OPINIÃO - Folha de Boa Vista
Por Opinião
Em 13/07/2021

Um imposto mundial
*Igor Macedo de Lucena

Nessa última semana, tivemos uma importante reunião promovida por ministros das finanças de várias das principais nações do planeta, e, na pauta, o ‘prato principal’ foi o fim das disputas sobre o imposto das empresas, algo que há muito tempo se tornou um grande problema mundial, já que várias nações realizavam uma espécie de competição para ver quem oferecia as menores alíquotas de impostos sobre as empresas, algo que começou a se tornar nocivo para os governos e um excelente negócio para as empresas multinacionais.

Membros de 130 países concordaram em reformar o sistema tributário global para garantir que as grandes empresas paguem um valor considerado justo como impostos, independentemente de onde elas estejam sediadas. A OCDE informou que os membros do grupo e de vários países não membros apoiaram uma proposta de alíquota mínima de imposto corporativo de pelo menos 15%.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que liderou as negociações, afirmou, por seus representantes, que se esse plano funcionar, a ideia deverá gerar US$ 150 bilhões em receitas fiscais por ano para as 130 nações. O maior problema é que a Irlanda e a Hungria - países com baixos impostos corporativos - não aderiram ao acordo sobre o imposto mínimo global.

Espera-se agora que os governos participantes tentem aprovar leis relevantes para proporcionar o mínimo de comprometimento dentro de suas legislações nacionais, embora não se saiba ainda como isso vai ser verificado e colocado em prática por cada nação. Os países também assinaram novas regras sobre o lugar em que as maiores empresas multinacionais serão tributadas. Eles esperam que sejam incorporados os chamados “direitos tributários” sobre mais de US$ 100 bilhões de lucros de empresas como Apple, Amazon, Microsoft e outras, e que devem ter tais valores transferidos para países onde os lucros são gerados, em vez de onde uma empresa tenha sua sede mundial.

Ainda nesse contexto, vale ressaltar que nações do G7 e do G20 lideraram esforços para esses trabalhos, incluindo os Estados Unidos, A Inglaterra e a Alemanha. Apesar de nossos impostos já serem bem acima dos 15% propostos pela OCDE, o Brasil foi considerado um importante membro que também adotou tal regra. Contudo, vale lembrar que se tivéssemos como negociantes os membros da Alt-right brasileira, talvez eles estivessem gritando no twitter que esse projeto é um movimento globalista feito pelos comunistas para “roubar” a soberania tributária do Brasil. Isso certamente seria assunto para um outro artigo! 

*Igor Macedo de Lucena é economista e empresário, Doutorando em Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, membro da Chatham House – The Royal Institute of International Affairs e da Associação Portuguesa de Ciência Política


ALERGIA
Marlene de Andrade

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.” (Filipenses 4:6) 

A alergia é uma resposta do sistema de defesa, ou seja, sistema imunológico, à determinada substância estranha conhecida como antígeno também denominada de alérgeno. Ela pode ser desencadeada por agentes como: moléculas de micro-organismos, pólen, ácaros, pelo de animais, mofo, bonecos de pelúcia; almofadas, roupas de cama, exposição à fragrâncias, produtos de limpeza, certos tecidos sintéticos, umidade, frio, calor, sudorese, estresse emocional e a certos alimentos, os quais também podem desencadear dermatite atópica, que é uma inflamação da pele acompanhada de coceira vermelhidão e descamação. 
Na maioria das vezes, o sistema imunológico garante proteção ao nosso corpo, evitando que substâncias estranhas nos prejudiquem. Os alérgenos, ou seja, os antígenos, induzem à produção de anticorpos denominados de imunoglobulina E (IgE) podendo, assim, induzir a uma reação alérgica, ou seja, uma resposta do sistema imunológico contra substâncias diversas que entram em contato com o organismo, seja pela via respiratória, cutânea ou até mesmo por ingestão.  Essa hipersensibilidade pode atingir pessoas de qualquer faixa etária e tem, muitas vezes, base genética. 
Para identificar a alergia, o médico baseia-se, principalmente, na história e nos sintomas do paciente. Os exames laboratoriais e testes complementares também são necessários e o médico assistente do paciente decidirá que conduta deverá tomar.   
Existem ainda as alergias que podem desencadear quadros clínicos mais graves como o choque anafilático e levar o paciente ao óbito e, por isso, pessoas alérgicas devem ser monitoradas por médicos alergistas, pois eles aprendem a avaliar o quadro clínico do paciente e entender os mecanismos das doenças alérgicas e, somente eles, devem fazer o tratamento desses casos. No entanto, há que ficar explícito que o quadro de alergia agudo pode e deve ser tratado por qualquer médico, principalmente os que estiverem de plantão no Pronto Socorro em atendimento de urgência, caso contrário, o paciente poderá vir a óbito. 
 
Marlene de Andrade 
Médica Especialista em Medicina do Trabalho – ANAMT/AMB/CFM 
Pós-Graduada em Pericias Médicas – Fundação UNIMED 
Medicina do Trabalho Concursada pelo Estado/RR  
Técnica de Segurança no Trabalho – SENAI/IEL 
CRM-RR 339 RQE-341 

Colhendo a educação
Afonso Rodrigues de Oliveira

“Se um homem olha à sua volta, de uma forma inteligente, descobrirá que sua posição no trabalho cotidiano é, literalmente, uma sala de aula, onde ele pode adquirir a maior de todas as formas de educação: essa que vem da observação e da experiência”. (Napoleon Hill)

A educação está nos fazendo falta. Ainda não nos tocamos que o tempo muda, o modo de viver muda, e que por isso precisamos mudar nossa maneira de ver a educação. As diferenças que não conseguem nos desigualar, continuam. Nós é que devemos aprender a respeitá-las. A educação de que realmente, precisamos está à nossa volta. É o que venho chamando de “Universidade do Asfalto”. Vamos ser mais ativos e deixar o negativismo de lado. Vamos observar mais o mundo em que vivemos, nas coisas e acontecimentos à nossa volta.
Como é o seu comportamento no trabalho, em relação ao seu superior hierárquico? Você se recusa a obedecê-lo por não querer parecer inferior? Caia fora dessa. Seja um auxiliar obediente, sem ser um serviçal. É nas orientações que você vai aprender. E quando aprendemos nos educamos. Nunca torça o nariz para coisas ou gestos que lhe pareçam desagradáveis. Aprenda com eles. É na caminhada que aprendemos a caminhar. Lembre-se sempre, que somos todos iguais nas diferenças. E é por isso que devemos respeitar as diferenças. São elas que vão nos dizer o que realmente somos.
Esteja sempre atento aos acontecimentos, mas para aprender com eles. Estamos vivendo uma época distinta.  E ela exige nossa atenção para conosco mesmo. A educação não termina quando recebemos o diploma na escola. É aí que a tarefa vai ser mais acirrada. Nas escolas adquirimos o conhecimento para aprendermos a nos educar para o mundo. E este está sempre em evolução. Fique atento ou atenta. Abra sua mente para o futuro. E este é amanhã. Hoje é presente, amanhã é futuro que se tornará presente. Ontem é passado. Esqueça dele tudo que não lhe trouxe alegria, felicidade e, consequentemente, educação. Porque no momento em que você esquecer o mau de ontem é porque você se educou com ele. O bom e o mau sempre nos ensinam. E por isso devemos estar sempre nos educando para saber escolher entre o bom e o ruim.
Mantenha-se sempre calmo ou calma. Não podemos refletir, enquanto estivermos com a mente em desequilíbrio. Nossa mente é a força maior que temos para sermos o que queremos ser. E a educação é o caminho para chegarmos ao destino escolhido. E cada um de nós é responsável pelo seu destino. E tudo é muito fácil. Tão fácil quanto simples. Sorria e reflita sobre os poderes que você tem, e ainda não sabia que tinha. Pense nisso.

afonso_rr@hotmail.com
99121-1460

Opinião
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SANTOS disse: Em 13/07/2021 às 11:10:32

"IMPOSTO MUNDIAL. - Toda medida tem dois lados (direitos e deveres). - No caso tributário também não é diferente. Se a propositura do imposto único vai diminuir a margem de lucratividade das multinacionais, em algum ponto haverá uma compensação. - Assim, o fato de Irlanda e Hungria não aderirem à proposta não representa grande coisa (não adota ao imposto único, mas as empresas não usufruirão de qualquer benefício que possa advir da medida). - Simples assim."

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