Por Francisco Cândido
Em 13/05/2020

ENFERMEIRA OLENKA MACELLARO THOMÉ VIEIRA –

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No ano de 1938, o Presidente da República Getúlio Vargas assinou um decreto que instituía o DIA DO ENFERMEIRO, a ser celebrado em 12 de maio. Nesta data, deveriam ser prestadas homenagens especiais à memória de Anna Nery, em todos os hospitais e escolas de Enfermagem do País. Ana Neri foi a primeira Enfermeira do Brasil.

Pioneira na área de enfermagem, a brasileira trabalhou como voluntária na Guerra do Paraguai (1864 e 1870), nos hospitais militares e na frente de operações de guerra. de Enfermagem do País.

Aqui em Boa Vista, Roraima, o trabalho de enfermagem é digno de elogios, principalmente agora neste período da pandemia do Coronavírus. As enfermeiras e enfermeiros, assim como os médicos, tem-se dedicado à salvar vidas no Hospital Geral de Roraima.

A nova atualização (ontem, dia 12/05/2020) informada pelo Governo do Estado de Roraima, através da Secretaria Estadual da Saúde, foi notificada de que até o momento há 1.328 pessoas confirmadas com COVID-19 (coronavírus) e já ocorreram 27 óbitos. Vide site: (www.saude.rr.gov.br) e no portal roraimacontraocorona.rr.gov.br.).

Em homenagem aos valorosos profissionais da área de Enfermagem, escrevo sobre a Enfermeira Olenka Macellaro Thomé Vieira, hoje nome de um Posto Médico, na Avenida Mário Homem de Melo, no Bairro Caimbé.

Olenka nasceu em Boa Vista no dia 31/06/1940 e era filha do casal Américo Thomé e Francisca Macellaro. Ainda adolescente estudou nas Escolas São José e Monteiro Lobato, e desde cedo já manifestava o desejo de ajudar as pessoas, principalmente às que precisassem de tratamento médico. Quantas pessoas tiveram a saúde restabelecida? Somente um coração puro poderia prestar tão bons serviços à população roraimense.

Em 1970, quando acompanhava a tia Cecília Macellaro em tratamento de saúde em um hospital no Rio de Janeiro, o médico notou a habilidade da Olenka em cuidar de sua tia e também dos outros pacientes que estavam hospitalizados. Convidou, então, à Olenka a fazer um Curso de Enfermagem no Hospital da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro. Olenka fez o Curso e tirou o 1º lugar, recebendo elogios por seu desempenho.

De volta à Boa Vista, e já como Enfermeira e Massagista diplomada, a Olenka passou a trabalhar no Hospital Coronel Mota, onde se notabilizou pelo tratamento dispensado aos doentes, cuidando com carinho e fornecendo-lhes medicamentos que ela mesma comprava, quando não havia no hospital.

Além disto, como inicialmente o Hospital Coronel Mota não dispunha de leitos suficientes para atender um número maior de pacientes, a Olenka montou em sua própria residência (na Avenida Vilerroy, esquina com a Rua Costa e Silva) um pequeno “Hospital”, e, para isto, comprou com recursos próprios algumas camas, medicamentos e instrumentos médicos, e passou a atender a todos que a procurasse. Aliás, ela fazia questão de levar os doentes para sua residência, quando estes não tinham condições de internamento no hospital. Para melhor atender os doentes hospitalizados em sua residência, Olenka fez parcerias humanitárias com médicos amigos que atendiam gratuitamente os doentes. Todas as manhãs, os médicos Homero Neto, Paulo Ernesto, e o cardiologista Petrônio Pereira de Araujo, atendiam a estes pacientes, com apoio das Enfermeiras Graça Souza, Graça Servalho, e Iranir Thomé, que também prestavam gratuitamente seus serviços.

O mesmo atendimento a enfermeira Olenka prestava no Hospital Lírios do Vale (pertencente a espírita Noêmia Bastos Amazonas), situado na Avenida Ene Garcez dos Reis, esquina com a Rua Ajuricaba. Muitas famílias contam maravilhas do atendimento que a Olenka prestou a seus parentes, aplicando injeção, soro, e doando-lhes medicamentos.

E, não era só no hospital que a enfermeira Olenka prestava seus serviços. Era comum vê-la transitando pelos bairros de Boa Vista em sua pequena lambreta ou até mesmo em bicicleta, atendendo pessoas doentes na própria residência.

A enfermeira Olenka era casada com o senhor José Maria de Sousa Fernandes Vieira (Zé Maria Português), e tem um filho: José Américo Macellaro Thomé Vieira (Zezé) – atualmente gerente geral dos empreendimentos do vereador Abel Galinha.

A Professora Cidalina Thomé, tia da enfermeira Olenka, em entrevista, depois de contar os inúmeros casos de atendimentos realizados pela sobrinha, assim resumiu: “A Olenka era um Anjo bom de alma branca”.

A Enfermeira Olenka faleceu no dia 19/02/1992, aos 51 anos de idade.

A Prefeita Maria Teresa Saenz Surita, na sua primeira Administração (1993/96) denominou o Posto Médico situado na Avenida Mário Homem de Melo, no Bairro Caimbé, com o nome de: Centro Municipal de Saúde Olenka Macellaro Thomé Vieira.



Francisco Cândido
franciscocandido992@gmail.com
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