Por Opinião
Em 06/08/2020

PANDEMIA E O AUTOCUIDADO

Ronildo Rodrigues dos Santos*

A tristeza é uma das piores doenças do ser humano. Ela corrói o coração, opaca a alma e consome nossas energias...Não queremos jovens que se cansam rápido e que vivem cansados, com cara de tédio. Queremos jovens fortes. Queremos jovens com esperança e fortaleza. (Papa Francisco)

Vivemos um momento onde o autocuidado se tornou a palavra-chave, nesse período de pandemia, frases como “se proteger”, “cuida de si”, “se proteger é proteger o outro” se tornaram mensagens repetidas quase que diariamente.

Cuidados como lava sempre as mãos, usar álcool gel 70%, usar luvas, usar sempre mascaras, manter um distanciamento de no mínimo 2 metros de distância de outra pessoa, evitar aglomerações, são outras recomendações de autocuidados que fazem parte da nossa realidade atual. Esse autocuidado também se tornou missão dos pais e responsáveis de ensinar as crianças, adolescentes e jovens, sobre a importância de se proteger.

Esse período de pandemia que vivemos, nossa casa virou nosso ponto central, local a qual passamos agora maior parte do nosso tempo, a família passou a estar mais presente do nosso dia-dia. Mas será que as relações melhoraram? Quais outros autocuidados deveríamos ter nesse período oportuno, que estamos tendo, de maior convivência familiar? Será que não é uma oportunidade de avançamos em outros temas voltados ao autocuidado, em especial nossos adolescentes e jovens?

Ao logo da vida pais e repoisáveis ficaram tão preocupado de cuida de seus filhos, que esqueceram de ensinar eles a se cuidar, a entender os perigos e dificuldades que a vida nos empoe e como achar caminhos e soluções. Além desses cuidados importantes de saúde para se proteger do coronavírus, podemos aproveitar para conversa sobre outros autocuidado em casa. Esse dialogo pode continua ainda sobre saúde, saúde física, cuida do corpo, como os jovens estão com seu corpo? O que eles andam fazendo com seu corpo? Como andam cuidado do seu corpo? A importância da higiene pessoal, bucal, intima, saúde mental? Sobre cuidados sexuais, quais são esses cuidados, como se proteger, gravides, prevenções. Como anda as relações pessoais dentro e fora da família, os conflitos pessoais, coisa básicas como um colega que incomoda na escola, como evitar que isso seja um problema educacional e mental, atrapalhando no desempenho. Como evitar, superar e enfrentar coisa que me encomendam, me atrasam, os medos, os sonhos?

Nossos adolescentes e jovens então vivendo um momento novo, apesar de todos e todas estarem sofrendo os efeitos dessa pandemia, os jovens estão sofrendo um pouco mais, são eles que estão perdendo maior parte do trabalho, são eles que não estão conseguindo trabalho, estão preocupados como será seu futuro, pois o ensino escola já era ruim, imagine pós pandemia, na tentativa dos governos de regulariza o ano letivo? Sem um bom preparo para o mercado de trabalho, sem um preparo para os vestibulares e o ENEM. Estão sofrendo sem o contato pessoal dos amigos, sofrendo sem poder sair para socializar, sem contato aos espaços esportivos e culturais. A obesidade batendo em suas portas, vindo junto a baixa autoestima com todos esses problemas já citados e agora sua aparência física.   São esses adolescentes e jovens que pós pandemia irão receber toda a herança desse momento ruim que vivemos.

Devemos aproveitar esse momento para avança em nosso diálogo com nossos adolescentes e jovens, contribuir com eles no enfrentamento aos efeitos que a pandemia vem causando em suas vidas, pode ajudar a construir, atualizar e rever seus projetos de vida, para que podemos reduzir o máximo possível os feitos colaterais que os atinge, e saímos com jovens mais fortes e com vontade mudanças nesse novo mundo misterioso que nos aguarda pós pandemia.

*Acadêmico de Ciências Sociais

NADANDO NO LEGAL

Afonso Rodrigues de Oliveira*

“Quanto mais corrompida a república, mais leis.” (Rui Barbosa)

Essa figura do cara saindo cambaleando, depois de assistir ao telejornal, me chamou a atenção. Mas não vamos criticar o motivo do desequilíbrio do cara. Porque temos outro assunto muito importante a ser discutido. Estamos nos aproximando das eleições municipais, no País. E, pelo que me parece, ninguém está nem aí para o problema. Porque de certa forma é um problema. Estão nos embriagando com o vendaval de más notícias sobre o problema sério do vírus. Mas o vírus não é problema, o problema está na nossa incapacidade em enfrentar o problema. Porque outros, na mesma proporção, já passaram por aqui. E porque não fomos capazes de nos prepararmos para o futuro estamos nadando.

Mas temos um problema tão devastador quanto o vírus: a política. Que não seria problemática se não fôssemos incompetentes. Então vamos nos preparar para o problema que não encaramos como problema. Porque o problema não está na política, mas em nós, cidadãos que ainda não aprendemos a ser cidadãos. Para sermos cidadãos precisamos nos educar politicamente. Não há quem não fique tonto, ouvindo, e vendo, figuraços da nossa política sendo apresentados, todos os dias, pela televisão, como presos por corrupção, e coisa idênticas.

Você está se preparando para as próximas eleições? Ou acha que por serem municipais elas não são tão importantes assim? Nunca se esqueça de que você é responsável pelo político que está no poder. Mesmo que você não tenha votado nele. Desde que você respeite a maioria dos que o elegeram. Se você não o elegeu é porque ficou no grupo da minoria. Então, comporte-se como um cidadão, respeitando o direito democrático, dos que compuseram a maioria. Seja mais atento, na próxima eleição. E a próxima é a que está chegando. Veja se você está, preparado, ou preparada, como cidadão.

Não perca seu tempo esperneando pelas ruas, nem fazendo protestos contra sua própria incompetência. O tempo que você desperdiça em gritarias, aproveite-o na tranquilidade da quarentena, para estudar a possibilidade de melhorar na escolha de candidatos à política. Porque só seremos cidadãos quando formos realmente educados para a cidadania. E não há cidadania sem democracia. E não há democracia sem educação, e com obrigatoriedade no voto. Não se esqueça de que seu governador, por exemplo, foi eleito por você para trabalhar por você e para você.

E não seremos respeitados enquanto não nos respeitarmos, a nós mesmos. Prepare-se para as próximas eleições. Elas serão o início para quem quiser melhorar na caminhada da cidadania. Pense nisso.

*Articulista

Email: afonso_rr@hotmail.com

95-99121-1460   

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