Opinião - Folha de Boa Vista
Por Opinião
Em 28/06/2022

A última tarde

Walber Aguiar*

É tão estranho, os bons morrem jovens

Renato Russo

Era um dia como outro qualquer . Talvez nem fosse. Um urso polar no Saara, um camelo no Ártico. Tudo tão estranho. Ali, naquela tarde, a vida desenrolava-se feito carretel de linha de menino, totalmente esticada, com a vontade de atingir o inatingível. Ali declamávamos a vida, nos deixávamos fascinar com a grandeza do poente, fotografado por nossas retinas quimericamente fatigadas.

Era uma tarde quente, na verdade. Muito quente. Nos encontrávamos todos, eu, ele, e todos os que a ele pertenciam e eram pertencidos. Os gêmeos lindos, Sony Ferseck, sua mulher poeta, com Amora, a fruta mais deliciosamente inquietante que um dia tocamos. Também Débora estava lá , com seus olhos profundos e cheios de todo mistério. Ali estava o dono do estabelecimento da praia da polar, seu Manel, que o saudava de forma simples e reverente.

Devair era um homem grande, cheio de estatura e grandeza de ser. Era um jovem senhor, um esteta, um cultuador do belo, do simples, do singular e do inusitado. De repente estávamos na beira d água, sob o guarda sol da grandeza, do delírio e da esperança. Sim, do delírio, da intensidade quimérica, do desejo de que a vida nos desse asas e nos transformasse numa espécie de Ícaro, a fim de que voássemos por sobre todos os problemas do existir. Dos problemas que tentavam diminuir, apequenar a vida. Mas, mesmo com as asas cortadas pela dor da injustiça, do ódio e do esmagamento da felicidade, conseguíamos planar por sobre a exuberância das flores, da arte de falar bem e de escrever sonhos com tinta sangue.

Ali, na praia da Polar, caminhávamos serenemente com um pássaro no bolso e a imensidão no olhar. Ele fotografava com os olhos e me mostrava o crepúsculo dos deuses e o resfolegar da grandeza, ainda que a dor de ser nos arrancasse os cabelos do belo e nos tentasse enfurnar nas masmorras da angústia e do trágico. Depois veio Jama, uma beleza selvagem, uma sinceridade no olhar. Nosso diálogo era uma brincadeira de roda, uma parixara existencial, uma tentativa de mensurar o amor, o sonho, a ternura da poesia, um Deus estranhamente delicioso.

Estávamos ali, sob o olhar traquino de Macunaima, sob a ingenuidade e a inocência do existir. Éramos parte da água, da areia, do barro, da árvore da vida, cura para os povos.

Meu menino grande mergulhou nas palavras e emergiu na canção de Belchior, nas léguas tiranas que muitas vezes não conseguiu andar, ou que se arrastou na tentativa de alcançar o inalcançável, de atingir o inatingível.

Vai, meu irmão, vai meu querido mestre, meu orientador de vida. Um dia nos encontraremos sob as ingaranas do infinito. E ali não haverá nem morte, nem choro, nem dor. Onde o mais simples, finalmente, será visto como o mais importante..

Vá em paz, deixando teu exemplo. Por aqui ficaremos com a saudade e com  tua grandeza de existir.

*Advogado, poeta, historiador, professor de filosofia e membro da Academia Roraimense de

 wd.aguiar@gmail.com tel. 99144-9150

Acorda Brasil    

Marlene de Andrade    

O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo.  (Provérbios 28:16)   

    

De vez em quando a gente ouve algumas pessoas dizerem, equivocadamente, o seguinte: Não gosto de falar de politica; Pra mim todo político é corrupto; Vou votar nulo; No dia das eleições nem vou sair de casa e, entre outras asneiras, também dizem: todo político é ladrão. “Nessa lógica” grande parte dos argentinos, nas últimas eleições, não saiu de casa para votar e agora o que está acontecendo, naquele país, é muito lamentável, pois aquele povo está fugindo para o Brasil devido a miséria generalizada.

Já na Colombia um ex-guerrilheiro venceu a eleição e, por isso será o primeiro presidente de esquerda daquele país, mas temos que entender que só se dá bem em países de esquerda os dirigentes comunistas e seus amigões.     

O que está ocorrendo nas Américas tem sido um desastre total porque os comunistas estão governando vários países desse continente. Até o governo da América do Norte e do Canadá já é de esquerda. Nos Estados Unidos, segundo as mídias, houve fraude nas urnas e até mortos votaram. Quanto à Venezuela é um dos países que mais sofre com a política de esquerda e será que é isso que queremos para o Brasil? Se o povo brasileiro,  eleger um presidente de esquerda não teremos para onde fugir. E aí, o que acontecerá? Fome, miséria, assassinatos em grande escala e tudo aquilo que já vem ocorrendo tende aumentar como, por exemplo, doutrinação de esquerda dentro das escolas, Igrejas fechadas, proibição de usar a Bíblia, e, entre outros absurdos, imigração desordenada. E aí? É isso que desejamos para nossa pátria amada? Evidentemente, que não.    

Ainda estamos com tempo para escolhermos pessoas dignas e ficha limpa, porém, depois que passar as eleições aí já era. Por enquanto, temos chance de continuar sendo um dos pouquíssimos países no mundo inteiro, o qual é de viés centro-direita.    

Precisamos acordar e gritar pelas maldade e insensatez das esquerdas mundo afora, inclusive temos que ficar esperto porque no Brasil o Fórum de São Paulo vem se organizando para ganhar as eleições de 2022. E para quem não sabe que fórum é esse, fica aí a informação: ele foi fundado em São Paulo, em 1990, pelo PT, mais precisamente pelo Lula e seus “cumpanheiros” para reunir partidos e organizações de esquerda de vários países do mundo e assim dominar as multidões de pessoas que ainda estão desinformadas.     

  

Médica formada pela UFF    

Especialista em Medicina do Trabalho/ANANT    

Perita em Tráfego/ ABRAMET    

Perita em Perícias Médicas/Fundação UNIMED    

Especialização em Educação em Saúde Pública/UNAERP    

Técnica de Segurança do Trabalho/SENAI-IEL    

CRM-RR 339 RQE 341    

Somos o que somos, e só

Afonso Rodrigues de Oliveira

“Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos”.

Pode até parecer redundância, mas é o que é: sem mudanças nada muda. O que indica que devemos mudar a cada instante. Ainda vivemos presos à unidade de tempo. Ficamos o tempo todo contando o tempo, sem perceber que ele está passando. E o pior, ele passa e nos leva com ele. Então vamos mudar. Deixemos o passado no passado. Ele não nos trará mais o que realmente queremos e necessitamos. Então vamos viver o presente, preparando-nos para o futuro. E chega de enrolação. Estamos iniciando mais um dia que deverá ser vivido dentro dos padrões da racionalidade.

Estamos ouvindo, todos os dias, especialistas dizerem que o mundo está de cabeça para baixo. Nem poderia ser diferente, já que a Terra é redonda. Às dez horas da manhã estamos aqui, olhando para o céu nublado, enquanto os Japão o pessoal está de cabeça para baixo, olhando as estrelas lá em baixo, pensando que é encima. Quando eles estiverem olhando as nuvens claras, nós estaremos de cabeça para baixa, olhando para baixo, pensando que é encima. E nem eles nem nós, ficamos tontos. Pelo menos é o que pensamos.

Vamos falar sério. Estamos vivendo um mundo em permanente evolução que vem desde os primórdios, há vinte e uma eternidades. E ainda não conseguimos evoluir nessa caminhada cansativa. Vamos acordar para o processo evolutivo em que vivemos e viver cada minuto com racionalidade. Somos, como seres humanos, o animal mais hediondo sobre a Terra, em razão dos crimes que cometemos contra a natureza. Este é um pensamento da Cultura Racional. E enquanto pensamos que estamos evoluindo, estamos matando as tartarugas nos seus habitats naturais, engasgando-as com material plástico jogado por nós, nos rios e mares. E se isso não é um crime, tudo bem. Somos o que somos.

Mas não perca seu dia pensando nisso. Pense apenas por um momento e amadureça no seu pensamento, o que você deve fazer para mudar o que você é. Porque nunca evoluiremos se não mudarmos, por melhor que sejamos. A verdade é que nunca alcançaremos a perfeição. No nosso melhor há sempre o que melhorar. Então vamos fazer isso. Vamos procurar ser o melhor que pudermos ser, no que já somos melhores. Mas, nada de preocupação nem arrufos. Mantenha sua mente sempre calma e equilibrada. É dela que saem seus pensamentos que levam você aonde você quer chegar. Tudo vai depender da sua capacidade de pensar. Seus pensamentos tanto podem levar você para o sucesso quanto para o fracasso. Você pode, se achar que pode. Então seja dono ou dona da sua mente. Ela é o timão. Pense nisso.

afonso_rr@hotmail.com

99121-1460

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