Por Opinião
Em 17/04/2019

A tensão das avaliações e sua real eficácia - Ana Regina Caminha Braga

Dia de prova, e agora? Bastam as avaliações escolares começarem para que as crianças entrem em pânico, fiquem ansiosas e até desesperadas. As avaliações geram nos pequenos um misto de sentimentos, como o medo, a frustração e a preocupação. Esse é um processo delicado em que nós, professores, precisamos estar atentos e preparados, afinal, dia de prova é esperado com estresse e nervosismo por grande parte das crianças que estão sendo avaliadas. 

As crianças veem as provas como um julgamento do que é certo ou errado e levam isso a sério. E o ato que rotula é evasivo aos colegas, que por instantes constroem suas relações com base naquela visão. Toda essa ansiedade e tensão pré-avaliação podem acabar levando a criança a níveis de estresse fora dos padrões para a idade. Tal tensão pode desencadear sintomas demasiados como enjoo, diarreia, pressão baixa, taquicardia, sensação de desmaio, choro e sentimento de incapacidade. 

Se pararmos pra pensar, não são raros os momentos que vemos crianças de oito anos, por exemplo, que no dia da prova já acordam estressadas, mal-humoradas, falando para os pais que estão nervosas, que não conseguem comer, isso mesmo tendo estudado a matéria. Não é raro e deve, sim, chamar nossa atenção para a questão: será que os métodos avaliativos atuais são realmente eficazes? Vou dar outro exemplo: Gabriel é um menino inteligente, que precisava de determinada nota em matemática, porém, seu professor era rígido e tratava a avaliação de forma muito dura.

Qual o resultado? Mesmo tendo estudado, Gabriel ficou nervoso e teve uma crise de choro do começo ao fim da avaliação, atrapalhando seus resultados.

Por esses e outros motivos, devemos parar e refletir sobre os métodos avaliativos usados em nossa educação, em como eles refletem nos alunos e em como nós podemos melhorá-lo, para uma real avaliação, sem toda essa tensão. O fato é: não existe um culpado para a situação aqui discutida, mas sim, um conjunto de fatores que precisam e devem ser avaliados, para se possível, serem melhorados, para que alunos e s professores não sofram nesse processo. Afinal, o professor é a porta de entrada e de abertura ao novo, pois é ele que acompanha o aluno do primeiro ao último dia de aula. Se essa mediação não acontece de maneira tranquila, alguns problemas, como os já citados, podem ser revelados e precisam ser encaminhados para soluções adequadas, evitando assim maiores prejuízos.

*Escritora, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar.


A amante e a fraude sexual - Dolane Patrícia

Um dos maiores erros que uma mulher pode cometer na vida é se envolver com um homem casado. Na maioria das vezes, elas se relacionam com um homem casado conscientes de que ele tem uma família, filhos, ou às vezes até sabe que a esposa até está grávida.

Mas, em nome de seus desejos egoístas, não tem a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa. Seus sentimentos às vezes são tão mesquinhos que pouco importa se está destruindo um lar e os sonhos dos filhos, sonho de ter pai e mãe juntos sempre ao seu lado, principalmente quando se é criança ou adolescente...

Algumas mulheres fazem de tudo para destruir a família do seu “amante” simplesmente porque precisam satisfazer os seus desejos sexuais, ainda que para isso dependam os destroços de uma família inteira! E isso não tem idade não, às vezes a amante já é mãe e às vezes já é até avó! Mesmo assim, não se preocupa com os sentimentos destruídos de quem fica! Às vezes é fria ao ponto de até mandar presente para a filha do amante com a esposa. 

Não raramente se opta por ser “a amante” por várias razões, mas a maioria das vezes por falta de caráter mesmo, às vezes são cultas, outras mal sabem ler, mas tem aquelas que são até mãe de autoridade e mesmo assim não têm valores, nem princípios básicos de uma família, porque nunca soube o que é uma família de verdade, mesmo depois de mudar de status social, porque dinheiro não muda caráter.

Mas algumas mulheres se envolvem com homem casado porque são enganadas, porque muitas vezes o homem mente, dizendo ser solteiro. A pessoa passa, então, a se relacionar com o outro sem saber que na verdade está sendo enganada e isso, apesar de muitos não saberem, é um crime contra a liberdade sexual. Comete esse crime, por exemplo, o homem que engana a amante dizendo ser solteiro ou ser dono de um grande patrimônio.

A fraude faz com que a “vítima” tenha um conhecimento equivocado da realidade, pois induz a pessoa a erro. O consentimento na verdade foi viciado, pois que se tivesse conhecimento da realidade não se renderia aos seus apelos. É o que a lei chama de “fraude sexual”. A fraude é o engodo, o ardil que torna a vontade da vítima viciada uma vez que é enganada. Ademais, o crime se configura tanto numa relação heterossexual como na homossexual.

A fraude sexual se enquadra no artigo 215 do código penal, e apesar de pouco divulgado na imprensa é um crime bastante comum. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima é crime! A pena pode chegar a seis anos de prisão.

Para que seja considerado crime, ou seja, para que o agente tenha conjunção carnal ou pratique outro ato libidinoso com alguém, deverá se valer da fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a efetiva manifestação de vontade da vítima.

A fraude, portanto, é uma das formas utilizadas pelo infrator para que tenha sucesso na prática da relação sexual ou do ato libidinoso. É também chamado de estelionato sexual.

Importa trazer a baila, o conceito de fraude por Hungria: “fraude é a maliciosa provocação ou aproveitamento do erro ou engano de outrem, para consecução de um fim ilícito.”

Talvez a definição acima seja a mais clara de todas para que se obtenha maior compreensão de um delito tão pouco divulgado. Ou seja, para a configuração do delito de violação sexual, mediante fraude, é indispensável que o meio fraudulento empregado seja capaz de levar a vítima a erro insuperável. 

De acordo com o site jus.com.br/artigos/60328, a conduta envolve a prática de conjunção carnal ou a prática de qualquer ato libidinoso em que o meio apresentado pelo sujeito ativo é a fraude para enganar a vítima. É crime material, de resultado naturalístico, onde é possível a tentativa.

Assim, o delito está consumado com a conjunção carnal ainda que incompleta, ou com a prática de outro ato libidinoso.

O site ainda traz a informação de que: “a ação penal é condicionada à representação da vítima nos termos do artigo 225, caput. Todavia, se a vítima tiver menos de 18 anos, a ação será pública incondicionada, ou seja, independendo da vontade da vítima, a persecução penal deverá iniciar-se (art. 225, parágrafo único, CP).”

O site www.resilienciamag.com, traz uma definição na prática de alguém que vivenciou não a fraude sexual, mas o desejo intencional de ser uma amante e a diferença fica bem notória: 

“(...) não existe essa de que só o cara tem culpa por ele ser casado. Não, a mulher que se envolve com um cara assim tem culpa também. É falta de caráter, de amor ao próximo e de humanidade.

Já estive dos dois lados da moeda e é horrível os dois mundinhos. Mas só pude comprovar isso passando pelas duas situações. A vida me fez enxergar de uma maneira prática e objetiva que o que você faz aos outros, um dia voltará para você. Quer queira ou não!

Mas quando a gente é a amante, se sentindo a rainha, sentadinha na cadeirinha de “filha, senta e chora porque ele me quer”, confesso, não pensamos muito na outra mulher, no que ela passa ou sofre enganada por um cafajeste e uma vadia louca.

Quando eu tinha 19 anos, me envolvi com um homem casado. Ele tinha 38 anos e era meu chefe. Vivia dizendo que o casamento era um inferno. O que aliás, anos mais tarde, descobri que todo homem que trai joga esse papo...”

Muitas acreditam que o marido vai pôr fim ao casamento e construir uma nova família, mas nem sempre se separa e quando separa muitas vezes a amante continua com seu status de “solteira”.

Jamais se envolva com um homem casado! Já dizia um autor desconhecido: “Uma família é um refúgio que prevalece de pé mesmo quando as maiores tempestades passam pelas nossas vidas.” E como diz Madre Tereza de Calcutá: “Você que pensa no que poderia fazer para promover a paz mundial? Vá para casa e ame sua família!” (sic)

*Advogada, Juíza Arbitral, Mestre em Desenvolvimento Regional da Amazônia, Pós-Graduada em Direito Processual Civil e Direito de Família, Personalidade da Amazônia e Brasileira Acesse: dolanepatricia.com.br.Whats 99111-3740


O natural na moral - Afonso Rodrigues de Oliveira

“A familiaridade do homem superior é irritante porque não podemos retribuí-la.” (Nietzsche)

Quando caminhamos juntos, não temos problemas. E não ter problemas é estar conectado. Só quando nos entendemos somos capazes de entender. É muito fácil alguém se melindrar com a superioridade de alguém. E o melhor caminho é cair fora, até que se aprenda a conviver. Simples pra dedéu. Por que se aborrecer? Já sabemos que somos todos iguais nas diferenças. Então, vamos respeitar as diferenças, sejam elas quais forem. Não devemos desrespeitar ou menosprezar alguém porque ele é diferente de nós. O importante é não se familiarizar, se as diferenças não puderem ser igualadas na melhora. Então, vamos colaborar para que o inferior se iguale ao superior.

A vida é um pandeiro sem fundo. Cabe a cada um de nós, aprender a batucar. E é muito mais simples do que imaginamos. É só nos sentirmos superiores, mas sem arrogância nem empáfia. Apenas devemos fazer nossos deveres de casa, para que possamos abrigar, mas sem familiaridade. Nada de filosofia nem coisas assim. O importante é que nos conheçamos para que possamos dizer e mostrar o que realmente somos. E não é nada de mais repetir que somos todos da mesma origem. Nosso desenvolvimento depende do nosso grau de evolução. Então, vamos evoluir. E cada um é responsável pelo seu desenvolvimento. Até o sapo da Alice sabia disso.

Você já observou como você se sente bem quando presta atenção às coisas mais simples à sua volta? Faça isso. Quando acordar pela manhã, em vez de ficar carrancudo porque tem que ir trabalhar e encarar problemas do dia a dia, olhe com atenção para aquela florzinha silvestre. Ela está ali, bem sossegadinha, esperando por você. E você nem lhe dá atenção. Comece seu treinamento não considerando esse papo como uma tolice. Tolice é não prestarmos atenção às coisas boas que a Natureza nos oferece, por nos considerarmos superiores a ela. É claro que você é superior. Só que não sabe disso. E vive a vida toda iludido, pensando que é o dono do mundo. 

Busque o que você quer, dentro de você mesmo, ou mesma. Tudo que você quer está em você mesmo. Seus pensamentos são sua força máxima. O importante é que você saiba dirigi-los. Eles tanto podem ir para o bem quanto para o mal. Vai depender única e exclusivamente de você.

“Ninguém, além de você mesmo, tem o poder de fazer você se sentir feliz ou infeliz, se você não estiver a fim.” Acalme-se e vá em frente. As veredas da vida estão aí para serem caminhadas. Escolha a sua e siga-a. Mas acredite em você, no seu poder de vencer, e vença. O universo está à sua disposição. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460   

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