Por Denise Rohnelt Araujo
Em 18/10/2019

ENTRADA

Hoje vamos falar mais sobre alimentação e saúde, pois nessa semana comemoramos  o dia mundial da alimentação. Estamos cada vez mais com restrições alimentares em um mundo metade obeso e metade faminto. Precisamos lutar por alimentos mais naturais, limpos, voltar a cozinhar em casa, sem desperdício.
E essa é a idéia da Cozinha Letras Saborosas, trazer cursos com receitas fáceis para que todos possam aprender a cozinhar em casa, usar mais alimentos naturais e menos ultra processados. 

Então fiquem atentos às redes sociais para saber quando estarão acontecendo os cursos.

Porque sempre falo em alergia alimentar, resolvi trazer essa receita, ideal para um café da manhã ou lanche saudável, enviada pela nutricionista Larissa Catarina Nunes Santana, do Kurotel - Centro Contemporâneo de Saúde e Bem-Estar, localizado em Gramado, no Rio Grande do Sul. O Kurotel tem quase quatro décadas e foi eleito pelo quinto ano consecutivo, como o "Melhor Destino de Wellness do Brasil e América Latina" pelo World Luxury Spa Award. A receita super fácil é para aqueles que são intolerantes ao glúten.


PRATO DO DIA

Pão sem Glúten- KUROTEL
 
INGREDIENTES:

1 1/2 xícaras de farinha de arroz
01 colher (sopa) de fermento em pó
01 colher (sopa) de açúcar mascavo
01 colher (chá) de sal
03 colheres (sopa) de semente de linhaça
01 xícara de água
1/2 xícara de óleo vegetal
03 ovos

MODO DE PREPARO: 

Liquidifique os ingredientes líquidos primeiro: água, ovos e óleo. Depois misture os líquidos com os sólidos: farinha de arroz, açúcar mascavo, sal, semente de linhaça. Por último, acrescente o fermento e misture levemente. 

Unte uma forma de pão com óleo e coloque a massa. 

Leve para assar em forno médio (170°C) pré-aquecido por aproximadamente 30 minutos.

Pode substituir a semente de linhaça para variar a receita por: 3 colheres (sopa) de gergelim torrado ou 1 colher (sopa) de farinha de sementes de uva, ou 5 nozes picadas ou 3 colheres (sopa) de erva doce, ou 3 unidades de damasco, ou 3 unidades de ameixa, ou 3 colheres (sopa) de chia.

O que estamos fazendo pela nossa alimentação?

As pessoas andam cada dia mais preocupadas com a saúde, e a alimentação é responsável diretamente por ela.

No dia 16 de outubro de 1945 foi fundada a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a agência especializada do Sistema ONU que trabalha no combate à fome e à pobreza por meio da melhoria da segurança alimentar e do desenvolvimento agrícola.

Mas a celebração do Dia Mundial da Alimentação foi anunciada pelos países membros na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em novembro de 1979.

No site da FAO são disponibilizados todas as informações e atividades que serão realizadas nesse dia em cada país participante. 

Produção alimentar

O Dia Mundial da Alimentação tem como objetivo alertar para a necessidade da produção alimentar e reforçar a necessidade de parcerias a vários níveis; alertar para a problemática da fome, pobreza e desnutrição no mundo; reforçar a cooperação econômica e técnica entre países em desenvolvimento; promover a transferência de tecnologias para os países em desenvolvimento; encorajar a participação da população rural, na tomada de decisões que influenciem as suas condições de vida.

Estima-se que o número de habitantes do planeta vai ultrapassar os nove bilhões de pessoas em 2050 e que a produção mundial de alimentos vai ter de aumentar em 60% para conseguir dar resposta às necessidades alimentares da população mundial.

Desperdício

Acontece que cerca de 14% dos alimentos do mundo são perdidos após a colheita e antes de chegarem aos consumidores, esta situação ocorre inclusive durante atividades em campos agrícolas, armazenamento e transporte.

A economista da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, Sara Vaz, explicou que o relatório oferece uma nova metodologia para medir cuidadosamente as perdas de alimentos. Ela acredita que todos, desde os governos, setores privados e consumidores precisam se unir para lidar com a questão do desperdício e que os dados apresentados podem ajudar a “ultrapassar a barreira da informação”.

O secretário-geral Antonio Guterres lembra que mundo tem mais de 820 milhões de pessoas passando fome; ao mesmo tempo, 2 bilhões de homens, mulheres e crianças estão acima do peso ou obesos. A falta de tempo para cozinhar em casa também influi na falta de dietas saudáveis.

#FomeZero

O tema deste ano “Nossas Ações são o Nosso Futuro – Dietas Saudáveis para um Mundo #FomeZero”, a FAO também convida todos a refletirem sobre o que estão ingerindo.

As ações devem ser voltadas para que as dietas alimentares sejam acessíveis para todos.

Para Guterres “é inaceitável que a fome esteja aumentando num momento em que o mundo desperdiça mais de 1 bilhão de toneladas de alimentos todos os anos.” 

Segundo a FAO, mudamos drasticamente os hábitos e as dietas alimentares nas últimas décadas e vários foram os fatores, como comer mais alimentos processados, comidas rápidas em fast food, por exemplo.

Dieta saudável

Mas aos poucos estamos nos preocupando com o que comemos, o aumento das alergias e intolerâncias alimentares são exemplos dessa mudança.

A preocupação com a dieta está sendo refletida por todos, inclusive nas comunidades indígenas e quilombolas que estão tendo problemas de saúde que não tinham antes como obesidade, pressão alta, diabetes, para citar alguns. Eles estão solicitando que, principalmente nas escolas, sejam colocados alimentos mais saudáveis nas merendas ao invés de produtos ultra-processados.


 

“Biodiversidade brasileira: sabores e aromas

Um projeto que foi lançado esse ano e está de acordo com a idéia de dietas mais saudáveis foi o livro “Biodiversidade brasileira: sabores e aromas”, uma valiosa reunião de receitas, criadas ou revisitadas por chefs, gastrônomos, cozinheiros e nutricionistas, com o intuito de promover ações para a elaboração de dietas mais saudáveis e sustentáveis, além do resgate de elos culturais perdidos ao longo do tempo.

A obra possui 335 receitas que trazem de volta os valores regionais, para que as pessoas possam desfrutar o máximo de espécies nativas, e prioriza o uso de 64 espécies, entre frutos, castanhas e hortaliças, da flora brasileira encontradas nas publicações da Iniciativa Plantas para o Futuro.

Para adquirir o livro basta fazer download que está no link

Este livro tem receitas elaboradas pela chef Marcela Corinthi da Casa Corinthi com colaboração da jornalista Denise Rohnelt de Araujo.

Denise Rohnelt Araujo
jornalista@teste.com.br
http://meusite.com.br
Aqui ficará as informações sobre o colunista e a coluna.
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