Por Opinião
Em 11/05/2019

Por que as pessoas quebram promessas? - Flavio Melo Ribeiro

Você conhece alguém que promete, mas não cumpre? Diz que vai fazer, mas não faz? Às vezes a promessa é para si próprio, e mesmo assim não leva adiante, como por exemplo: segunda-feira inicio a dieta; ou algo mais sério, vou parar de beber! O que faz a pessoa não levar adiante o que ela mesma quer realizar? Por que é tão difícil? Em geral é porque faz de um modo errado. Então vamos ver como fazer de um modo efetivo.

Existem três elementos por trás da promessa. O motivo, que é algo objetivo, que está no mundo e me faz agir para alcançar o que desejo; por exemplo, vou parar de beber porque alcoolizado tenho causado problemas em família. Outro elemento é o móbil, que é subjetivo, um sonho, algo que mexe com as emoções; por exemplo, a pessoa vê um celular numa vitrine e se encanta com o aparelho, entra na loja e o compra; às vezes não existia nenhum motivo, comprou apenas porque achou lindo e é o modelo que mais adorou. E também existe o fim, que é o elemento que une tanto o motivo como o móbil, lançando-os no futuro. 

Quando prometo, desejo alterar algo no futuro que está vinculado a uma objetividade ou subjetividade. E o faço com total honestidade, realmente desejo mudar. Porém, no outro dia, a possibilidade de fazer o prometido, ou agir de outra maneira, tem o mesmo valor, é necessário escolher. Para manter a promessa é necessário recorrer ao passado, relembrar que prometi para que ela ganhe força novamente. Porém essa estrutura é frágil, pois facilmente é desmontada. Diante do balcão de bar o alcoólatra vai precisar escolher beber ou seguir a promessa de não mais beber. E ao pensar, vou beber apenas hoje para comemorar a vitória de uma conquista, ele afasta rapidamente a promessa e se vê livre para beber, principalmente se ele completar o pensamento dizendo que ele inicia a abstenção da bebida “amanhã”. 

Quer ser firme na mudança? Então idealize o contexto futuro. Se veja em detalhes num cenário em que você apareça mudado. No caso do exemplo da bebida, se ver sóbrio nas diversas situações da vida. Veja como serão suas relações familiares, como elas estarão diferentes. É a posse desse futuro mudado que permite à pessoa ter uma razão para mudar e se manter firme no processo de mudança. 

*Psicólogo - CRP12/00449
E-mail: flavioviver@gmail.com, Contatos: (48) 9921-8811 (48) 3223-4386



Mamãe, você é luz! - Brasilmar do Nascimento Araújo

Imprimo aqui, mamãe, singelas recordações da felicidade de ter compartilhado da sua companhia ao longo da minha vida, em distintos períodos. Você iluminou meus passos desde a minha mais tenra idade e na formação do meu caráter. Mesmo quando não estava ao seu lado, você, mamãe, me balizava caminhos pelos seus ensinamentos de retidão de valores. Você, mamãe, inspirava um ser maravilhoso, inclusive no seu olhar que era determinante como tal. Você, mamãe, foi e será uma referência para sempre na minha vida.

Certo dia na fazenda Boa Esperança, no interior de Roraima, estado das nossas origens, meu inesquecível irmão Zeca entra em casa e você, mamãe, pergunta a ele: onde está o Brasil?! E o Zeca na sua total ingenuidade que caracteriza uma criança responde: estava esperando ele terminar de comer barro! Inesquecível! Ainda na fazenda em uma bela manhã ensolarada, o pessoal se organizava rumo a uma pescaria. E claro mesmo ainda muito pequeno queria ir também. Mas fui barrado! Não me dei por vencido e fiquei por horas na frente da fazenda sem entrar em casa muito aborrecido. Resultado: quando passou a birra entrei em casa bem devagar, mas você, mamãe, já tinha um corretivo pronto para mim! E acho que foi o único (rs). Lembro-me como se fosse hoje!

Mais tarde resolvi ir morar em Manaus. Lembro-me perfeitamente como foi difícil aquela decisão, mas tem horas que precisamos ir. Os caminhos estão aí para serem trilhados. Saberia que a saudade ia ser implacável, pela minha família e amigos, mas sobretudo por você, mamãe. E foi! Em um dia de domingo junto a amigos seguíamos para o balneário da Praia da Ponta Negra, quando me lembrei de você com muita saudade. As lágrimas me escapavam de forma incontrolável durante todo o trajeto. Foi um dia inesquecível. Foi muito forte. Porque, ali, mamãe, você estava comigo, inclusive como sempre esteve. 

Em Brasília, novamente tive a alegria da sua companhia, mamãe. Inúmeros foram os momentos maravilhosos que passamos juntos na chácara nos arredores da capital. O seu aniversário de 80 anos foi um deles. Os preparativos para comemorar o seu aniversário que ocorreria naquele 26 de novembro de 1997 foi bem intenso. O dia anterior foi marcado por muita chuva durante o dia inteiro. E ainda precisávamos concretar a área ao lado da casa onde a família e amigos iria se reunir. Por volta das 18h a chuva finalmente deu uma trégua. E começamos a concretar a área finalizando tudo por volta da meia-noite. E claro, como fazia bastante frio, a turma foi movida a aguardente (rs). No dia seguinte toda a nossa família celebrou o seu aniversário com uma foto sua estampada em nossas camisetas, mamãe!

Depois decidi ir morar no Rio de Janeiro. Mantinha constante contato com você, mamãe, por telefone. E nos quase oito anos que morei no Rio, sempre aproveitava um feriado prolongado ou nas férias e vinha te abraçar. E em uma dessas vindas a Brasília teve um momento muito especial. Um dia antes de embarcar de volta ao Rio. Colhi um belo buquê de flores diretamente do Cerrado para você, mamãe. Dias depois já no Rio tive uma grata surpresa em uma ligação. Quem atendeu foi a secretária da casa, dizendo-me que você, mamãe, regou essas flores incessantemente por dias seguidos, com cuidado incomum. Simbolizando, assim, um ato de amor e grandeza que somente as mães são capazes de ter por seus filhos. Em julho de 1992, voltei em definitivo para Brasília. E aquelas flores do Cerrado, provavelmente me ajudaram a tomar aquela decisão tão acertada de voltar para debaixo da sua saia, mamãe, apesar de já ser bem crescido (rs). A saudade era muito grande! E você, mamãe, tenho certeza que brilha em horizontes distintos entre o Céu e a Terra, desde 2010! Mamãe, você, é luz!
Não existe amor mais profundo do que o de mãe. Um filho é para uma mãe a extensão de seu próprio ser!

*Articulista e Poeta
 brasilmar.serradalua@gmail.com


Mãe é aquela que ama - Vera Sábio

São tantos rótulos colocados no ser que gera, que adota, que cuida, que se doa, que ajuda a crescer. Porém acho que resumir tudo isto em amor é a forma mais correta de denominar “mãe”.

Não importa se o filho foi gerado na barriga ou no coração; não importa de que sexo, de que cor ou de que religião a mãe é. Só importa que todos temos e precisamos da mãe para estarmos vivos.

Mãe é a pura demonstração de amor. É a maior manifestação de Deus a humanidade. Pois tudo se acalma, tudo se alivia tudo se tranquiliza com o olhar, o sorriso e as mãos maternas.

Como é bom ser aconchegado pela mãe; como seu colo é suave e forte; como seus braços são seguros e protetores.

Assim a cada dia devemos ser gratos por Deus ter nos presenteado com a mãe que temos.

É ela, tem que ser ela, sempre foi e será ela; a nossa maior referência, nosso maior amor e nossa maior gratidão.

Que as mãe sejam semelhantes à Mãe de Jesus e façam dos seus filhos, seguidores do mestre e construtores da paz.

*Escritora, palestrante, servidora pública, esposa e mãe, sempre mãe com grande visão interna.
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Cel 95 991687731
Blog: enxergandocomosdedos.blogspot.com.br


Atrás da borboleta - Afonso Rodrigues de Oliveira

“O segredo não é correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você.” (Mário Quintana)

Já reparou o quanto perdemos por não prestarmos atenção às coisas simples à nossa volta? Como não prestamos atenção ao voo do urubu, só porque o temos como um animal carniceiro? E assim vamos prestando mais atenção às coisas más, do que às boas. Ontem acordei um pouco tarde. Levantei-me, fui até ao banheiro, fui à cozinha e iniciei o costumeiro: fazer o café. Mas, quando abri a janela da cozinha adorei o que vi. Ali na rua paralela à Avenida São Paulo, há um poste cuja lâmpada nunca se apaga. Ela fica acesa o tempo todo. E sobre a lâmpada estava um urubu bem grande, em pé e numa postura elegante. Era como se estivesse contemplando o mar. Fiquei um tempão contemplando-o. 

Não sei quantos minutos fiquei apreciando o espetáculo. Porque era realmente um espetáculo. O Sol já estava numa boa altura e iluminava as asas escuras do pássaro ignorado. Era como se ele estivesse me vendo e me observando. Aí resolveu agachar-se e permaneceu como se repousasse. Resolvi ir acordar a dona Salete para ela assistir ao espetáculo inédito. Acordei-a e disse para ela ir até a janela, para ver algo inusitado. E enquanto ela se levantava eu voltei à janela. Mas acho que o cara me viu e irritou-se com meu procedimento. Aí ele levantou-se, abriu as asas e partiu num voo rasante e plano. Fiquei sem graça quando a Salete chegou. Ela olhou para a rua e, como não viu nada, perguntou chateada:

- Que foi? 
- Puxa vida, filha... Lamento muito, mas acordei você, pra você ver um urubu pousado sobre aquela lâmpada.
- Como é que é? Você me acordou e me tirou do meu sono numa manhã gostosa, para eu ver um urubu? Eu não acredito. Acho que só você mesmo seria capaz de um absurdo desse. Você está me chamando de carniceira? Tá? 

Fiquei sem saber se ria ou se pedia desculpas. Mas ela riu e perguntou se eu já tinha feito o café. E com medo da reação, se eu lhe dissesse que não, disse que sim. E enquanto ela foi se aprontar para o dia, eu fiz o café. 

Rimos muito durante o café. E o que me conformou foi o fato de ela, a dona Salete, estar muito encantada com o ambiente da Ilha. Tudo por aqui é divertido e agradável. Até mesmo um urubu pousado sobre uma lâmpada que não se apaga. Mas deixemos a brincadeira de lado e vamos refletir sobre os nossos hábitos, no olhar as coisas. E isso porque elas nem sempre são como as vemos, mas como as interpretamos. Fica difícil acreditar que podemos nos sentir felizes observando um urubu. Mas não depende do urubu, mas de quem, e como o vê. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460

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