Por Denise Rohnelt Araujo
Em 15/12/2018

ENTRADA

Faltam apenas nove dias para a véspera do Natal e todos devem estar planejando a festa com a família e amigos.

Na semana passada coloquei as quantidades de pratos para calcularem por pessoa, para não haver desperdício, e sugeri alguns fornecedores para quem não quer cozinhar.

Essa semana trago sugestões de vinhos para acompanhar sua ceia.

A receita de hoje é do biscoito Monteiro Lopes, considerado um doce típico do Pará feito em homenagem à família do qual recebe o nome, e que também pode se tornar um saboroso presente de Natal ou uma renda extra para quem gosta de cozinhar.

O biscoito Monteiro Lopes aprendi no curso intensivo de culinária amazônica CUIA, do Instituto Paulo Martins, que está com inscrições abertas para os próximos módulos Açaí e Tucupi que começam no início de 2019. Para mais informações acessem: www.cuia.belem.br

Até o próximo sábado!

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PRATO DO DIA

Monteiro Lopes

Receita de Dona Anna Maria Martins

INGREDIENTES:

Massa:

  • 500g de farinha de trigo
  • 300g de açúcar
  • 360g de manteiga

Calda:

  • 50g de  achocolatado  ou chocolate em pó
  • 200 ml de água
  • Açúcar cristal para finalizar

MODO DE FAZER:

Massa:

Misturar todos os ingredientes e depois moldar os biscoitinhos em formato de quibe comprido, colocar na forma untada e enfarinhada.

Forno pré-aquecido  a 180°C e assar por 30 minutos ou até ficarem dourados. Esperar esfriar para finalizar.

Calda:

Misturar os ingredientes  numa panela, levar ao fogo até engrossar.

Finalizar molhando metade do biscoito na calda e passar no açúcar cristal.

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Dicas para harmonizar as Festas de final de ano

Conversei essa semana com o enófilo Beto Freitas proprietário da Casa Freitas de Vinhos, buscando dicas para as festas de final de ano. Ele disse que aqui em Roraima as pessoas apreciam mais o vinho tinto e os espumantes demi sec ou brut, apesar do clima quente que vivemos.

Falei sobre os vinhos rosé que são muito apreciados no verão europeu e que deveria ser uma opção para quem vive no nosso clima. Mas o rosé ainda não foi descoberto pelo público brasileiro. A gerente de marketing da Grand Cru, maior importadora de vinhos do país, Juliana Alves, explicou: "O motivo de não bebermos vinhos rosé no Brasil como bebemos cerveja é simples: um costume cultural. Mas que já está mudando! Cada vez mais vemos os brasileiros pedindo um vinho rosé em um balde de gelo nas mesas das calçadas, principalmente durante o verão. E o Rio de Janeiro tem papel fundamental nessa mudança!". No dia 20 de dezembro, a Gran Cru vai lançar nova linha de rosés no Rio de Janeiro no hotel JW Marriott.

Mas voltando às festas, Beto Freitas deu a dica de como calcular os vinhos e espumantes e como harmonizar com os pratos escolhidos.

A regra é ter em mente quantas pessoas realmente bebem vinho ou espumante e calcular uma garrafa por pessoa, levando em conta que quem gosta de beber, toma no mínimo quatro taças.

Mas podemos também ter pelo menos uns três tipos de uvas para harmonizar com os pratos.

Para começar a festa temos sempre petiscos, queijos, embutidos, antepasto, que pode ser harmonizado com espumante da sua preferência, que é mais versátil e por ser mais refrescante. O espumante pode ser mais seco como o brut, mais suave como o demi-sec ou mais doce como o moscatel.

Para quem não aprecia a bebida com borbulhas, pode ser um vinho tinto mais leve como pinot noir, carmenère, merlot mais frutado, ou um branco como sauvignon Blanc, pinot grigio ou torrentes.

Os pratos principais como o tradicional peru ou chester ficam bem com vinho tinto leve já descrito, com branco chardonnay, espumante brut ou com um rosé que combina com aves condimentadas.

O vinho italiano Lambrusco, é um frisante que pode combinar do aperitivo até o prato principal.

Apesar de serem todas bebidas com borbulhas, existe diferença entre champagne, espumante e frisante. O frisante é um produto com menos gás e sem espuma, no Brasil existe a Sidra que também é uma bebida com gás, mas elaborada da fermentação da maçã.

O espumante é um vinho com gás carbônico da segunda fermentação natural do vinho, sendo originário da França da região de Champagne. Os espumantes de outros países recebem diferentes nomes: na Espanha é Cava; na Itália é Prosecco; na Alemanha é Sekt; e o espumante feito da uva moscato, mais doce, se chama na Itália de Asti.

No nosso clima devemos servir as bebidas geladas, mas também existem algumas regrinhas para os mais gelados que são os espumantes que devem estar entre  5 a 8°C; depois os vinhos brancos de 8 a 12°C; os rosados (rosé) 12°C; os tintos entre 15 a 18°C. Uma dica para resfriar as garrafas para a festa, sempre faço essa “mágica”: em um balde coloque o gelo, água, álcool e sal grosso para gelar rapidamente as garrafas e conservar a temperatura.

Beto Freitas ainda disse que apesar de ser tradição no Brasil das pessoas agitarem as garrafas de espumante antes de abrirem, mas na realidade, a garrafa deve ser aberta com cuidado, sem grandes estouros para não desperdiçar o precioso líquido.

Espero que tenham gostado das dicas e que todos tenham saborosas festas de final de ano.

A Casa Freitas Empório fica na Av. Ville Roy 4293, Canarinho, telefone (95) 3224-0286

Denise Rohnelt Araujo
jornalista@teste.com.br
http://meusite.com.br
Aqui ficará as informações sobre o colunista e a coluna.
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