Opinião - Folha de Boa Vista
Por Opinião
Em 22/07/2021

Escola, ensina o aluno a viver!

*Maria Zélia Dias Miceli

Não tem como falarmos sobre a importância do vínculo escola X aluno, sem falarmos sobre afetividade, a qual está muito presente na vida da criança, independente de sua origem, gênero ou classe social, e tem seu significado atribuído apenas a ações como carinho, amor e amizade, porém, a afeição vai além desses conceitos. É fundamental que haja no ambiente de estudo, a presença de sentimentos afetivos entre professores e alunos.

O educador deve estar preparado a assumir uma postura amigável e receptiva para com seus alunos, caso contrário, eles não se sentirão estimulados e com interesse em aprender, o que resultará em prejudicar não só a eles próprios, mas também aos demais colegas, no momento que estes passam a comportar-se com indisciplina, dificultando o bom andamento das atividades e aulas.

O professor não é somente um mediador do conhecimento, é visto, também, como um modelo pelos seus alunos, por isso é imprescindível que transmita uma imagem verdadeira e comprometida com o aprendizado dos alunos. Ele não ensina apenas assuntos referentes ao currículo, suas ações transmitem valores e condutas, as quais ultrapassam o conteúdo das disciplinas. Partindo-se desse pressuposto, surge a necessidade do professor rever suas atitudes, no intuito de refletir se sua ação pedagógica é afetiva e se está contribuindo positivamente ou não, para a evolução da aprendizagem.

Sabe-se que o processo de aprendizagem deve ocorrer em um ambiente estimulante, em que o aluno se motive a aprender, ou seja, deve se sentir bem no ambiente escolar. Num universo com essa característica o professor poderá trabalhar de forma que o aluno não se sinta oprimido, o que é muito bom, pois a opressão é um dos fatores que interferem negativamente no aprendizado, impondo obrigações ao educando e coibindo o prazer e a motivação de aprender.

O sujeito central do processo educacional é o aluno, o qual tem por direito  expresso na Constituição  Federal uma educação de qualidade e isso cabe não apenas às instituições de ensino, como também à perspectiva própria de cada educador, cujo objetivo é conduzir o aluno na trajetória  do desenvolvimento integral.

Portanto, a necessidade da presença afetiva nas relações sociais, principalmente quando se diz respeito à relação entre professor e aluno é essencial, pois como diz Paulo Freire “não há educação sem amor [...] Quem não é capaz de amar os seres inacabados não pode educar.”

*Maria Zélia Dias Miceli é educadora do Colégio Santa Amália, em São Paulo, instituição mantenedora da Liga Solidária, organização social sem fins lucrativos.

Segurança contra contaminação em utensílios de plástico

*Por Daniel Minozzi



Sim, estamos vivenciando momentos que ficarão para a história. A pandemia da COVID-19 nos colocou em uma situação que até pouco tempo era fruto de imaginação influenciada por produções cinematográficas ou livros, seja na ficção, como os filmes Contágio (2011) e Epidemia (1995), seja ao relatar a devastação de outras pandemias como a da peste bubônica (bactéria Yersinia pestis) e varíola (vírus Orthopoxvírus variolae), entre outras. O fato é que, entretenimento ou vida real, convivemos com microrganismos.

Antes de abordar os riscos de saúde causados por eles, é importante ressaltar que a existência de micróbios não é totalmente maléfica, pelo contrário, a maioria são inofensivos e, até mesmo, essenciais para a sobrevivência de diversos seres vivos, desde as plantas aos animais, como nós. O que precisamos ter atenção é como esses seres do mundo microscópico interagem conosco e com nosso meio. Alguns, infelizmente, são nocivos ao nosso organismo e precisamos agir para evitar ou amenizar ao máximo possível os pontos de contaminação.

Atualmente, contamos com diversos sanitizantes, sendo o álcool o mais conhecido. Porém, assim como outros meios de higienização, utilizando produtos de limpeza em geral, a ação de desinfetar precisa ocorrer sempre, já que é totalmente pontual e passageira. Sem contar que, em determinados produtos, mesmo após uma boa limpeza ainda é possível identificar, de forma visual ou pelo odor, a presença de algum microrganismo.

Um exemplo clássico é o caso de utensílios de plástico que, sofrendo ou não com o desgaste de uso, fatalmente se tornam ferramentas de contaminação cruzada. Dentre os casos mais perceptíveis ou fáceis de lembrar, temos as tábuas de carne, potes ou containers de alimentos, cabo de instrumentos de corte (cutelaria), lixeiras, escova de dentes, chuveiro, etc. Todos acabam promovendo a proliferação de bactérias, como Escherichia coli e Salmonella, além de fungos como o Aspergillus, por exemplo.

A boa notícia é que empresas que mesclam ciência e tecnologia estão há um bom tempo no mercado desenvolvendo soluções que promovem a vários materiais um efeito de auto esterilização. A Nanox, por exemplo, conta com diversos casos no segmento de utilidades domésticas, promovendo esse efeito - conhecido também como antimicrobiano, em filme plástico esticável, como o Alpfilm Protect, diversas linhas de utilidades da Plasútil, cabo do instrumentos da linha de cutelaria da Tramontina, película protetora Promasafe da Promaflex, entre outras. E mais, muitos desses com eficiência comprovada contra o vírus da pandemia.

Cada vez mais esse apelo está fazendo sentido, algo entre as poucas coisas que esse cenário de crise sanitária acelerou. As pessoas estão mais interessadas e familiarizadas com esse tema, de modo a procurar nas prateleiras dos supermercados e das lojas em geral produtos que promovam maior segurança, tranquilidade e praticidade. O conceito de material inteligente se instalou e, como uma espécie de talismã, significará um ambiente, um lar mais protegido, mas não com superstição e sim com ciência.

*Daniel Minozzi é químico, mestre em ciências de materiais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e fundador e Diretor da Nanox, empresa especializada em nanotecnologia.

Summertime

Afonso Rodrigues de Oliveira

“Se os pais soubessem a influência que exercem sobre os filhos, sua vida seria outra, suas conversas, as músicas; tudo faria para elevar a alma da criança”. (Arthur Riedel)

Na verdade, nunca nos tocamos para a influência da música, sobre a formação da criança. Não imaginamos o quanto é agradável para uma criança, ainda no berço, adormecer ouvindo músicas de qualidade. E a dificuldade está em sabermos o que é realmente uma música de qualidade. E não é só adormecer. A criança deve ouvir a música mesmo enquanto dorme. O Riedel também diz que: “A nossa mente infantil é como um filme cinematográfico, sem gravação”.

Tudo que vemos e ouvimos, na nossa infância, fica gravado na nossa mente. E isso vai ter uma influência enorme na nossa vida adulta. E não vejo nenhuma preocupação sobre a formação do adulto do futuro, nos filhos de hoje. A maneira de educar está sendo tocada num pandeiro sem fundo. A população terrestre cresce assustadoramente, e não nos preparamos para as mudanças. Ainda rejeitamos a música de qualidade, apelidando-a de “sofrência”. Pura tolice.

Faz mais de oitenta anos que o George Gershwin compôs a música Summertime. Uma das joias mais preciosas das músicas consideradas clássicas, e que na verdade são apenas músicas. Seu valor está na sua qualidade, rejeitada por ser considerada clássica; uma das músicas que considero mais adequadas para uma criança ouvir, enquanto dorme no berço.

Faz alguns anos que falei pra você, aqui, da decepção que vivi, um dia, ali na rua. Eu ia passando quando uma senhora saía de casa, com uma criança num carrinho. Ela colocou o carrinho da criança, debaixo da árvore, colocou o aparelho de som no carrinho e ligou o som. O som era o mais balançar de bumbum que conhecemos atualmente. A senhora afastou-se, entrou na casa, e a criança continuou, não sei se dormindo, ou tentando dormir.

Sou leigo no assunto. Estou apenas comentando o que vejo e sinto sobre os resultados do assunto. Mas seria bom que nos atentássemos para o caminho que a nossa educação familiar vem tomando, há décadas. E como leigo apenas me preocupo. Mas seria bom que refletíssemos um pouco, em como estamos educando nossos filhos. Que futuro eles irão viver? E seja qual for o futuro deles, o resultado será resultado do que estamos fazendo hoje. Nossas mentes são um gravador extraordinário, que arquiva tudo que nos é dado e ensinado, na nossa infância.

Como você acha que será seu filho, no futuro, se ele for criado num ambiente grosseiro? Alguém já nos disse que dos primeiros meses de idade, até a idade adulta, a pessoa ouve cem mil vezes a palavra não. Pense nisso.

afonso_rr@hotmail.com

99121-1460

 

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