTES DO MUNDO

Nesta terça feira, 25 de junho, foi anunciado em Singapura, os nomes dos 50 restaurantes que estão na lista dos melhores do mundo na 18º edição da premiação da revista britânica Restaurant.

A Casa do Porco Bar, do casal Jefferson e Janaína Rueda, estreou ano passado na lista na 79ª colocação e este ano emplacou a 39 ª posição, sendo o único brasileiro na lista dos 50 melhores do mundo.

O restaurante do chef Jefferson Rueda apresenta uma cozinha democrática que tem como protagonista a proteína suína, como diz o chef “o porco do focinho ao rabo”. O Porco está desde receitas simples como no misto quente feito com o presunto Real Rueda produzido pelo chef, com o queijo Pardinho vendido por uma janela do restaurante. Até entradas como o sushi de papada ou torresmo com goiabada ou o maravilhoso e crocante Porco San Zé, que é assado lentamente por seis a nove horas, além de outros pratos maravilhosos, sempre tendo o porco como estrela principal.

Na lista de 50 a 100 melhores restaurantes, figuram alguns restaurantes brasileiros: os paulistas D.O.M, do chef Alex Atala, que já esteve em 4º lugar da lista em 2006 e este ano aparece em 54ª colocação; e o Maní da chef Helena Rizzo (73ª). Os cariocas são o Lasai do chef Rafa Costa e Silva (74ª) e o Oteque do chef Alberto Landgraf na 100ª posição.

O grande vencedor deste ano foi o chef argentino Mauro Colagreco e seu restaurante Mirazur que fica em Menton na França.

Denise Rohnelt Araujo
jornalista@teste.com.br
http://meusite.com.br
Aqui ficará as informações sobre o colunista e a coluna.
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