Por Opinião
Em 07/08/2020

A ATIVIDADE FÍSICA COMO PRIMEIRO FATOR NA MUDANÇA DA QUALIDADE DE VIDA

Eugênio Patrício de oliveira*

Em tempos modernos em que as infindáveis tarefas cotidianas consomem as horas do dia, surge uma pergunta: por que, como e o quanto devo fazer atividade física? Esse é um questionamento muito comum das pessoas e vamos tentar responder na coluna de hoje.

Antes de tudo, gostaria de lembrar do tripé da qualidade de vida, mencionado na semana passada. São três fatores: atividade física, alimentação saudável e sono reparador. Eles quando posto em prática eleva a qualidade de vida, diminui os fatores estressantes, aumenta o conforto de quem vive com dores crônicas e melhora os parâmetros cardiovasculares e metabólicos.

Então vamos responder a primeira pergunta – por que devo praticar atividade física? O exercício físico é o maior fator isolado que gera melhora da qualidade de vida. A prática regular melhora o condicionamento musculoesquelético (aumenta a musculatura e fortifica os ossos), diminui gorduras localizadas e aumenta a secreção de hormônios ligados ao bem estar e a felicidade. Tudo isso, melhora a resposta cardiometabólica do organismo, ou seja, a pressão arterial, a metabolização do açúcar e das gorduras. Além disso, estudos mostram que realizar atividade física aumenta o limiar de dor e diminuir a sensibilização dolorosa. Tal prática é fundamental em pacientes que convivem com dor crônica, como é o caso da fibromialgia e da enxaqueca crônica.

Tendo em vista a necessidade de realizar atividades físicas, a próxima pergunta é – como posso fazer? Nessa questão, precisamos ressaltar a particularidade de cada pessoa. Um indivíduo saudável que não possui contraindicações para se exercitar pode realizar qualquer atividade física. Porém, alguns grupos de pessoas possuem certas restrições. Por exemplo, indivíduo com dores no joelho e obesos é preferível que realize atividades de baixo impacto na articulação, como natação e hipertrofia muscular em academia. De modo geral, pode ser consultado o seu médico e educador físico para seguir as orientações para a prática de alguma atividade.

Outra questão a se pensar é o quanto de atividade é necessário realizar. O mínimo estabelecido é pelo menos 150 minutos semanais em exercícios aeróbicos. E o máximo depende do porte físico de cada pessoa.  Contudo, deve-se começar ao ponto de realizar o mínimo de 45 minutos diários de exercícios moderados. Por exemplo, uma caminhada intercalada com corrida.

Existem várias modalidades de exercícios físicos como academia, esportes, dança, pilates, pedalada, escalada, crossfit e funcional. O importante é se movimentar e entender as limitações do seu corpo para não se machucar. Se você é iniciante, vá com calma. Não aches que a evolução acontece “da noite para o dia”. É necessário persistência e paciência. No início tudo é difícil e fatigante. Porém, com o passar do tempo, o seu organismo vai se adaptando a nova rotina e você já não mais conseguirá viver sem realizar os exercícios físicos.

Diante de tudo isso, meu conselho é que se você faz atividade física, continue. Porém, caso ainda não faças exercícios regulares, comece hoje mesmo. Escolha uma modalidade que mais se adeque a seu porte físico e as suas peculiaridades e se movimente. A vida é um movimento contínuo, então não fique parado.

*Médico - Cuidando de pessoas com dores crônicas.

PANDEMIA E O AUTOCUIDADO

Ronildo Rodrigues dos Santos*

A tristeza é uma das piores doenças do ser humano. Ela corrói o coração, opaca a alma e consome nossas energias...Não queremos jovens que se cansam rápido e que vivem cansados, com cara de tédio. Queremos jovens fortes. Queremos jovens com esperança e fortaleza. (Papa Francisco)

Vivemos um momento onde o autocuidado se tornou a palavra-chave, nesse período de pandemia, frases como “se proteger”, “cuida de si”, “se proteger é proteger o outro” se tornaram mensagens repetidas quase que diariamente.

Cuidados como lava sempre as mãos, usar álcool gel 70%, usar luvas, usar sempre mascaras, manter um distanciamento de no mínimo 2 metros de distância de outra pessoa, evitar aglomerações, são outras recomendações de autocuidados que fazem parte da nossa realidade atual. Esse autocuidado também se tornou missão dos pais e responsáveis de ensinar as crianças, adolescentes e jovens, sobre a importância de se proteger.

Esse período de pandemia que vivemos, nossa casa virou nosso ponto central, local a qual passamos agora maior parte do nosso tempo, a família passou a estar mais presente do nosso dia-dia. Mas será que as relações melhoraram? Quais outros autocuidados deveríamos ter nesse período oportuno, que estamos tendo, de maior convivência familiar? Será que não é uma oportunidade de avançamos em outros temas voltados ao autocuidado, em especial nossos adolescentes e jovens?

Ao logo da vida pais e repoisáveis ficaram tão preocupado de cuida de seus filhos, que esqueceram de ensinar eles a se cuidar, a entender os perigos e dificuldades que a vida nos empoem e como achar caminhos e soluções. Além desses cuidados importantes de saúde para se proteger do coronavírus, podemos aproveitar para conversa sobre outros autocuidado em casa. Esse dialogo pode continua ainda sobre saúde, saúde física, cuida do corpo, como os jovens estão com seu corpo? O que eles andam fazendo com seu corpo? Como andam cuidado do seu corpo? A importância da higiene pessoal, bucal, intima, saúde mental? Sobre cuidados sexuais, quais são esses cuidados, como se proteger, gravides, prevenções. Como anda as relações pessoais dentro e fora da família, os conflitos pessoais, coisa básicas como um colega que incomoda na escola, como evitar que isso seja um problema educacional e mental, atrapalhando no desempenho. Como evitar, superar e enfrentar coisa que me encomendam, me atrasam, os medos, os sonhos?

Nossos adolescentes e jovens então vivendo um momento novo, apesar de todos e todas estarem sofrendo os efeitos dessa pandemia, os jovens estão sofrendo um pouco mais, são eles que estão perdendo maior parte do trabalho, são eles que não estão conseguindo trabalho, estão preocupados como será seu futuro, pois o ensino escola já era ruim, imagine pós pandemia, na tentativa dos governos de regulariza o ano letivo? Sem um bom preparo para o mercado de trabalho, sem um preparo para os vestibulares e o ENEM. Estão sofrendo sem o contato pessoal dos amigos, sofrendo sem poder sair para socializar, sem contato aos espaços esportivos e culturais. A obesidade batendo em suas portas, vindo junto a baixa autoestima com todos esses problemas já citados e agora sua aparência física.   São esses adolescentes e jovens que pós pandemia irão receber toda a herança desse momento ruim que vivemos.

Devemos aproveitar esse momento para avança em nosso diálogo com nossos adolescentes e jovens, contribuir com eles no enfrentamento aos efeitos que a pandemia vem causando em suas vidas, pode ajudar a construir, atualizar e rever seus projetos de vida, para que podemos reduzir o máximo possível os feitos colaterais que os atinge, e saímos com jovens mais fortes e com vontade mudanças nesse novo mundo misterioso que nos aguarda pós pandemia.

*Acadêmico de Ciências Sociais

UM SUCESSO A REGRESSO

Afonso Rodrigues de Oliveira*

“De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos.” (Confúcio)

Então é melhor você ficar na sua, enquanto tenta ajudar, se o outro não lhe der atenção. Mas o que você não deve é parar e ficar na dele. Continue na sua tarefa, rumo ao desenvolvimento. Estamos todos na mesma estrada da vida. O que devemos é aprender a escolher as veredas a seguir. Porque cada um vai na sua, dependendo de sua escolha. E de nada adianta você tentar ajudar quando a pessoa não entende a força que tem na sua própria mente.

Continuamos voando em voos longos, em nuvens escuras sem nem mesmo saber em que rumo. Porque quem não se conhece não tem rumo. E, pelo que me parece, é o que o ser humano está fazendo, pensando que está evoluindo. Ainda vivemos o século vinte e um, como se o mundo e a história tivessem começado com o nascimento de Cristo. Admiramos, mas não damos atenção real aos acontecimentos de milhões de anos antes de Cristo.

Ainda estamos dando mais valor, e importância, à cor da nossa pele do que à própria pele. As leis continuam sendo fabricadas em vez de criadas. Elas continuam vindo de acordo com a conveniência, ou inconveniência, de quem a fabrica. Esculpem-me, mas é isso aí que vejo. Nada mais, nada menos. As aparentes defesas estão sendo atiradas, em vez de mantidas. As leis, em defesa, estão tirando a liberdade, e o dever, da civilidade. Se você prestar mais atenção, verá que a violência cresce provocada pela aparente defesa. E esta é confundida com a proteção dada pelas leis. Quando aprendemos, profissionalmente, sobre as relações humanas, aprendemos que nunca devemos deixar de elogiar algo em alguém, mesmo sem nos conhecemos. E o importante é que aprendamos a elogiar com cordialidade. Aprendi e sempre fiz isso desde minha adolescência. Mas, atualmente perdi esse direito, pelo risco de ser malentendido e punido pelas leis.

Ontem à tarde estive numa farmácia. Ao balcão, ao lado, estava uma senhora parecidíssima com minha amiga, dona da padaria que frequento. Elas devem ser gêmeas, não sei. Quando a vi, de perfil, confundi-a e fiquei olhando para ela. De repente ela virou-se, e li em seus olhos: “Qual o problema, oh... palhaço?” timidamente abri um leve e desajeitado sorriso, e meneei a cabeça, em desculpa. A mulher virou-se e continuou de cara amarrada como tivesse sido ofendida.

Estamos perdendo nossos valores, com os valores dados sem valor, protegidos por leis sem valor. Nunca fui, não sou, e nunca serei contrário às leis. Respeito-as na cidadania. Mas vamos ser mais criteriosos ao criá-las.  Vamos evoluir para crescer. Pense nisso.

*Articulista

Emial: afonso_rr@hotmail.com

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